Guia de compras - Volkswagen Jetta

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Fernando Garcia
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Chegou a hora de trocar o carro e você economizou cada centavo para isso, mas para fazer jus ao seu novo projeto, quer ser bem recompensado e exige dele: motor potente, dirigibilidade esportiva, bom nível de equipamentos, acabamento caprichado e bom volume de porta-malas. Se você pensa assim, o Volkswagen Jetta pode entrar para a sua lista.

O modelo chegou ao Brasil importado do México em 2006 contando com uma extensa lista de itens de série quem os concorrentes não traziam nem como opcional. Vendido em versão única, oferecia controles de tração e estabilidade, freis ABS com EBD, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), computador de bordo, controlador de velocidade de cruzeiro, ar-condicionado individual para motorista e passageiro etc. No pacote de opcionais, apenas bancos em couro com aquecimento, teto solar elétrico, faróis de xenônio, sensores de estacionamento, cortina de proteção solar traseira e rodas de liga leve de aro 17.

O motor de 2,5 litros de cinco cilindros com 150 cv e torque de 23,2 kgf.m disponíveis a partir das 3.750 rpm casado com uma caixa de transmissão automática sequencial de seis velocidades, desempenhava um desempenho satisfatório, considerando o peso final de quase 1.500 kg. Um ponto bastante elogiado é o conforto graças à adoção de suspensão independente – com multilink no eixo traseiro e amortecedores com regulagem voltada para a esportividade, mas sem sacrificar o conforto de seus ocupantes. Com tudo, a potência específica de 60 cv/litro não condizia para um melhor aproveitamento do motor e, frente a isso, a Volkswagen resolveu apresentar a linha 2008 do Jetta com motor 2.5 de 170 cv, um ganho de 20 cv, graças às alterações na central eletrônica e coletor de admissão que melhorava o fluxo de ar.

Em 2011, o sedã ganhou linhas mais fluidas e esportivas, com destaque para os recortes das lanternas e tampa traseira que perdia os ângulos retos. Na motorização, contava com duas opções: 2.0 8V de 120 cv com câmbio automático de seis velocidades ou manual de cinco para a versão de entrada Comfortline e 2.0 16V turbinada de 200 cv combinada a uma transmissão DSG, de dupla embreagem Tiptronic e seis marchas para a top de linha Highline. Desde a primeira opção, já podia ser encontrado ar-condicionado, direção elétrica, espelhos retrovisores com acionamento elétrico aquecidos, aviso sonoro dos faróis ligados, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, faróis de neblina, além de itens de segurança como freios antitravamento ABS com ASR (sistema que reduz a força de tração do motor no caso de patinagem das rodas, ajustando-as às condições do piso) e bloqueio eletrônico do diferencial EDL e airbags para motorista e passageiro. A top de linha, por sua vez, acrescentava: controle eletrônico de estabilidade ESP, rodas de liga com 17 polegadas, ar-condicionado individual Climatronic, piloto automático, sensor crepuscular e sensor de chuva, bancos revestidos em couro e seis airbags.

De olho na compra

O Volkswagen Jetta é bem visto no mercado de usados por aqueles que buscam a esportividade e o conforto num só veículo. Seus principais atributos são a robustez mecânica, esportividade, conforto, design e bom nível de equipamentos, principalmente os de segurança, encontrados desde as versões mais simples, oferecidas a partir da segunda geração. O espaço interno é outro ponto bastante elogiado, com destaque para o generoso porta-malas de 527 litros da primeira geração (a segunda possui 510 litros).

Apesar de todos estes atributos atrelados à confiabilidade da marca com inúmeras redes autorizadas espalhadas no país, as ressalvas ficam por conta do alto custo do valor das peças de reposição e da mão-de-obra, além da dificuldade de encontrar peças no mercado paralelo. O silenciador traseiro, por exemplo, só encomendando através da rede autorizada e custa salgados R$ 3.500. Outro incômodo vem direto do alto valor cobrado pelas seguradoras. Em uma pesquisa que fizemos no dia 17/08/2015, os preços assustaram: R$ 3.800 com franquia de R$ 2.500 e R$ 4.500 e franquia de 3.000, dependendo da seguradora e considerando o perfil masculino, 35 anos, casado e morador em São Paulo. Outro senão fica por conta do plano de manutenções da Volkswagen que é feito a cada seis meses ou 10.000 km, o que ocorrer primeiro, obrigando o dono a gastar mais no final das contas.

Em contrapartida, quando o assunto é o desempenho, principalmente nas versões turbinadas – oferecidas a partir da segunda geração – o Jetta é muito elogiado e comparado até com modelos de categoria superior como BMW e Audi. Na questão do consumo, ele também não faz feio, segundo alguns proprietários consultados: a média de 8,5 km/l na cidade e 12 km/l na estrada com motor de 2,5 litros e 8,9 km/l no perímetro urbano e 11 km/l no ciclo rodoviário.

O Jetta não costuma apresentar problemas crônicos mais sérios, mas há algumas restrições com relação ao excesso de plásticos do acabamento que com o tempo geram os indesejáveis ruídos, mais presente na segunda geração. Outro incômodo relatado está diretamente ligado ao sistema de freios cuja pastilha apresenta folga nas presilhas, ocasionando barulhos em pisos irregulares, nada muito grave, pois basta trocar a presilha que custa R$ 30 na autorizada e está resolvido o problema. O câmbio, por sua vez, é confiável, mas é bom avaliar o correto funcionamento que não pode apresentar trancos nas mudanças de marcha ou ruídos. Aproveite também para checar se os modos das trocas manuais sequenciais estão operando com perfeição.

Quanto às melhores versões para se comprar, todas têm boa oferta no mercado de usados, sem ressalvas, e podem ser encontradas com preços até 17% abaixo da tabela. Com menos de R$ 30.000 na carteira, não é difícil encontrar exemplares a partir do ano 2006 bem completos e, com sorte, de primeiro dono. Mas como todo carro importado, é preciso prestar muito a atenção na manutenção que foi feita, bem como o cuidado com a aparência externa que revela se o dono foi cuidadoso. Por isso, verifique se não há trincas, manchas ou riscos em partes como faróis e lanternas e, principalmente, nas capas plásticas do para-choques que podem indicar uma batida ou raspada mais forte em valetas ou lombadas, ainda mais se tratando da sua altura livre do solo que é baixa. Uma capa de para-choque dianteira, por exemplo, pode custar, em média, R$ 1.800 e lembrando que esta peça não é encontrada com facilidade no mercado paralelo. Aproveite para avaliar se as portas, capô e tampa do porta-malas estão perfeitamente alinhados e sem diferença de tonalidades entre as partes com atenção redobrada para os modelos de cor preta que é mais difícil perceber qualquer dessas anomalias.

Não custa lembrar também dos recalls que o sedã já teve como inspeção dos braços do eixo traseiro dos modelos produzidos entre 02/06/2010 e 02/07/2013, substituição da galeria de distribuição de combustível – 04/04/2014 e 09/12/2014 – e inspeção dos braços do eixo traseiro e instalação de um componente adicional na região dos braços do eixo, 02/06/2010 e 02/07/2013.  Na dúvida, basta consultar o site da montadora www.vwbr.com.br ou ligar para a central de atendimento através do número 0800 0800 019 8886. Boa compra!

Outra opção de usado é...

Ford Fusion

Se a sua intenção é dar preferência para o conforto e uma dirigibilidade mais sossegada, vá de Fusion. Outro destaque do sedã da Ford é o espaço interno que acomoda melhor para quem viaja atrás. Por aqui ele veio importado do México em 2006 na única versão SEL, que já vinha bem completa vinha com acendimento automático dos faróis, ar-condicionado automático, quatro airbags, banco do motorista com regulagem elétrica, computador de bordo com diagnóstico e bússola, volante multifuncional, freios ABS e EBD e câmbio automático de cinco marchas, mas controles de tração e estabilidade nem sequer estavam disponíveis como opcionais, itens de série no concorrente VW Jetta. Equipado com motor de 2,3 litros de quatro cilindros, rendia até 162 cv disponíveis a partir das 6.500 rpm. O torque de 20,7 kgf.m surgia nas 4.500 rpm. Apesar de menor potência, no Jetta no torque se sobressai com 28,5 kgf.m, disponível logo nas 1.700 rpm e no desempenho, na prova de 0 a 100 km/h, são 3 segundos a menos (7,3 contra 10,3 segundos do Ford).

Em 2010 passou pela primeira mudança estética e com ela passou a contar com um motor maior (2.5 16V de 173 cv), mas continuava não oferecendo a opção de trocas sequenciais como no Jetta.

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