Guia de compra - VW Bora

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Rodrigo Samy
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- O Volkswagen Bora foi apresentado no México, como Jetta, pela primeira vez em 1987. O Brasil só conheceu o modelo em 2000, devido ao acordo bilateral entre os dois países, que também permitiu a vinda do New Beetle, que divide a mesma linha de montagem com o sedã.

As primeiras versões do Bora que chegaram ao Brasil eram a 2.0 Mi e 2.0 Mi Comfortline. Na segunda opção o automóvel vinha equipado com itens de série como ar-condicionado, airbag, ABS, EBD e rodas de liga. O motor de 2,0 litros tem 116 cv de potência e a transmissão é mecânica. Com eles, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 s e atinge a velocidade máxima de 195 km/h.

Em 2005 o modelo recebeu uma atualização visual e novos pacotes. Entre as mudanças adotadas se destacam o acabamento cromado nos filetes dos pára-choques, nos frisos laterais e na grade do radiador. A lanterna traseira também tem duas cores.

Outra mudança foi nos itens de série. Acabou a versão de entrada e o ar-condicionado passou a ter ajuste eletrônico de temperatura. Outros itens relevantes do Bora 2005 são o piloto automático, os faróis de neblina e o duplo airbag.

Em 2007 o Bora manteve o motor que tem desde seu lançamento e ganhou um face-lift. Ou seja, recebeu uma arredondada nas arestas e mudou totalmente o conjunto óptico. Outra inovação do automóvel lançado em setembro do ano passado foi a adoção do câmbio Tiptronic de 6 marchas.

Recall logo cedo

Recém lançado no mercado nacional, o VW Bora enfrentou uma árdua missão. Todos os proprietários foram convocados a comparecer ao concessionário para verificação e, se necessária, substituição de componente da unidade de controle do sistema ABS. “A matriz da VW, na Alemanha, constatou que um "chip" da unidade de controle eletrônico do ABS pode sofrer superaquecimento e eventualmente pegar fogo, incendiando componentes próximos no compartimento do motor”, dizia o anúncio. Por isso, antes de levar o carro para casa, cheque se esta convocação foi atendida. A numeração do chassi indicada pela VW vai de 9M_1M193407 a 9M_1M230865.

Na hora de fechar o negócio

Existem alguns pontos cruciais neste modelo que pode lhe dar um porta-malas cheio de problemas. Um deles é referente ao acabamento e outros envolvem equipamentos de segurança.

Por utilizar peças semelhantes às do Golf, o VW Bora não é considerado o mico das oficinas. Pelo contrário, os mecânicos independentes o enxergam com bons olhos. Como o motor é o mesmo desde o lançamento do carro, não há grandes mistérios. A regra foge um pouco quando o assunto é o mau uso do câmbio automático.

Para detectar se a transmissão lhe dará problemas veja antes de fechar o negócio se as marchas não estão patinando, se as revisões iniciais foram feitas e se não existe vazamento de óleo. Como o lubrificante de câmbio é totalmente diferente do de motor, o ideal é fazer uma inspeção em uma oficina especializada.

Internamente verifique se as borrachas de vedação estão inteiras e se o carro não tem cheiro de mofo. Um olfato aguçado às vezes funciona melhor do que mil olhares. Um dos defeitos deste carro, principalmente dos primeiros lotes, é a baixa resistência dos componentes elásticos. Da série 2005 para a frente o assunto foi até certo ponto resolvido pela VW com a evolução da chamada tropicalização.

É muito legal ter um carro com airbag, porém, se ele estiver desligado, não adianta nada. Este sistema de segurança foi projetado para funcionar uma única vez. Em caso de uma reparação, em que o airbag foi acionado, todos os componentes deverão ser substituídos. Isso custa caro e tem muita gente que prefere desativar o recurso de segurança. Por isso, veja se a luz indicativa do painel não está acessa. Se ainda permanecer a dúvida, procure um auto-elétrico.

Antes de bater o martelo

De acordo com o consultor técnico Paulo Pedro Aguiar, proprietário de uma oficina especializada, em São Paulo, um dos problemas recorrentes do Bora, mexicano, e do Golf e do Audi A3 fabricados no Brasil é a formação de borra de óleo. Causada por combustível adulterado ou lubrificante com trocas retardadas, ela pode até fundir o propulsor.

Para verificar se há formação da borra verifique se existe acumulo de sujeira na tampa do reservatório de óleo. Outra dica para detectar o problema deve ser checada pelo ouvido. Aquele barulho metálico de batimento de válvulas é fatal para o motor.

A recomendação é a utilização do lubrificante indicado pelo fabricante. Por isso, verifique se o proprietário antigo tomou este devido cuidado.

Outros itens fatídicos para a família Golf são os cabos de velas, sensor da injeção eletrônica que mede a entrada do fluxo de ar e a bomba de combustível. Esta última sofre mais devido à gasolina brasileira, que recebe mais álcool que a mexicana.

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