Guia de Compra – Peugeot 307

Dicas para comprar o hatch usado da Peugeot. O carro que foi lançado no Brasil em 2002 ganhou um sucessor

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(23-2-12)Lançado em abril de 2001 na França, o Peugeot 307 foi desenvolvido a partir da chamada “Plataforma 2”, criada por Keith Ryder, pela PSA Peugeot, que controla as marcas Peugeot e Citroen. Chamado pelos seus próprios criadores de “Mutante”, em função do carro não se enquadrar perfeitamente nem no conceito de hatch e nem no de minivan, o 307 chegou com o objetivo de brigar à época, com o VW Golf, carro que era o líder de vendas no segmento em sua categoria no Velho Continente.

Com 1,51 metro de altura, e 1,73 metro de largura, o 307 oferecia muito espaço interno e com linhas muito próximas do 306, porém, com aspecto de felino graças à conformação dos faróis que lhe conferiram uma identidade própria, atraiu a atenção dos então compradores do Golf, tanto que com menos de um ano de vida no Velho Continente o carro vendeu 64.000 unidades, contra 95.500 Golfs.

Outro destaque do carro que contribuía para ampliar a sensação de veículo espaçoso era o amplo e inclinado para-brisas de 1,46 metro quadrado, que ajudava a arejar o ambiente e o painel, também bastante amplo e recebendo a aplicação de um anteparo de 55 cm junto ao para-brisas, ajudava ainda mais a passar a sensação de “carrão”.

No Brasil

Aqui carro fez o seu début em maio de 2002 vindo da França, em três versões (Soleil, Passion e Rallye) e apesar de trazerem uma bom leque de itens, a versão básica deixava um pouco a desejar, pelo fato de não contar de série como ar-condicionado e também, com o para-brisas térmico, que ajudava na Europa a diminuir a incidência de calor no interior do veículo. Como opcionais, estes dois itens encareciam o carro em R$ 3.020, à época. Por outro lado, o carro trazia uma série de porta-objetos espalhados por seu interior e porta-luvas, com capacidade de 17 litros e divisões para documentos e caneta em sua tampa. Sob os bancos dianteiros ainda haviam gavetas e dois porta-copos localizados ao lado do freio de mão.

Em 2002 o Peugeot 307 chegou por aqui equipado com apenas o motor 1.6 16V de 110 cavalos, o mesmo que movia o Citroen Xsara Picasso, mas em função de seu porte, este motor acaba exigindo constantes trocas de marcha para conseguir permanecer em sua faixa útil de trabalho, já que seu torque máximo era alcançado somente a 4.000 rpm e o auge de sua potência chegava quando o ponteiro do conta-giros atingia os 5.800 rpm. Isso acabava elevando o consumo do veículo, além de transferir um maior nível de ruído ao habitáculo.

Freios ABS com válvula compensadora para distribuição da carga igualmente entre os dois eixos, air bag duplo com chave para desativar o do passageiro, apoio de pés que se deslocavam em caso de acidente, volante com regulagem de altura e profundidade, ajuste de altura dos dois bancos dianteiros, espelho de cortesia com iluminação independente no quebra-sol e CD player com comando na coluna de direção eram outros atrativos que podiam ser encontrados como opcionais no 307.

A versão equipada com motor 2.0 16V com bloco de alumínio, capaz de gerar 138cv, chegou somente no segundo semestre daquele ano

Em maio de 2003 chegava a versão SW, equipada apenas com o motor de dois litros, mas foi no ano seguinte, visando reduzir o preço do carro para torná-lo mais competitivo por aqui, que a peugeot passou a trazê-lo da Argentina e neste mesmo ano, há uma mudança no nome das versões do carro: a Soleil vira Presence e a Passion, Feline.

Dois anos depois de o carro passar a vir para cá sob um novo regime de importação, em maio de 2006 ele recebe uma nova frente, enquanto que o motor ganhou um comando de válvulas variável. Para ampliar o leque de possíveis consumidores do 307, a Peugeot lançaria em julho a versão Presence, equipada com motor 1.6 Flex.

Em maio de 2007 surgiria a versão SW Allure, considerada uma versão de entrada pela marca para a perua. A station trazia teto panorâmico de vidro, ar-condicionado (sem ajuste automático)direção com assistência elétrica, seis air bags, freios ABS, faróis de neblina, sistema de som com CD e MP3 (apenas na versão com câmbio automático), volante com ajuste de profundidade e altura, porta-luvas com refrigeração, iluminação nos para-sóis, computador de bordo e controle elétrico dos vidros, travas e retrovisores.

No final de 2007, mais uma versão chegava para dar uma chacoalhada nas vendas de final de ano. O Presence Pack para o motor 1.6 foi oferecido para as versões hatchback e sedã e conferia rodas de 15 polegadas para o hatch e de 16 para o três volumes, frisos de proteção lateral na cor do veículo, CD player com MP3 e comando satélite na coluna de direção, além de ar-condicionado, direção hidráulica, regulagem de altura e profundidade da direção, vidros elétricos com sistema antiesmagamento e travamento remoto das portas.

Em junho de 2008, a PSA Peugeot anunciou que passaria a equipar o 307 com motor flexível, sendo que o primeiro a ser contemplado com a novidade foi a versão Feline, dotado apenas de câmbio automático e que gerava 143 cv e torque de 20 kgf.m na gasolina e 151 cv e 22 kgf.m no álcool.

Além disso, o 307 Feline ganhava bancos revestidos em couro, recolhimento elétrico dos retrovisores, rodas de 16 polegadas com pneus 205/55 e teto solar com comando elétrico.

Neste mesmo ano a Peugeot do Brasil trouxe para cá a versão CC (conversível), tornando-se uma das raras opções no mercado nacional. Com visual moderno para a época e bastante estilo na traseira graças às lanternas de aspecto futurista, o carro trazia para-brisas mais inclinado e câncavo, além de ser um pouco mias comprido que o hatch, devido ao aumento no porta-malas para acomodar a capota. Falando nela, tinha acionamento elétrico a partir de um botão no console, consumindo somente 27 segundos e com a operação podendo ser realizada com o carro andando a até 10 km/h

Em setembro de 2009 a Peugeot comemorava 200 anos de história e para marcar a data aqui no Brasil ela lançou a Série Especial 307 Millesim 200. Fabricadas apenas 1.500 unidades nas cores preta e prata, ela vinham equipadas apenas com o motor 1.6 Flex de 113 cv e traziam de série navegador GPS conectado ao sistema de áudio CD/MP3, que ainda apresentava conexão para iPod e Bluetooth. Bancos esportivos, revestidos de couro e com o logotipo da linha estampados, aerofólio traseiro, rodas de liga leve aro 15 modelo Cotya, antena no teto e luzes de neblina dianteira e traseira também faziam parte do pacote de acessórios desta série.

O início do fim2010 marcou o fim da produção da versão sedã do 307 e em outubro daquele ano a marca apresentou os novos modelos 2011, que não apresentaram significativas mudanças estéticas e nenhuma de motor. Na época, duas versões foram anunciadas: Presence e Feline. Na primeira o carro trazia o motor 1.6 16V de 113cv e como principais novidades as rodas de liga leve aro 15, faróis de neblina, grade dianteira cromada e frisos laterais e para-choques na cor do carro – tudo de série.

A versão topo de linha, Feline, utilizava motor 2.0 16V de 151 cv, transmissão automática Tiptronic, ar-condicionado digital bizone, direção hidráulica, controlador de velocidade de cruzeiro, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, bancos de couro e sistema de som USB Box com Bluetooth e Streaming – o Presence Pack também estava disponível.

Para comemorar os dez anos de atividades da Peugeot no Brasil, a marca criou uma série especial para as linhas 207, Hoggar e 307 Presence Pack, mas no caso do 307, este “pacote” contemplava somente tapetes originais e ponteira cromada.

Já sob rumores de que a versão 308 já estaria rodando no Brasil, prontinha para entrar em linha de produção, foi anunciada em julho de 2011 as novidades para a linha 307 2012.

A versão Presence 1.6 apresentava como novidades, limpador de para-brisas e faróis automáticos e retrovisor interno fotocrômico. A versão intermediária Presence pack também foi mantida e trazia ar-condicionado automático bizone e conexões Bluetooth e USB no porta-luvas, além de controle de áudio na coluna de direção, roadas aro 16 e teto solar.

Já a versão topo de linha deixava de se chamar Feline a passava a ser batizada de Premium, mantendo o motor 2.0. Apresentava câmbio automático de quatro marchas e revestimento dos bancos em couro.

Nova era

O Peugeot 308 foi lançado no final de fevereiro de 2012. Ele chega em três versões de acabamento, duas de transmissão e duas de motor. Para o Salão do Automóvel de São Paulo está prevista a versão sobrealiamentada por turbina de 1,6L com 165 cv. Já a versão conversível deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2012. Embora o carro apresente a mesma plataforma do 307, modificações visuais e novas soluções em design prometem remoçar o carro e ampliar ainda mais seu espaço interno. O WebMotors avaliou a nova versão a convite da Peugeot e concluiu que o carro evoluiu um bocado.

Fique atento

Proprietários do 307 costumam ser unânimes ao apontar um, digamos, ponto fraco do veículo: sua frente pronunciada e baixa costuma raspar com facilidades em subidas e descidas de rampas. Já outros, apontam a possibilidade de 307 equipados com o motor 2.0 16V darem problemas de superaquecimento devido a problemas na junta do cabeçote do motor e quando isso ocorre, o conserto não costuma ficar barato, já que peças para este carro têm preço salgado. Talvez por isso mesmo, o 307 não seja um carro com alto valor de revenda.

Aqueles que apreciam máximo conforto também dizem que maciez nas suspensões não são o ponto alto deste carro e também há quem aponte que algumas unidades da versão 2006 equipada com câmbio automático, apresenta certos trancos, principalmente na saída e na passagem de primeira para segunda marchas. Na versão 2.0 com câmbio automático, também fique atento ao consumo, principalmente se você ainda não tiver sido proprietário de um veículo do gênero. Outro detalhe: o carro tem apenas um ano de garantia.

Ao pesquisar para comprar um 307, fuja das primeiras versões sem ar-condicionado, que são micadas e também, fique atento às revisões, pois há aqueles que em função do preço das peças, vão deixando os problemas se acumular, gerando sempre efeito-cascata na hora do conserto.

Recall

No dia 1º de fevereiro de 2010, a Peugeot registrou uma convocação de recall no Procon de São Paulo para realizar uma atualização do programa que controla o sistema de iluminação exterior do carro. Segundo a empresa, “esta modificação evitará que a posição do comando do acionamento da iluminação seja mal detectada pelo sistema de gestão, o que poderá provocar um apagamento pontual dos faróis sem a solicitação do condutor”.
Este recall contemplava veículos 2008 e 2009.

Para resgatar a trajetória de sucesso dos antigos Peugeot hatch menores que o 308 e 307 veja as nossas reportagens de Guia de Compra Peugeot 206 e de Guia de Compra Peugeot 106.

Reveja também a nossa avaliação: Peugeot 308 chega ao Brasil custando a partir de R$ 53,99 mil

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