Hyundai foi associada à Anfavea que mais cresceu em 2009

Em termos de participação de mercado, quem mais ganhou foi a Volkswagen
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Gustavo Ruffo
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- Quando falamos sobre o ano de 2009 e as previsões da Anfavea Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores para 2010, ficou evidente que os importados vão ampliar sua participação no mercado brasileiro. Segundo a Anfavea, o crescimento de 15,6% em 2009 para 18,9% em 2010 é resultado da tendência de mercado. E a maior explicação para essa tendência é a Hyundai, a associada à Anfavea que mais cresceu no ano passado.

Nos quadros ao lado, fizemos uma análise dos números do ano passado juntando automóveis e comerciais leves. O primeiro traz os números de 2008 e o segundo, os de 2009. De acordo com esses números, o mercado de automóveis e comerciais leves cresceu 12,4% no ano passado. Qualquer empresa que quisesse pelo menos manter sua participação de mercado teria de ter crescido igual. Quem cresceu mais garantiu aumento de participação, dependendo dos volumes que conseguiu atingir.

A Hyundai, como dissemos, cresceu bastante 62,1%, principalmente devido ao sucesso do i30, carro médio que conseguiu o feito de superar o Chevrolet Astra, modelo ultrapassado que era o campeão histórico de vendas do segmento por oferecer uma boa relação custo/benefício. Aliado ao i30 está também o Azera, mas em volumes menores. O Tucson, apesar de bem vendido, não chegou a contribuir muito para esse crescimento.

O que se nota, e é importante ressaltar, é que nenhum dos veículos mais vendidos da Hyundai é feito no Brasil. A empresa, aliás, ainda não deu início à produção do Tucson em larga escala no país. Os modelos que já foram fabricados ainda seguem o padrão CKD, sem um índice de nacionalização que permita chamá-los de nacionais.

Dentre as empresas que já fabricam carros no Brasil, a que mais cresceu foi a Nissan, com 32,9% de aumento. Isso se deve a dois produtos, a Livina e a Grand Livina, que saem da fábrica da empresa em São José dos Pinhais, no Paraná. Apesar do resultado expressivo, a Nissan teve um aumento pequeno de participação no mercado, pulando de 0,7% para 0,8% veja no quarto quadro ao lado.

Isso se deve aos volumes ainda baixos de vendas, algo que deve mudar com a chegada do Nissan Micra, carro pequeno que a marca fará no Brasil. Isso se a Nissan conseguir ser ágil e lançar seu hatch antes que Toyota Etios e a versão de produção doHonda New Small Concept cheguem ao mercado. Se a disputa hoje já é dura, nesse segmento, ficará ainda pior com estes dois. A Hyundai também está de olho na fatia mais importante do mercado brasileiro e deve fazer por aqui o i20 na futura fábrica de Piracicaba, interior de São Paulo.

Além de Huyndai e Nissan, Mercedes-Benz, Volkswagen, Ford e Toyota conseguiram crescer acima do índice de mercado, ou seja, acima de 12,4%, o que lhes valeu melhoria na posição de mercado em 2009.

Quem se deu mal

Como a barra para estabelecer quem ganhou e quem perdeu mercado é o tal índice de 12,4% de crescimento, quem ficou abaixo disso perdeu espaço. Nesse balaio se incluem Fiat, GM, Honda, Renault PSA que reúne Peugeot e Citroën e a lanterninha da turma, Mitsubishi, que não apresentou nenhum crescimento, pelo contrário. A marca vendeu 8,9% menos do que em 2008.

A relação entre crescimento de mercado e participação fica claro quando se compara o terceiro e o quarto gráfico desta reportagem, que tratam respectivamente de uma coisa e da outra. Note que as empresas em verde no quadro de crescimento são exatamente as mesmas em verde no quadro de participação. As em vermelho, que tiveram resultados negativos, também são as mesmas nos dois gráficos.

Participação de mercado

Para sorte da Mitsubishi, a queda expressiva nas vendas não se refletiu tanto em sua posição de mercado, devido aos volumes baixos com os quais a empresa trabalha. Apesar de ter sido a única associada da Anfavea a não crescer em 2009, ela ficou em quarto lugar entre as que mais perderam participação de mercado.

Quem mais abriu espaço aos concorrentes foram a GM e a PSA, que caíram 0,7 ponto percentual em relação a 2008. A terceira da lista foi a Renault, que perdeu 0,4 ponto percentual.

A Honda, que vem comemorando as vendas do City, mas faz vista grossa à queda dos números do Civic, ficou em quinto lugar, perdendo 0,2 ponto percentual. Quem menos perdeu mercado foi a Fiat, com 0,1 ponto percentual a menos em 2009 que em 2008. A empresa italiana ainda é líder de mercado no Brasil.

Para seu azar, a empresa que mais ganhou participação foi a Volkswagen, segunda colocada e em franca expansão. A marca ganho 0,9 ponto percentual de participação de 2008 a 2009. Em seguida aparece a Hyundai, que elevou a sua em 0,7 ponto percentual.

Quem também ampliou mercado foi a Ford, a Nissan, a Mercedes-Benz e a Toyota, respectivamente com aumentos de 0,4, 0,1, 0,1 e 0,1 ponto percentual.

Atualização

O recado que o mercado envia a todas essas empresas é claro: ainda que o consumidor brasileiro ainda dependa muito de preço para realizar suas compras o que não surpreende, considerando o quanto o carro brasileiro é caro, ele gosta de novidades e as privilegia.

Quem inovou sua linha de produtos conseguiu bons resultados em 2009. Quem não apresentou novidades, ou as apresentou com preço incompatível com o mercado, amargou crescimento baixo ou até quedas. Tomara que os responsáveis dentro das montadoras brasileiras tenham entendido a mensagem...

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