Indústria acha que não cresce em 2015

Maioria dos 22 executivos ouvidos pela Autoinforme adota tom pessimista
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Auto Informe
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Conformados com uma queda de vendas de no mínimo 7% este ano, dirigentes do setor de veículos não demonstram otimismo também para o ano que vem. A maioria dos 22 executivos de montadoras e importadoras ouvidos pelo repórter Caio Bednarski, da Agência AutoInforme durante o Salão do Automóvel, acha que mesmo com medidas como manutenção da redução de impostos e ampliação da oferta de crédito, dificilmente as vendas em 2015 vão superar as de 2014, que segundo eles devem ficar em torno de 3,3 e 3,4 milhões de unidades.

 

Um dos mais pessimistas é Fabrício Biondo, diretor de marketing de produto do grupo PSA para a América Latina, que reúne as marcas Citroën e Peugeot

 

“Para 2014 a queda está consolidada, só falta saber de quanto será, mas estamos calculando entre -7% e -10%”. Segundo ele, as previsões para 2015 são difíceis de serem feitas neste momento: “até dezembro talvez tenhamos uma visão mais clara do futuro”. Mas o executivo arrisca a dizer que as vendas em 2015 devem ficar no mesmo patamar que em 2014, “isso se não cair ainda mais”, destacou.

 

Apesar disso, acredita que as duas marcas vão crescer no ano que vem, argumentando que o lançamento da Peugeot no Salão, o 2008, vai colocar a empresa num segmento novo, portanto com possibilidade de agregar vendas. Vale lembrar que tanto a Citroën (- 15%) quanto a Peugeot (-28%) estão registrando quedas acentuadas de vendas neste ano.

 

François Dossa, presidente da Nissan, também não acredita em crescimento em 2015. Acha que o mercado fecha este ano com queda de 8% e mantém o volume de vendas no ano que vem. 

 

Rubem Barbosa, diretor da Jaguar Land Rover e Martin Fritche, diretor da BMW, têm a mesma opinião: este ano o mercado cai entre 8% e 10% e no ano

que vem o crescimento é zero.

 

Mais otimista é o diretor da Honda, Sérgio Bessa, que ainda trabalha com a previsão da Anfavea e acredita na queda de 5,4% este ano. Sobre 2015 ele também não acredita em crescimento: “o volume deverá se manter o mesmo que o de 2014”, opinou.

 

Luiz Resende, presidente da Volvo, já faz parte do time que aposta na volta do crescimento em 2015. Para ele, o mercado cai 8% este ano, mas volta a crescer ano que vem: “Para 2015 nós esperamos uma retomada, com o mercado voltando a crescer”, disse o executivo, lembrando que deverá ser um crescimento moderado, “não no ritmo de 2012 e 2013”.

 

Marcel Visconde também aposta em crescimento. O presidente da Stuttgart, importadora Porsche, no entanto, evita falar em números. “A expectativa para o ano que vem é de melhoria nas vendas, assim como no crescimento da economia no País”, acredita. O executivo é otimista também em relação a este ano. Acha que as vendas devem ter uma boa recuperação nos dois últimos meses, reduzindo a queda para 6% a 7% até dezembro.

 

Outro que fala em crescimento no ano que vem é o gerente de pós-vendas da Geely, Herbert Junior. Mas para que isso aconteça ele acha que o governo precisa tomar medidas de incentivo para o setor, “que beneficie fabricantes e importadores”, reivindicou. Mais cético, Flavio Padovan, diretor da Subaru, vai esperar a definição do plano econômico do governo, na expectativa de que algo seja feito em benefício do setor. Até lá, ele não arrisca nenhuma previsão.

 

Se o assunto é a expectativa a médio e longo prazos, o aumento de vendas é unanimidade entre os executivos, considerando o potencial do País, o baixo índice de motorização, o crescimento de renda do consumidor, o aumento da produção e os investimentos em novas fábricas e novos lançamentos. Mas para 2015 ninguém arrisca um palpite muito positivo.

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