Guia de compras: Honda Civic VTi

Veja tudo o que você precisa saber antes de comprar o modelo da marca japonesa

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Fernando Garcia
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A esportividade faz o seu estilo e por isso você procura um carro com desenho arrojado, potente, bem equipado, econômico e o principal: que não dê muita manutenção. Com estas qualidades, você pode ir pensando em um Honda Civic VTi. A grande vantagem dele é a valorização por conta da procura pelos adeptos do tuning, mas aí surge um problema. Por ser um esportivo importado, suas peças são caras e encontrar um em bom estado é muito difícil. No mercado de usados, seus donos costumam pedir até 27.000 reais (ou 3000 acima da tabela da Fipe) por um VTi 97 que já vem completo com ar, direção, trio e até teto solar. Um outro empecilho é que não se faz mais seguro para este modelo, pois deixou de ser importado há mais de 10 anos.

 

O Civic VTi começou a ser importado do Japão em 1993 somente na quinta geração (denominada de EG) e vinha equipado com motor 1.6 16V com sistema de abertura variável das válvulas (VTEC) que extraía bons 160 cv. Já seu torque de 15,3 kgf.m era muito elogiado pelos amantes de uma tocada mais esportiva. Em sua lista de equipamentos era possível encontrar air bag duplo, rádio com toca-fitas, ar-condicionado, trio elétrico, freios a disco na quatro rodas com ABS, rodas de alumínio 15” e teto solar elétrico.

 

Já em janeiro de 1997 a Honda trouxe a sexta geração (EK) do VTi, que acompanhava as linhas das outras versões do hatch como a LX, além do sedan (LX e EX) e coupé (EX), todos eles importados para cá desde 1996. O motor continuava o mesmo do antigo modelo, mas ganhava outras opções de cores. Com o aumento de 12 cm no comprimento (4.190 mm) e cinco de entre-eixos (2.620 mm), o espaço interno era melhorado, principalmente para os passageiros de trás, uma antiga reclamação de seus donos. Em outubro do mesmo ano, com a abertura da fábrica da Honda do Brasil, em Sumaré (SP), o esportivo deixou de ser importado.

 

De olho na compra

 

Ao comprar um VTi usado, dê preferência às unidades fabricadas a partir de 1996. Apesar de mais difíceis de serem encontradas, são mais valorizadas. Outra grande vantagem é com relação às peças de reposição que podem ser compartilhadas com as do Civic nacional. Por falar nisso, redobre o cuidado com a parte mecânica e veja o estado das peças mais dispendiosas do carro. 

 

Apesar da alta confiabilidade dos motores Honda, em se tratando de um esportivo importado de mais de 10 anos de uso, é imprescindível checar se todas as revisões estão em dia através dos carimbos da concessionária. Se não tiver, esqueça a compra!

 

Para se ter uma ideia, só a limpeza, na qual os mecânicos vão precisar retirar as bronzinas e eliminar toda a borra acumulada, não sai por menos de R$ 4.000. Se for preciso refazer o motor completo, aí o preço pode saltar para salgados R$ 7.000. Outros problemas mecânicos estão relacionados ao filtro do solenóide do comando variável VTEC que pode estar entupido por conta do óleo de má qualidade. Para avaliar o estado desse filtro, só desmontando todo o sistema. 

 

Verifique o estado geral da homocinética, principalmente das coifas, feitas de borracha, que podem apresentar rasgos. Qualquer sujeira no componente pode travar e até quebrar a peça. Um conjunto completo não sai por menos de R$ 1.500.

 

O coxim é outra peça que merece atenção. Por isso, verifique se o coxim hidráulico do motor, localizado atrás do motor, não está trincado. Os sintomas são trancos e ruídos a cada acelerada. Lembre-se que na substituição você vai pagar R$ 450.

 

Por fim, avalie o estado das buchas do facão traseiro que costumam trincar com apenas 20.000 km, de acordo com especialistas. Os sintomas são: instabilidade nas curvas, batidas secas ao trafegar em pisos irregulares, além da dificuldade de acertar o alinhamento. Uma nova vale R$ 175.

 

Outra opção de usado é...

 

VW Golf GTi

 

Importado da Alemanha, ele tem o mesmo temperamento esportivo e o pedigree de um autêntico esportivo. As duas válvulas por cilindro aliada ao torque de 16,8 Kgfm extraídos do motor 2.0 de 114 cv acaba sendo mais ágil em baixos e médios regimes de rotação, o que favorece principalmente as arrancadas e ultrapassagens. Na autonomia o Golf leva uma pequena vantagem por conta de seu tanque de 55 litros (10 a mais em relação ao VTi), no espaço interno e na posição de dirigir. 

 

Porém com o motor cheio, o Honda Civic VTi – apesar de possuir menor cilindrada - se sai melhor, graças ao comando abertura variável das válvulas VTEC, que lhe garante atingir a velocidade máxima de 215 km/h contra 187 do rival alemão. Ganha também por não ser um carro tão visado por ladrões igual ao Golf.

 

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