Impressões ao dirigir: Audi A3 Sport

Audi aposta no poder de atração do A3 Sport para se recuperar no Brasil
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- Não faz muito tempo, a Audi tinha no Brasil as duas coisas que qualquer marca de automóveis quer: prestígio e boas vendas. Essa fase durou uns bons dez anos. Até que em 2005 a Audi AG assumiu as operações comerciais no Brasil – até então, controlada pela família Senna. Como resultado, a Audi caiu numa espécie de letargia.

Somente a partir de meados do ano passado, com a chegada de Paulo Sérgio Kakinoff à presidência da Audi do Brasil, a marca decidiu acordar. Em pouco tempo, vários modelos foram lançados, sempre com a preocupação de valorizar a esportividade para restaurar o prestígio da marca. O lançamento do A3 Sport, no entanto, marca a entrada em uma segunda fase do jogo. A ideia agora é aliar a esportividade a um preço competitivo para retomar o caminho do mercado.

O hatch de duas portas é empurrado por um propulsor 2.0 turbo de 200 cv, gerenciado por um câmbio mecânico sequencial S Tronic com dupla embreagem, e custa R$ 110 mil.
Não chega a ser o modelo mais barato da marca no Brasil – o A3 Sportback 1.6 custa menos de R$ 100 mil –, mas oferece, de fato, uma boa relação cv/R$. A intenção é confrontar os modelos de entrada BMW 118, um hatch quatro portas que custa R$ 102 mil e tem 136 cv, e o Mercedes CLC 200 K, que sai a R$ 120 mil e tem 184 cv.

Para montar essa equação, que une motorização forte e preço atraente, a Audi teve de escolher um modelo desprovido de alguns conteúdos de luxo e ainda negociar fortemente o custo com a matriz na Alemanha. A versão escolhida foi a Ambiente, vendida na Alemanha por cerca de 30 mil euros, ou cerca de R$ 77 mil.
Normalmente, um modelo com esse preço chegaria ao Brasil custando, no mínimo, R$ 130 mil. Os R$ 20 mil de diferença é o valor da aposta da Audi na versão, que por aqui recebe a designação Sport.

Em relação a um carro de luxo tradicional, há umas poucas mudanças. A forração interna, por exemplo, é em tecido. Não há também sensor de obstáculos ou de chuva. Os airbags são somente os frontais e os laterais – não há os de cabeça. Faltas quase imperdoáveis em modelos de luxo. Mas, a rigor, este A3 é um modelo bem-fornido. Tem teto solar, ar-condicionado dual zone, faróis bixênon, rodas de liga leve aro 17 com pneus 245/45, ABS, ESP etc.

Mas o maior diferencial do modelo é mesmo a esportividade. Além dos 200 cv, o torque de 28,5 kgfm entre 1.800 e 5 mil giros, e o câmbio sequencial de dupla embreagem, o Audi Sport tem outros recursos. Um deles é o sistema "launch control", ou controle de largada, como o de modelos de competição. Ele é capaz de estabilizar a aceleração nas arrancadas e impedir a perda de tração, controlando os giros do motor e a liberação da potência – a tração é apenas nas rodas dianteiras. Outro apetrecho esportivo é a caixa de direção eletromecânica. Ela é conectada a sensores de torção e atua em conjunto com o ESP. Um motor elétrico amplia o grau de precisão da direção, o que facilita, por exemplo, a retomada da trajetória em saídas de curva. O sistema também auxilia a correção em caso de perda de aderência. Ele induz o movimento correto do motorista reduzindo o peso da direção se o esterçamento for no sentido certo e dificultando o movimento se for no sentido errado.

Embora todos esses recursos tornem o A3 Sport um carro atraente, a Audi sequer arrisca um número de vendas provável – talvez até por uma perda de traquejo com essas projeções. Todo o esforço da Audi, no entanto, é para superar a histórica falta de sintonia entre a imagem da marca no Brasil e na Europa. Nos anos 90, quando nem era vista como marca de luxo lá fora, por aqui os modelos alemães eram objetos do desejo da elite. Agora, que é líder no segmento premium na Europa, a Audi quer fazer valer também no Brasil o prestígio que desfruta por lá.

Primeiras impressões
A velocidade do som

Para os dias de hoje, o Audi A3 Sport é um carro austero. Não como os velhos bólidos, nos quais qualquer equipamento de luxo, por mais leve que fosse, era considerado desperdício de capacidade esportiva. Causa, de fato, alguma estranheza um modelo premium com forração em tecido, várias tampas cegas no painel ou desprovido de sensores de obstáculos. Mas o A3 é pródigo onde interessa: sob o capô. A Audi promete um zero a 100 de 6,8 segundos e uma máxima de 238 km/h. Uma rápida conta, que determina uma relação peso/potência de 6,6 kg/cv, torna esses números bem prováveis.

O A3 acelera forte a ponto de fazer o corpo ser pressionado contra o encosto do banco. O ganho de velocidade, inclusive em retomadas, é bem rápido e mesmo em velocidades altas a estabilidade se mantém intacta. Rápido também é o câmbio S Tronic de dupla embreagem e com acionamento através de espátulas atrás do volante. Enquanto uma das marchas está em uso, a seguinte é pré-engatada. A troca de uma para outra é imediata – a rigor, leva 0,2 segundo.

Apesar de tudo isso, o ronco discreto e baixo do motor deixa claro que o A3 Sport é apenas uma versão bastante apimentada de um modelo normal. Mas se não fosse denunciado pelo silêncio no habitáculo, poderia muito passar por um esportivo de verdade.

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