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Guia de Compras - Honda Civic Si

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Fernando Garcia
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Você tem espírito jovem e quer mais emoção na sua vida. Para isso, reservou as suas economias para a compra de um esportivo que lhe dê prazer ao volante e satisfação para o seu bolso quanto à mecânica e valor de mercado. Com tudo isso, por que não tentar o Honda Civic Si?

O Civic deu as caras por aqui a partir da quinta geração, conhecida pelo codinome EG, muitos os conheciam como “Civic sem grade” ou “Bolinha”, considerando as suas linhas bem arredondadas e faróis afilados. Importado do Japão, por aqui chegou a ter a versão Si, mas somente na carroceria hatchback. Equipado com motor de quatro cilindros 1.6 16V de comando simples de válvulas no cabeçote (SOHC) com adoção de sistema variável da abertura das válvulas (VTEC) que associado a uma transmissão manual de cinco marchas, rendia bons 125 cv e torque de 14,6 kgf.m disponibilizados a partir das 5.200 rpm. Apesar do amplo espaço de entre-eixos de 2,57 que foi ampliado em relação à geração anterior - que não veio importada para cá - o hatch continuava com um espaço bem diminuto para quem viaja atrás, mas compensado pelo sistema de rebatimento dos bancos traseiros individuais. A dificuldade no acesso traseiro era compensado pela tampa do porta-malas com sistema de abertura bipartido podendo abrir somente a tampa de vidro ou a parte de baixo da tampa. Por dentro o acabamento era bom com materiais de qualidade como painéis emborrachados e plásticos agradáveis ao toque. Na lista de equipamentos já era possível encontrar: airbag duplo, rádio com toca-fitas, ar-condicionado, trio elétrico, freios a disco na quatro rodas com ABS, rodas de alumínio 15” e teto solar elétrico.

A sigla Si só voltaria a ser conhecida entre nós a partir de 2007, quando a Honda passou a produzi-lo na unidade fabril de Sumaré (SP). Conhecida com New Civic, o Si só vinha na carroceria sedã com quatro portas e nem sequer era oferecida como opcional o teto-solar. Apesar disso, virou febre entre os entusiastas graças ao exclusivo motor i-VTEC 2.0 com duplo comando de válvulas (DOHC) de 192 cv – 1 cv a menos que o VW Golf GTi – e câmbio manual de seis marchas.

 

Por dentro, o painel de duplo andar e com luzes vermelhas denotava muita esportividade indicando que o modelo não estava para brincadeira. A opção da cor vermelha Rally era uma das características do Si, assim como o aerofólio fixado à tampa traseira e as rodas de aro 17 calçadas com pneus 215/45. Bem recheado, o sedã esportivo trazia entre os principais equipamentos de série bancos esportivos com a nomenclatura “Si” estilizada, ar-condicionado digital, direção elétrica, piloto automático, CD player para seis discos com entrada para arquivos MP3 e WMA, sistema de freios com ABS nas quatro rodas e controle de estabilidade assistida VSA etc. A novidade para 2009 ficava por conta da leve reestilização no conjunto frontal, novas rodas de alumínio e a adição de airbags laterais, mas três anos depois a Honda parava a produção do Si, deixando muitos fãs indignados. A volta do Si só viria em 2014, desta vez importada do Canadá e com carroceria cupê de duas portas, mas isso é um assunto para uma próxima edição.

De olho na compra

A versão Si é aclamada por muitos quando o assunto é esportividade. No caso destas versões esportivas em especial quando zero-quilômetro custavam bem mais caras que as opções mais bem-comportadas. Porém, no mercado de usados, a tendência é contrária uma vez que o consumidor realiza compras mais racionais valorizando menos acessórios ou acabamentos diferenciados. Por isso, para quem deseja um modelo genuinamente esportivo, há grandes ofertas de usados do modelo Si.

Em algumas lojas de seminovos, é possível encontrar modelos do ano 2008 abaixo dos R$ 40.000, considerando que o Si é uma versão esportiva que justifica o título com comportamento arisco, devido não somente ao motor 2.0 i-VTEC de 192 cv e ao câmbio manual de seis marchas, mas também à direção direta e de sua suspensão independente mais rígida nas quatro rodas.

Por conta desta característica, muitos donos costumar “andar mais forte” e, apesar da robustez mecânica, assim como outros esportivos que mencionamos aqui, é sempre bom evitar as unidades cujo motor já tenha sofrido algum tipo de preparação ou conjunto dos amortecedores fora dos padrões originais Honda.

Antes de sair às compras, aqui vai a primeira dica: pesquise muito bem e não deixe a empolgação e a ansiedade em primeiro plano. A escolha de um esportivo requer muito mais atenção que a de um modelo tradicional por conta do desgaste acima da média e, às vezes, de um proprietário que não deu o devido cuidado quanto à manutenção preventiva. Nestas horas, vale a pena pesquisar em fóruns relacionados ao modelo e também pedir a ajuda de profissionais experientes e especializados antes de assinar o cheque.

Quanto aos cuidados especiais, valorize as unidades cujo dono fez todas as revisões periódicas constadas no manual da Honda e se não tiver o documento com todos os carimbos, evite a compra. Modelos de único dono também podem ser um bom filtro nas buscas, mas não uma regra.

Escolhido o Si, verifique o estado geral do carro como para-choques, diferenças de tonalidades entre portas e tampas de capô e porta-malas, bem como a fissura entre estas peças. Elas precisam estar alinhadas e com o mesmo vão. Do contrário, desconfie, pois há grandes chances do modelo ter sofrido uma batida. Olhe por baixo do assoalho e verifique se há raspões ou manchas de óleo e aproveite para avaliar o estado das homocinéticas, principalmente das coifas. Feitas de borracha, elas podem apresentar rasgos e aí é que mora o perigo, pois qualquer sujeira no componente pode travar e até quebrar a peça. Lembre-se que um conjunto completo não sai por menos de R$ 1.500 na concessionária.

Outra peça importante para ser avaliada com atenção é o coxim hidráulico do motor. Instalado atrás do motor, você percebe a anormalidade através de trancos ou ruídos a cada arranque. Uma peça nova custa algo em torno de R$ 500.

O “coração” do Si merece toda a atenção e por isso, o uso de combustíveis de boa qualidade como a de classificação Premium com octanagem (índice de resistência à detonação de combustíveis) acima de 93 octanas IAD (Índice Auto Detonante) garantem um motor saudável e livre de borra. Como o motor do Si trabalha com alta taxa de compressão, o uso deste tipo de combustível é primordial. Outra causa de borra pode estar relacionado ao uso de lubrificantes fora da especificação, combustíveis adulterados, uso de aditivos extras, além da extensão no período de troca do óleo lubrificante. Só como exemplo, uma limpeza, na qual os mecânicos vão precisar retirar as bronzinas e eliminar toda a borra acumulada, não sai por menos de R$ 4.000 podendo chegar a R$ 7.000, caso for preciso refazer o motor completo.

Outros problemas mecânicos podem vir do filtro do solenóide do comando variável VTEC que pode estar entupido por conta do óleo de baixa qualidade. Para avaliar o estado desse filtro, só desmontando todo o sistema. Boa compra!

Outra opção de usado é...

VW Golf GTi

Assim como o Si do Honda Civic, o GTi faz parte dos representantes da Volkswagen e faz a alegria de seus fãs que querem mais exclusividade e, principalmente, esportividade.

Por aqui o Golf é o concorrente direto do Civic e apareceu em 1994, importado do México, a partir da terceira geração (MK3) na versão GTi com três portas e motor de quatro cilindros (duas válvulas por cilindro) 2.0 de 114 cv que aliado ao torque de 16,8 kgf.m acaba sendo mais ágil em baixos e médios regimes de rotação em relação ao Si, o que favorece principalmente as arrancadas e ultrapassagens. Quanto à autonomia o Golf leva uma pequena vantagem por conta de seu tanque de 55 litros (10 a mais em relação ao Si), no espaço interno e na posição de dirigir. Sua lista de itens de série compreendia ar-condicionado, direção hidráulica, bancos esportivos, alarme, além de trio e teto-solar elétricos.

Em 2000, a partir de uma nova geração, o hatch ganhava motor turbo 1.8 de 150 cv e somente com quatro portas, o que distanciava a aparência esportiva da versão com duas, mas para o ano seguinte, esta opção era oferecida durando somente até 2001. Para 2002, já nacionalizado, a novidade era o motor com 180 cv e opção de câmbio automático Tiptronic e só a partir de 2007 com uma leve reestilização no conjunto frontal e lanternas é que o modelo passou a render 193 cv quase empatando em potência com o Civic com 192 cv e mantendo o posto de esportivo nacional mais potente. 

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