Guia de Compras - Peugeot 206 SW

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Fernando Garcia
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Se você é casado, tem até dois filhos e está à procura de uma perua pequena que exige conforto e muitos equipamentos de série, a Peugeot 206 SW pode ser uma boa aliada, já que ela agrada pela versatilidade: pequena e espaçosa.

Lançado em fevereiro de 2005, o 206 SW vinha nas versões 1.4 Presence de 75 cv, 1.6 Presence de 110 cv e a topo de linha Feline, somente na motorização 1.6, todas à gasolina. Com 19 cm a mais em relação ao 206 hatch, a peruinha obtinha um ganho de até 30% em seu volume no porta-malas, chegando a 313 litros (1.136 litros com os bancos traseiros rebatidos), mas perdia para as concorrentes Fiat Palio Weekend (460) e VW Parati (437). Por outro lado, o trunfo da Peugeot era o exclusivo vidro traseiro basculante que facilitava o acesso ao porta-malas, item que nenhuma de suas concorrentes não oferecia nem como opcional.

De série, a versão mais simples já oferecia direção hidráulica, travas elétricas, volante e banco do motorista com regulagem de altura, regulagem interna dos faróis, além de duplo airbag e ar-condicionado, estes dois últimos opcionais. A 1.6 Feline recebia a mais: ar-condicionado automático, freios a disco nas quatro rodas, acendimento automático dos faróis, vidros elétricos nas quatro portas, faróis de neblina, rodas de liga leve, computador de bordo, sensor de chuva e retrovisores elétricos.

Três meses depois foi a vez de a Peugeot 206 SW receber a tecnologia bicombustível na versão de 1.6 litro fazendo 113 cv com álcool e 110 cv com o combustível derivado do petróleo. No pacote de opcionais, a 1.4 ganhava a opção do airbag e a 1.6 freios ABS. Em 2006 a 1.4 finalmente recebia o motor flex fazendo 82 cv (etanol) e 80 cv (gasolina) e o ar-condicionado passava a ser de série em todas as versões. De olho no sucesso de vendas da versão aventureira da Palio Weekend, a Peugeot resolve lançar no mesmo ano a Escapade que agregava um visual offroad. No ano de 2007, a 206 SW 1.6 Presence deixa de ser oferecida e a Feline contava com câmbio automático sequencial Tiptronic de quatro marchas, o mesmo do irmão maior 307, mas no ano seguinte viria a Moonlight, limitada a 1000 unidades que diferenciava das demais pelo teto solar.

De olho na compra

Se você pretende comprar a 206 SW, vá em frente. A peruinha é muito elogiada quando o assunto é conforto, nível de equipamentos acima das concorrentes e não custa cara. Com R$ 15.000 e R$ 20.000 no bolso, é possível encontrar boas ofertas no mercado de usados e com sorte ainda de primeiro dono. Quanto às melhores versões para se comprar, prefira as com ar-condicionado que são mais valorizadas na hora da revenda e a diferença de preço entre as usadas é pequena. Evite também as versões dos primeiros anos que não vinham com a tecnologia dos motores flex. As bicombustíveis são mais aceitas e melhor valorizadas na hora da revenda. O que pesa contra é que o modelo é justamente a desvalorização, ainda mais considerando que não é mais fabricado. Outro senão é quanto às peças e a mão de obra que costumam sair caras. Além disso, muitos donos reclamam do mau atendimento das concessionárias e da durabilidade de suas peças. Para isso cheque muito bem se todos os itens estão em dia e lembre-se, exija manual de manutenção e do proprietário. O preço das peças também é outro ponto agravante. Um simples vidro traseiro para o 206 SW custa mais de R$ 2.000; e como não é difícil encontrar uma unidade com a peça trincada ou desalinhada, vale o cuidado redobrado na vistoria. Outra atenção é com os amortecedores dianteiros que apresentam vazamentos de óleo mesmo em unidades com baixa quilometragem. A dica é antes da compra, verificar se a unidade possui manchas de óleo e sempre desconfiar de assoalhos recém-lavados. Um par de amortecedores custa, em média, R$ 763 em concessionárias.

Na parte interna, o excesso de plástico presente nos painéis de porta e instrumentos são uma verdadeira fonte de barulhos. Cheque também as guarnições das portas e tampa de porta-malas, feitas de borracha que rasgam com facilidade o que pode ocasionar ruídos internos e até mesmo infiltrações em lavagens ou dias de chuva. Outra fonte de ruídos vem da cobertura do porta-malas, proveniente do atrito entre as peças plásticas que prendem a cobertura do tampão traseiro. Uma boa dica é comprar feltros - que vendem em casas de materiais de construção ou hipermercados - e colar nos encaixes onde há folgas.

É comum apresentar defeitos na chave de seta e, dependendo do caso, é necessário fazer a troca. Por isso, verifique todas as funções deste equipamento se não quiser desembolsar R$ 450 pela peça.

Por fim, verifique se a concessionária ou o antigo dono fez o recall dos 206 fabricados entre 19 de outubro e 27 de novembro de 2007 para uma correção na fixação do chicote elétrico ao motor do limpador do para-brisas. O sistema do limpador pode perder a função prejudicando a visibilidade em dias de chuva. Portanto, olho vivo e boa compra!

Outra opção de usado é...

Fiat Palio Weekend

Caso o Peugeot 206 SW não atender a sua necessidade como perua, pense na Fiat Palio Weekend. Com um porta-malas com capacidade para 460 litros contra 313 litros da 206 SW, ela dá conta do recado até para quem costuma abarrotar com supérfluos. Ela chegou por aqui em 1997 oferecendo diversas motorizações e versões até hoje. Só fuja das mais fracas como as 1.0 e 1.3 que tiveram vida mais curta na trajetória da linha Weekend e pense nas versões flexíveis e mais equipadas, principalmente com ar-condicionado e direção hidráulica. A Adventure, por exemplo, é uma sugestão e seus preços começam em R$ 14.000.

Em termos de conforto, a da Fiat é ligeiramente superior, mas numa curva na estrada, isso acaba denotando uma tendência à falta de estabilidade. Pesam a favor também: painel com melhores acabamentos e localizações dos comandos dos vidros elétricos e, principalmente um ponto fundamental na hora da escolha; as peças da representante da Fiat em geral são mais baratas e ainda tem menor desvalorização na hora da revenda.

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