Guia de Compra – Nissan Sentra

Leia aqui as melhores dicas para a aquisição deste sedã mexicano
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- Em 1982, a Nissan resolveu fazer uma nova aposta como forma de ampliar seu line up e brigar por seu espaço na faixa dos sedãs de pequeno-médio porte. Naquele ano, saía de sua linha de montagem o Nissan Sunny, como foi batizado para o mercado norte-americano, ou Sentra, para os mercados japonês e europeu.

Esta primeira geração do Sentra chamada de B11, foi comercializada entre 1982 e 1986 nas versões cupê, sedã 2 e 4 portas, além das versões hatch e perua, disponibilizadas somente para alguns mercados e saíam de fábrica com duas opções de motor – 1.3 e 1.5 – ambas a gasolina.

A segunda versão teve sua existência compreendida entre os anos de 1987 e 1990 e já surgia com modificações estéticas que o deixaram maior e com um ar mais “classudo”. Amplos faróis na dianteira emoldurados por para-choques envolventes e linhas retas, passavam a impressão de que os designers da fábrica tinha bebido na fonte da sueca Volvo. Assim como no lançamento da primeira geração, as opções de carroceria permaneciam as mesmas, mas no Canadá, a versão sedã de 4 portas foi vendida até 1993, sob o nome de Sentra Classic, uma maneira que a marca encontrou para distingui-lo da geração surgida em 1991.

Este foi o ano que viu o Sentra ganhar um ar mais jovial, deixando de lado a versão hatchback para concentrar-se apenas no sedâ de 4 portas e na cupê. Esta terceira geração ao chegar ao México recebeu um nome um tanto quanto exótico, Tsuru, e permaneceu com este nome até 1999, quando deixou de ser produzido para dar lugar ao novo Sentra 2000, quinta geração do carro.

Mas voltando um pouco no tempo, chegamos em 1995, quando a Nissan revelou ao mundo a quarta geração do carro, que resistiu até 1999, quando então apareceu a versão acima citada.

O lançamento da sexta geração do Sentra aconteceu em 2000, deixando o carro com formas mais arredondadas e também, com um uma aparência um pouco mais próxima de um conceito esportivo, graças aos para-choques envolventes que recebiam faróis auxiliares e na tampa traseira, um discreto aerofólio.

No Brasil

Em 2004 o carro passou apenas por um pequeno face lift e foi esta versão que foi trazida do México para o Brasil em 2005, embora muita gente não se recorde de ter visto o carro por aqui, dado o baixo volume de vendas do modelo, apesar da novidade.

Mas esta versão do Sentra teve uma vida pouco longeva em nosso país, afinal, em 2007 aparecia a sexta geração do carro, esta sim, com linhas mais expressivas e um porte mais avantajado, conseguindo atrair um pouco mais da atenção do consumidor. Baseado no Renault Mégane A Nissan e a Renault são parceiras no desenvolvimento de alguns veículos, o carro foi apresentado em nosso país em abril de 2007.

O carro ficou meio que no banho-maria durante dois anos, com vendas que não decolavam e não porque o carro era ruim ou desprovido de atrativos perante a concorrência, mas talvez por algum erro de estratégia de marketing. Fabricado no México, o carro vinha equipado com motor 2.0 16V de 142cv, mas talvez por um erro de estratégia de marketing da empresa, ele chegou aqui sem alguns acessórios considerados comuns em seus rivais, como ar-condicionado digital, sensor de chuva, fechamento automático das portas e freios a disco nas quatro rodas nem mesmo na versão topo de linha, a LS. Apesar do brasileiro Carlos Ghosn ter provocado uma revolução na empresa ao assumir a sua presidência, parece que ele não acertara na mão ao trazer o carro para o Brasil.

Talvez se não tivessem tido tanta preocupação em afastar a imagem de “carro de tiozão”, tivessem conseguido destacar mais os pontos positivos do carro, afinal, o Sentra trazia seis air bags e vinha com a chancela de ter recebido nota cinco estrelas da NHTSA National Highway transportation Safety Administration, órgão que trata da segurança viária e automotiva nos EUA, para colisão frontal para motorista e passageiro, cinco estrelas em colisão lateral na frente e quatro estrelas em colisão lateral atrás – para se ter uma ideia, os líderes Honda Civic e Toyota Corolla trazem apenas quatro air bags cada um. Eles também deixaram de ressaltar as qualidades da câmbio CVT XTronic, que em vez de pular da primeira para a terceira marcha, como é comum de acontecer em outros câmbios do gênero, seu escalonamento é mais sutil, baixando gradativamente de 1,53, para 1,52, 1,51 e assim sucessivamente até atingir o overdrive.

Apesar de dividir a plataforma com o Renault Mégane, seu motor 2.0 MR20DE com carcaça de alumínio, era mais moderno que o empregado no coirmão, que usava o de carcaça de ferro F4R: embora acelerassem de forma muito similar, no Sentra a eficiência era maior, com um consumo inferior ao do Mégane.

Ainda em 2007, foi lançada a versão 3 Américas em exclusivas 240 unidas, para marcar a realização de uma expedição realizada pelo jornalista Paulo Rollo e pela fotógrafa Jeanne Look, que percorreu 30.000 km desde Aguascalientes, no México local onde o carro é produzido, passando por Nicarágua, Argentina e Costa Rica. O carro vinha com o mesmo motor, mas trazia como diferenciais CD Player com disqueteira Rockford Fosgate para 6 discos, módulos de potência sob o banco do passageiro e dois alto-falantes extras.

Primeiras mudanças

Em 2009, a fábrica apresentou o Sentra equipado com motor flex fabricado no México com exclusividade para o Brasil, que desenvolvia um cavalo a mais que o anterior 143cv a 5.200 rpm e torque de 20,3 kgf.m a 4.800 rpm, além de uma pequena alteração na traseira agosto, mas mesmo assim, o resultado em termos de venda não foi o esperado, já que naquele ano foram vendidas 5.740 unidades, contra 6.849 no ano anterior.

Ainda no final de 2009, a Nissan lançou a linha 2010 do Sentra; desta vez a frente recebeu um face lift, com a aplicação de vincos no capô e no para-choque, além de pequenas mudanças internas e também, espelhos retrovisores retráteis. Outra novidade foi a adoção da chave “inteligente” i-Key na versão SL, que não precisa sair do bolso do motorista para fazer o carro ligar ou abrir a porta. O volante era possível de ser regulado em profundidade mas não em altura. Entretanto, os resultados novamente não foram animadores, já que nos três primeiros meses daquele ano, foram emplacados somente 1.129 Sentras; em março, melhor mês para a indústria automobilística brasileira, apenas 449 Sentras foram lacrados, enquanto que 5.700 Corollas e 4.100 Civics novos entraram nas garagens dos consumidores.

Para a linha 2011, o carro ganhou um novo sistema de som e exclusivo para a versão SL, um sistema de câmera de marcha à ré foi disponibilizado a partir de julho, afinal, o carro precisava ganhar atrativos que despertassem o interesse do consumidor.

Em 2011, a Nissan lançou mais uma série especial do Sentra, a Unique. Limitada a somente 300 unidades pintadas em preto com rodas de liga-leve de 16”, trazia interior com bancos, painéis e portas em couro na cor bege, tapetes marrons com a logomarca “Unique”, câmbio CVT e volante multifuncional, além de sistema de som Rockford Fosgate com entrada para iPod e USB. Externamente, esta série podia ser reconhecida pelas lanternas escurecidas, escape com ponteira cormada e a assinatura nas portas dianteiras.

Para 2012, o Sentra passou a contar com a chave i-Key também na versão intermediária S e a cor branca pérola como opcional, mas uma nova série do carro foi apresentada. Restrita a 800 unidades, o Sentra SR chegou neste ano às concessionárias trazendo saias laterais, para-choque traseiro com design esportivo, aerofólio com luz de freio em LED e lanternas e faróis com máscara negra. Compõem também o pacote de bondades, volante com acabamento em couro cojm regulagem de altura, vidros elétricos e freios ABS com controle eletrônico de frenagem.

Disponível nas cores preta e prata, o único “senão” é o fato de o motor do carro não ter recebido nenhum tempero extra, ou seja, é o mesmo 2.0 16V Flex de 143cv, mas se serve como consolo, das 800 unidades, 560 serão vendidas com o excelente câmbio XTronic – as demais serão vendidas com o manual de seis marchas.

Fique Atento

Um dos grandes motes de venda do Sentra são os seus três anos de garantia, mas mesmo assim, não é um carro que costuma dar problemas ao final deste prazo, entretanto, proprietários do veículo consultados nesta reportagem reclamam que quando há necessidade de encostar o carro na concessionária ou oficina, seja para um conserto ou mesmo uma revisão, a conta vem salgada.

Apesar de ser considerado um carro confortável para a categoria, há aqueles que reclamam da rigidez das suspensões, além de não aprovarem a ausência de módulo para fechamento das portas até 2009, sistema de regulagem do encosto do banco por alavanca em vez de roldana e nos casos dos equipados com câmbio manual, a dureza do pedal de embreagem.

Por não ser um campeão de vendas, o Sentra não costuma ser daqueles carros com melhor valor de revenda, mas por outro lado, seu seguro costuma ser atraente em função do baixo índice de roubos.

Recall

No final de 2011, a Nissan convocou os proprietários de 2.984 Sentras para comparecerem a uma concessionária para a substituição do conector do terminal positivo da bateria.

Segunda a fábrica, o motivo da chamada se deu porque fora detectado mau funcionamento no terminal, causando dificuldade para ligar o carro. Os modelos convocados eram os fabricados entre 11 e 22 de maio de 2010. Portanto, se você pretende comprar um Sentra deste ano, consulte o manual para ver se o atual proprietário já foi regularizar a situação.


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