Importadores reivindicam redução da alíquota

Associados à Abeiva querem redução da alíquota de importação para 20%.
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Redação WM1
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A Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, em contraponto à elevada cotação do dólar e visando evitar a paralisação do setor, encaminhou ontem – 31 de julho de 2002 – ofício ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pleiteando a redução imediata da alíquota de importação, de 35% para 20%.

A entidade argumenta que diante da instabilidade da política cambial brasileira, cuja cotação da moeda norte-americana bateu recorde dos últimos oito anos, estabeleceu-se a possibilidade eminente de ocorrer um colapso na cadeia de atividades de importação de veículos automotores.

A direção da entidade sustenta que a redução da alíquota de importação amenizaria, neste momento, a tendência ascendente da cotação do dólar. Em 30 dias, a desvalorização do real chegou a 16,2%. No dia 28 de junho, a moeda norte-americana era cotada a R$ 2,84. E, nesta data, a R$ 3,30. A contemplação da redução da alíquota de importação, de 35% para 20%, seria uma importante e inadiável compensação aos importadores, em face da delicada situação de falta de competitividade que entram neste momento.

Segundo a entidade, a alíquota de importação no patamar de 20% deveria ter entrado em vigor no dia 1o de janeiro de 2000. Mas, houve quebra de protocolo por parte do Governo brasileiro, impondo ao mercado interno e ao Mercosul a elevada taxa de importação, hoje reconhecida pelas próprias autoridades governamentais como responsável pela queda de arrecadação aos cofres públicos, na forma de tributos.

Passados dois anos, os veículos importados por empresas associadas à Abeiva significam menos de 1% do mercado interno de automóveis. Mas são responsáveis pela manutenção de rede de 205 concessionárias, das 10 marcas filiadas, e também por 10 mil empregos diretos, quadro que, por si só, justifica a permanência do setor. Além disso, os importadores têm sido, desde 1995, os responsáveis pela introdução de novas montadoras no País, em um total de 10 novas marcas.

A entidade ressalta ainda que enfraquecer a atividade importação significa empobrecer as bases do comércio exterior brasileiro. Insumos, produtos acabados e tecnologias importados devem servir, sempre, como processo de fortalecimento do setor de exportação.

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