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Guia de Compra – Renault Mégane

Dicas para comprar o Renault Mégane: Um francês bem comportado
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André Ramos
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- O Renault Mégane surgiu na Europa em 1995 para succaption o cansado modelo 19 e sua primeira fase durou até 2002, quando então, a fábrica francesa colocou no mercado a segunda geração do carro, conhecida pelo nome Mégane II, que foi a que substituiu o Mégane antigo que ainda rodava aqui no Brasil. Desenhado pelo polêmico Patrick Le-Quément, diretor de design do grupo Renault, o carro passou a ser fabricado no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba PR no final de 2006 e em seu lançamento era apresentado nas versões Expression e Dynamique, a top de linha. Além de suas linhas poligonais, o Mégane trazia um visual comportado, concebido dentro do conceito “Touch Design”, que gerou um carro de aspecto moderno e sóbrio para a época, embora sua linha de cintura alta, traseira curta e elevada, associados a um teto de inclinação acentuada conferissem uma certa esportividade ao veículo.

Como grande diferencial para o segmento, trazia o sistema de cartão de ignição em substituição à chave, o freio de mão do tipo manche, em lugar da alavanca, além de um câmbio manual de seis velocidades que prometia ampliar a autonomia do sedã.

Revolucionário para a época, o cartão caracterizava-se como um instrumento útil e inteligente, já que podia armazenar uma quantidade enorme de informações sobre o histórico do veículo, guardando dados relativos às revisões, por exemplo. Além disso, não fazia volume no bolso, reduzia substancialmente os riscos de ferimentos no joelho do motorista em caso de colisão, incorporava os comandos remotos de travamento e destravamento das portas e do porta-malas, além de embutir uma chave de emergência em seu corpo.

O Mégane II trazia duas versões de motorização, a 1.6 16V Hi-Flex e a 2.0 16V, associado a três tipos de caixas de câmbio – manual cinco marchas, manual seis marchas e automática com modo seqüencial. Na versão 1.6, o motor desenvolvia 110/115cv gasolina/álcool a 5.750 rpm e torque máximo de 15,2/16 kgf.m a 3,750 rpm, números que deslocavam com rapidez e boa desenvoltura seus 1.285 kg, além de ser um carro considerado econômico para a categoria, com média de consumo de 8km/l rodando na gasolina e de 7,4 km/l no álcool. Além disso, o Mégane II chegou ao Brasil oferecendo boa capacidade de carga, com um porta-malas capaz de transportar generosos 520 litros de carga, além de uma série de porta-objetos que acresciam outros 20 litros ao automóvel. Já a versão equipada com o motor de dois litros apresentava comando de válvulas variável, desenvolvia 138 cv e de torque de 19,2 kgf.m a 3.750 rpm, resultando numa relação peso/potência de 79,5 kg/cv, considerada respeitável para a categoria. Sua média de consumo era de 10,5 km/l na cidade e de 16,5 km/l na estrada.

O carro também saía de fábrica bastante completo desde sua versão básica, apresentando ar-condicionado, direção com assistência elétrica, computador de bordo, air bag duplo adaptativo motorista e passageiro e freios ABS com compensador eletrônico de frenagem para as rodas traseiras EBV como itens de série. Coluna de direção ajustável em profundidade e altura e em determinadas versões, banco do motorista equipado com regulagem de altura de série e bancos dianteiros com apoios laterais para auxiliar os ocupantes em curvas mais acentuadas, eram outros apelos.

Com o lançamento do Mégane II a Renault procurou estabelecer um novo paradigma para seu pós-venda e anunciava revisões mais baratas somente a cada 20.000 km e garantia de dois anos sem limite de quilometragem. Com esses atrativos, chegou por aqui carregando a credencial de carro foi o mais vendido na Europa por três anos e recebeu menção honrosa conferida pela EuroNCAP, como o automóvel mais seguro de sua categoria.

Orquestra

Mas apesar de a Renault decidir fabricar o Mégane II aqui no Brasil, de modo a adequar seu projeto às péssimas condições das vias brasileiras, com o passar do tempo constatou-se que o Mégane II apresentava um índice de ruído interno não condizente com sua categoria, a ponto de alguns proprietários dizerem que parecia haver uma orquestra de percussão no interior do veículo. Mesmo com a ênfase no isolamento acústico na forma de grossas camadas de espuma e borracha utilizadas no interior das portas e painel, ruídos no botão do ar-condicionado e também nas portas foram relatados por proprietários à época. No caso das portas, o motivo estava na máquina dos vidros elétricos dianteiros, que em vez de serem fixadas na parte metálica, estavam fixadas na parte plástica, o que provocava torções e fragilidade à medida que o carro envelhecia.

Passados cinco anos desde o surgimento das primeiras unidades por aqui, usuários do carro consultados para a elaboração desta reportagem relatam alguns inconvenientes que o interessado a futuro proprietário de um Mégane II precisa estar atento. Problemas de ordem elétrica e eletrônica não são difíceis de serem constatados, como luz do air bag que acende sem motivo, pane na abertura do porta-malas, vidros elétricos que não acionam, já foram observados, além de cheiro de gasolina no seu interior, resultado do desgaste do anel de vedação da bomba de combustível mas que é fácil de ser resolvido.

Nosso consultor mecânico Fábio Filtrin, da Nivaldo Motores, por outro lado, disse que já pegou alguns Mégane com problemas nas suspensões e também na bobina. Em relação ao primeiro item, ele cita que muitas vezes o proprietário do carro ao trocar os amortecedores não troca também as buchas e batentes e isso faz com que, pouco tempo depois, o carro volte a apresentar barulho. Por isso recomenda a troca destes itens também, caso verifique que o carro está apresentando ruído neste setor, mas salienta que este é um carro que, em geral, não dá dor de cabeça, como também atestam outros proprietários e ex-proprietários consultados.

Fim da linha

Passados quatro anos desde seu lançamento no Brasil, a Renault achou que era hora de aposentar o Mégane e final do ano passado a Renault a marca apresentou seu novo sedã no Salão do Automóvel de São Paulo. Batizado de Fluence, o carro apresenta linhas mais fluidas que seu antecessor e chega ao mercado em três versões de acabamento: Dynamique, Dynamique CVT e Privilège CVT.

Diferentemente do Mégane, o carro vem equipado somente com o motor 2.0 Hi-Flex com comando de válvulas variável. A potência indicada pelo fabricante é de 140/143 cv a 6.000 rpm álcool/gasolina, enquanto que o torque subiu um pouco em relação ao Mégane 2.0, passando agora a atingir 19,9 kgf.m e 20,3 kgf.m a 3,750 rpm, rodando com gasolina e álcool, respectivamente. O porta-malas também cresceu um pouco e agora atinge capacidade de 530 litros.

Com o fim da produção do Mégane em setembro do ano passado, o carro perdeu um pouco de seu preço de revenda e alguns usuários mais fieis já reclamam a sua ausência, já que o visual do Fluence é mais comportado, deixando de agradar aqueles que buscam um pouco de esportividade.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.

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