Guia de compra - Volkswagen Passat III

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Alexandre Ramos
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- Para 1983 a VW do Brasil VWB lançou mão mais uma vez do recurso do face-lift para o Passat, que já estava com quase dez anos de mercado. Novamente a dianteira ganhou novos faróis e grade, mas desta vez os pára-lamas se mativeram os mesmos, assim como o capô do motor e pára-choques. Dessa forma não foram poucos os que “converteram” seus Passat fabricados entre fins de 1978 e fins de 1982 em carros “novinhos”: bastava trocar a grade e os faróis...

Novos volantes e forrações, novas nomenclaturas de versões, mudanças nas lanternas traseiras dependendo da versão vinham com um filete prata dividindo o pisca do freio, novos espelhos externos, além do aplique por trás da placa traseira e da calotinha cromada nas rodas de ferro, complementavam as mudanças.

Mas a maior novidade da linha era a motorização, que passava a ser o chamado motor Torque, ou MD-270, com novo comando de válvulas, maior taxa de compressão, ignição eletrônica de série, carburador de corpo duplo, entre outras mudanças. A má notícia é que o TS deixou de ser produzido para dar lugar ao GTS, que não vinha mais com um motor diferenciado, mas com o mesmo 1.6 das outras versões. Felizmente isso duraria pouco.

O câmbio de cinco marchas da VW ainda não estava pronto, embora o Corcel II, seu principal concorrente, já contasse com essa caixa desde 1979. Assim a VW empregou um recurso que a GM já utilizaram, em 1977, com o Opala Gama. Era uma caixa de câmbio de quatro velocidades, sendo que a quarta era do tipo overdrive, bem longa. Essa transmissão era chamada, pela VW, de 3+E. A caixa normal era agora denominada “S”. Como provocou grande rejeição por parte do público, também não durou muito. Inicialmente eram disponíveis as versões LS, GLS, um Passat de luxo, com quatro encostos de cabeça e muitos itens de série, e GTS.

No ano seguinte as versões receberiam outras nomenclaturas. A básica, com pára-choques e máscaras dos faróis na cor preta, espelhos com design antigo e sem muitos acessórios, era a Special. O LS Village era o intermediário. O LSE Paddock era a versão mais luxuosa, apenas com quatro portas. E o GTS Pointer era o esportivo, ainda equipado com motor de 1,6 litro. Mas ainda em 1984 o Pointer ganharia motor 1.8 do Santana, com comando mais “manso”.

Em 1985 o Passat praticamente deixou de ser vendido localmente, pois na época era exportado em grande número para o Oriente Médio, em especial para o Iraque. De qualquer forma em meados daquele ano recebeu mudanças estilísticas, já para o modelo 1986, como pára-choques envolventes em plástico, lanternas traseiras frisadas que, curiosamente, quando acesas formavam o símbolo da Chevrolet, painel totalmente redesenhado, com caixa de instrumentos baseada na do Santana, câmbio de cinco velocidades finalmente e fim da carroceria de quatro portas. Fim temporário, pois no ano seguinte aconteceu um verdadeiro “derrame” de quatro portas no mercado.

O problema é que um lote que se destinava ao Iraque ficou no Brasil e esses carros tiveram de ser vendidos por aqui. A caixa de câmbio, de quatro marchas, perdeu o radiador de óleo, mas no restante o Passat Iraque como ficou conhecido era o mesmo carro destinado à exportação, com todas as suas vantagens e desvantagens. As cores externas eram azul claro, prata, vermelho liso e metálico, e branco, sendo que as internas eram cinza para o prata e vermelho. Somente foi feito com motor MD-270 1.6 a gasolina. Em tempo: o GTS receberia o mesmo motor do Gol GT, com o excelente comando de válvulas 049G.

Em 1987 as versões mudam de nomenclatura novamente o Passat LS passa a ser o GL. É lançada a série especial Flash, um GL com motor de Pointer. E após 676.819 unidades produzidas, ele deixa de ser fabricado em 1988.
Comprando um Passat usado

Os modelos mais relevantes dessa fase são, pela raridade, o Special, Sport, GLS e, claro, o GTS, em especial os equipados com motor 1.8. O fato é que os Pointer com motor 1.6 também são raros nos dias de hoje. O LSE Iraque também tem uma certa relevância, sendo o prata o mais raro e o mais bonito, pela combinação da cor externa com o interior cinza. E da mesma forma que os Passat mais antigos, é difícil achar no mercado de usados um modelo em boas condições nos dias atuais. De qualquer forma vale a pena saber que o Passat sempre, desde o começo de sua produção no Brasil, sofreu de uma certa falta de resistência à corrosão, que se espalhava pelas longarinas dianteiras havia um furo inexplicável nelas, que fazia com que a água entrasse, mas não pudesse sair..., caixas de ar laterais e traseiras. A boa notícia é que nessas unidades mais recentes já havia um cuidado maior por parte da fábrica quanto à formação de ferrugem, com aplicação de materiais preventivos na linha de montagem. Boa sorte!

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