Guia de compras - Volkswagen Passat Variant

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Fernando Garcia
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Seus filhos cresceram e você precisa de uma perua maior, mas exige que ela tenha bons nível de equipamentos e espaço interno e que não custe tão caro. Com tudo isso, vem logo à cabeça o Passat Variant. Importado oficialmente da Alemanha desde 1994, começou a fazer mais sucesso entre os brasileiros a partir de 1998 quando houve a quarta geração, totalmente reestilizada e maior em 7,1 cm no comprimento, 2,5 na largura e 2,8 na altura que o anterior. O entre-eixos também aumentava em 8 cm. Era disponibilizado em três versões: 1.8 de 20 válvulas e 125 cv, 1.8 turbo de 150 cv e 2.8 V6 de 30 válvulas e 193 cv. Todas tinham ar-condicionado, direção hidráulica, imobilizador eletrônico de ignição, freios a disco nas quatro rodas com ABS e air-bag duplo. As duas últimas ainda ofereciam sistema de travamento eletrônico do diferencial, distribuição eletrônica de frenagem e controle de tração (somente na V6). Opcionalmente podia pedir o teto solar elétrico, bancos em couro, CD-Player e câmbio automático de quatro velocidades para o 1.8 e Tiptronic de cinco para as mais caras.

A próxima reestilização chegaria em 2001. Tudo foi alterado, inclusive a traseira que ficou 2,8 cm mais comprida, possibilitando um aumento na capacidade do porta-malas para 495 litros ante os 471 da geração anterior. O motor 1.8 dava lugar ao de 2 litros que rendia 9 cv a menos, mas a 1.8 turbo e a V6 continuava em linha. No pacote de equipamentos, a mais simples recebia câmbio automático de quatro marchas e ar-condicionado digital e, a 1.8 turbo o piloto automático. Já a mais cara recebia bancos com regulagem elétrica e aquecimento, teto solar, CD-Player com disqueteira para seis discos, controle de som e do piloto automático no volante, além de sensor de chuva no para-brisa. No ano seguinte a 2.0 deixava de ser oferecida.

Em 2005 viria outra geração incluindo uma nova plataforma (a mesma do Golf alemão), motor 2.0 16V FSI turbo de 150 cv com injeção direta de combustível e câmbio automático Tiptronic com seis marchas. No compartimento de carga, a capacidade foi ampliada para 603 litros (108 litros a mais do que o modelo anterior). Era disponível em uma única versão de acabamento, a Comfortline que dispunha de sensores de luzes e de chuva, regulagem automática em altura dos faróis e opcionalmente lâmpadas de xenônio. A 2.0 turbo de 200 cv só chegou no ano seguinte com o opcional de trocas de marchas por meio de hastes atrás do volante. Em 2007 veio a 3.2 V6 de 250 cv que adicionava a mais: tração integral permanente, bancos com ajuste elétrico lombar, faróis direcionais com xenônio e rodas de alumínio 235/45 com aro 17.

A sétima geração da perua chegava em 2011 com o novo DNA de design da Volkswagen como a nova grade dianteira destacada por quatro barras transversais, inspirada no Phaeton. Na motorização, a única opção era um 2.0 TSi de 211 cv associado a uma transmissão de dupla embreagem DSG e seis velocidades. Entre os itens de série estão: seis airbags, ABS, volante multifuncional com controle do câmbio Tiptronic, ar-condicionado bizone, faróis com LEDs diurnos, ajuste elétrico nos bancos dianteiros, fechamento elétrico da tampa do porta-malas, sistema de monitoramento dos pneus etc. Entre os opcionais, destaque para o teto solar panorâmico Sky View, piloto automático adaptativo ACC que controla a distância e velocidade, além do sistema que realiza as balizas automaticamente Park Assist, bancos climatizados e sistema de rádio com navegação integrado.

De olho na compra

Por R$ 40.000, por exemplo, é possível adquirir um Passat Variant 2007 completinho com motor 2.0, câmbio automático, ar-condicionado, ABS, bancos de couro, computador de bordo e até teto-solar. E com uma vantagem adicional: seu desenho não é tão ultrapassado, apesar de estar atrasado a uma geração do modelo atual. Porém pesa na balança a dificuldade de achar peças, elevado custo das peças e manutenção, além da desvalorização acentuada. Porém com o dinheiro na mão e o pátio lotado de usados, você consegue encontrar este mesmo modelo com desconto de até R$ 7.000.

Ao comprar um Passat Variant usado, atenção: só compre se ele estiver em bom estado e com todos os carimbos de revisões e trocas de óleo em dia, principalmente nos turbinados que costumam estar mais maltratados. Além disso, alguns mecânicos alertam que nestas versões de maior desempenho, é muito comum a formação de borra de óleo no motor, seja por gasolina de má qualidade ou mesmo o longo intervalo da troca do lubrificante que neste caso somente deve ser utilizado o sintético com a especificação recomendada pela VW.

Num geral, a perua é vista com facilidade em loja de usados, nas versões 1.8 e 1.8 turbo, mas mesmo a V6 também não é uma tarefa tão árdua. A variação de preço de uma para outra é em média de R$ 2.500 a R$ 3.000. Tudo vai depender do seu gosto e condição financeira. Por isso, pesquise bastante preço e condições no qual o carro se encontra como câmbio, conjunto da suspensão e sistemas eletrônicos que apresentam mais facilidade de quebra e são mais caros para consertar. A ajuda de um mecânico especializado nestas horas é de vital importância e lembre-se de sempre fazer as manutenções preventivas. Ainda assim, dentro do segmento de importados, o Passat Variant leva a vantagem de ser uma boa escolha para você que quer uma perua completa e sofisticada, mas sem certos inconvenientes de outros estrangeiros.

Evite comprar as versões blindadas do Passat Variant, pois a maioria delas possui revenda complicada e também pesa a favor o fato de muitas seguradoras não fazerem o seguro com este tipo de equipamento.

Quanto à suspensão, verifique durante o test drive possíveis folgas e ruídos. O conjunto é dotado de quatro braços de alumínio de cada lado - ao invés das tradicionais bandejas – e são muito sensíveis aos maltratados pisos brasileiros. Alguns donos costumam substituí-los por outro kit mais reforçado que pode ser encontrado em importadores ou lojas especializadas em suspensão. Porém, o preço é salgado, em torno de R$ 2.000 a R$ 2.500 reais. Outro problema comum nas versões turbinadas é a presença de borra ocasionando o entupimento no encanamento de lubrificação da turbina, além de formar espuma impedindo a correta lubrificação das peças móveis. Em geral, isso acontece devido à mistura de dois tipos de óleo mineral e sintético no motor. O ideal é apenas utilizar o óleo com a especificação recomendada pelo fabricante.

No caso do ar-condicionado digital Climatronic não é difícil apresentar problemas devido ao mau uso ou a falta de manutenção. Os sintomas são ruídos vindos do motor do compressor do ar e dificuldade para gelar. Para isso, teste antes da compra todo o seu funcionamento e veja também se não apresenta vazamentos no carpete.

Os freios ABS (Anti-look Brake System), por sua vez, têm de estar em ordem. Para saber, basta checar se a luz indicativa fica acesa permanentemente, que é um claro sinal de que o problema pode estar na queima do módulo do sistema, o que é muito comum nestes modelos.

Não se esqueça de verificar se o modelo referido já passou por algum tipo de recall como o ocorrido em 2007 para a verificação do motor do limpador do para-brisa dos ano/modelo 2006 que poderiam travar prejudicando a visibilidade em dias de chuva. Para isso ligue para a Central de Relacionamento com Clientes pelo telefone 0800-0195775. Boa compra!

Felipe Santos, 45 anos, gerente de vendas, Fortaleza, CE.

Outra opção de usado é...

A versão perua do Mégane é igualmente bem recheada com ar-condicionado, freios ABS, computador de bordo, CD player com comandos no volante, direção com assistência elétrica, espelhos, travas e vidros elétricos, rodas de liga leve e a opção do câmbio sequencial de quatro marchas. Apesar de se tratar de uma perua menor que o Passat, tem mais espaço interno, mais porta-malas (520 litros), diversos porta-trecos espalhados para quem viaja frequentemente (uma herança da Renault Scénic) e duas opções de motor; o 1.6 litro bicombustível Hi-Flex de 16V de 110 cv (com gasolina) e 115 cv (com etanol) e o 2.0 de 138 cv. O preço médio do seguro também é menor em relação à Variant: cerca de R$ 3.500 contra R$ 4.450, considerando as versões intermediárias do ano 2010.

Mas a grande desvantagem para quem gosta de uma dirigibilidade mais firme e a suspensão mole demais, principalmente em curvas. Outra consideração é o excesso de ruídos internos por conta da ausência de uma manta acústica de melhor qualidade e portas desalinhadas em algumas versões.

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