Guia de compras - Hyundai Tucson

Consulte todas as informações sobre o Hyundai Tucson
  1. Home
  2. Bolso
  3. Guia de compras - Hyundai Tucson
Fernando Garcia
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon


Não há nada mais satisfatório que adquirir um SUV que tem já uma boa imagem no mercado brasileiro, oferecer robustez mecânica e de quebra oferecer o mesmo conforto ao de um carro de passeio. Se você pensa assim, o Hyundai Tucson pode entrar para a sua lista.

O jipinho começou a ser importado da Coreia do Sul a partir de 2005 com duas opções de motorização: quatro cilindros, 2.0 litros de 142 cv com câmbio manual de cinco marchas ou, como opcional, o automático com quatro velocidades e seis cilindros, 2.7 litros de 180 cv. A versão mais simples, denominada GL, já vinha bem recheada e contava com vidros verdes e para-brisa degradê, ar-condicionado, direção hidráulica, console de teto, trio elétrico, banco do motorista com regulagem lombar e de altura, banco traseiro bipartido, relógio digital, rodas de alumínio e airbag para motorista e passageiro. A topo de linha GLS, disponível com tração 4X4, receberia os mesmos itens da primeira e mais: airbags frontais e laterais, freios ABS, com distribuidor eletrônico de frenagem EBD e controle de tração, ar-condicionado digital e câmbio automático de quatro marchas com opção de trocas manuais, mas teto solar, bancos de couro e controle de tração eram alguns dos opcionais oferecidos para esta versão. 

Para o início de 2007, a Kia passava a dispor o motor 2.0 à versão GLS, mas a V6 só continuou sendo oferecida até 2010, quando o modelo passou a ser nacionalizado. Com toda a produção concentrada na unidade da Hyundai em Anápolis, GO, o modelo era oferecido com os mesmos itens de série do importado.

A versão flexível só viria dois anos mais tarde. Utilizando o mesmo motor de 2,0 litros, o SUV passava a render 146 cv quando abastecido com etanol, mas mantinha os 142 cv quando colocado com gasolina, sempre associado ao câmbio automático de quatro marchas.

 

De olho na compra

O SUV coreano já virou o queridinho da Hyundai. Bem visto tanto no mercado de novos quanto de seminovos, a grande vantagem é que desde 2005, quando o modelo deu as caras pela primeira vez, o visual da carroceria ainda é o mesmo. Quer mais benefícios? O preço... Fazendo uma busca no site da Webmotors, é possível encontrar inúmeras ofertas com preços bastante competitivos e alguns com valores até R$ 2.000 abaixo da tabela da FIPE e, com sorte, com baixa quilometragem. Só como exemplo, com menor de R$ 35.000, é possível achar um Tucson GLS 2005, com a vantagem de levar para casa um SUV com motor potente, bons acabamento nível de equipamentos.

Apesar das inúmeras vantagens que o modelo oferece, tenha calma na hora da escolha, pois apesar dele ter a vantagem da boa fluidez no mercado de usados, nunca é demais pesquisar bastante, entender porque o dono está vendendo, quantos donos teve e, principalmente ficar atento aos carimbos das revisões. Nada muito além do que o básico e óbvio que estamos falando aqui, mas para o leitor que está de olho neste modelo, em especial, é bom ficar atento... Uma simples troca de óleo fora do prazo estipulado pela Hyundai, por exemplo, faz com que se perca a garantia de até cinco anos, considerando aí os modelos de 2015 até 2010. Um ponto negativo dos Tucson, segundo alguns donos consultados, está no alto valor cobrado pelas peças, além de serem difíceis de serem encontradas.

No mercado de usados, todas as versões têm boa oferta, mas as mais populares são as equipada com motor 2.0.  Para quem costuma enfrentar estradas de terra a opção recai sobre a 2.7 V6 que já é oferecida a 4X4. Porém, se a prioridade é o consumo de combustível, vá de 2.0, mas saiba que nas primeiras versões não havia freios ABS – um item cada vez mais exigido por quem busca um usado - nem como opcional. No caso das unidades com transmissão automática de quatro marchas, há muitas queixas quanto à letargia no trânsito, devido à combinação do peso. Nesta configuração em específico, peça a um mecânico de confiança para avaliar os discos de freio que costumam empenar devido ao pouco uso do freio-motor que seus donos fazem. Os sintomas são trepidações em freadas e, caso estiverem empenados, lembre-se que um conjunto de discos e pastilhas originais dianteiro não sairá por menos de R$ 930, sem a mão-de-obra. Já as manuais oferecem reações mais diretas. Nestas versões, avalie possíveis problemas no trambulador - peça responsável por transmitir os movimentos da alavanca para a caixa de câmbio - que não é difícil apresentar desregulagem. Nesse caso, os sintomas são dificuldades de engates de marcha. Há ainda a versão flex, produzida a partir de 2012 que são mais valorizadas, além do fato de ainda gozar do benefício da garantia de fábrica que é de cinco anos.

Decidida a versão que irá comprar, ainda no pátio da loja de usados, antes de fazer o indispensável test drive, cheque todos os detalhes externos como possíveis raspões nas caixas de rodas, amassados no assoalho e para-choques trincados. Por se tratar de um carro robusto, principalmente a versão com tração 4x4, muitos donos podem ter feito um uso mais severo. Na parte interna, olhe atentamente o acabamento e avalie possíveis manchas de água ou cheiro de mofo, o que pode indicar má vedação por conta das borrachas de porta e tampa do porta-malas e, por último, verifique se a unidade passou pelo chamado realizado pela montadora em 2013 na qual convocou as unidades fabricadas entre março e agosto de 2008 para a substituição do interruptor das luzes de freio. Boa Compra!

Outra opção de usado é...

Kia Sportage

Assim como o Hyundai Tucson, o Kia Sportage também tem os mesmos defeitos e virtudes. Também pudera! Os dois são produzidos na mesma plataforma, bem como a parte mecânica como o motor, além de câmbio, direção, suspensão etc. Importado da Coreia do Sul para o Brasil em 1995, o jipinho chegou em versão única, a DLX, equipada com motor diesel de quatro cilindros de 2,2 litros com míseros 65,3 cv, muito pouco se considerar o seu peso total de 1.531 kg. Em sua lista de itens de série apenas o essencial para a época como direção hidráulica e coluna da direção e banco do motorista com regulagem de altura. Quem quisesse ar-condicionado, roda de alumínio, quebra-mato, suporte para estepe e faróis de neblina, só pedindo à parte. No ano seguinte veio a 2.0 16V a gasolina, de 128 cv com opção de câmbio automático e para 1999, a Kia substituiria o motor antigo aspirado por um turbodiesel 2.0 de 87 cv, além de adicionar o ar-condicionado como item de série junto com algumas mudanças no estilo e painel de instrumentos. Esta geração, compreendida entre os anos de 1995 e 2003, teve cerca de 15.300 unidades vendidas. Na segunda geração não havia mais a opção do motor a diesel, pois seria exigido por lei o uso de caixa de transferência (reduzida), que o novo modelo não tinha. Contava com motor a gasolina de 2,0 litros e quatro válvulas por cilindro, de 142 cv oferecido nas versões LX e EX, ambas com tração dianteira ou 4X4 e câmbio manual de cinco ou automático de quatro marchas. Havia ainda o motor V6 de 2,7 litros e 175 cv.

O SUV da Kia, apesar de ter muita coisa em comum com o da Hyundai, o primeiro leva uma pequena vantagem na capacidade de volume do porta-malas. São 551 litros contra 528 do Tucson, Em contrapartida, o Tucson oferece seguro mais barato – R$ 3.053 contra 5.489* e maior liquidez no mercado de usados.

*cotação feita para os modelos 2010 no dia 06/08/2015

 

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors