Maio foi o segundo melhor da história, segundo Anfavea

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Gustavo Ruffo
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- A coletiva de imprensa da Anfavea Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores trouxe boas notícias com relação a maio deste ano, considerado o segundo melhor maio da história, atrás apenas de maio de 1997 em número de licenciamentos. Foram 164.132 no total incluindo carros, comerciais leves e caminhões, contra 175.250 de 1997, ano mágico para a indústria brasileira.

Ainda que não tenha conseguido igualar o mesmo mês daquele ano, maio se tornou o recordista em valores de exportação, com US$ 1,058 bilhão. Em unidades, entretanto, as exportações caíram, fenômeno que se explica por um valor maior de cada unidade exportada. A quantidade total de veículos exportados até maio, incluindo veículos completos e CKD, foi de 352.008, contra 351.132 vendidos ao exterior de janeiro a maio de 2005.

Isso denota que as exportações ainda estão com ritmo forte, mas, como sempre faz questão de frisar o presidente da Anfavea, Rogélio Golfarb, com queda progressiva no crescimento.

A entidade surpreendeu ao comentar que acredita na estabilidade do câmbio nos patamares atuais por conta de os fundamentos econômicos estarem corretos. “Um país com reservas de US$ 66 bilhões e inflação sob controle tem moeda valorizada. A competitividade de nossa indústria deve passar por outros fatores”, disse Golfarb.

A produção também bateu recordes no mês passado, com 245.179 unidades, crescimento de 10,4% em relação a maio do ano passado. No acumulado do ano, houve aumento de 6,1% na quantidade de veículos produzidos.

Carro chinês

Questionado quanto à possível vinda de carros chineses para o Brasil leia mais aqui e sobre a possível requisição de salvaguardas pela indústria nacional, Golfarb disse: “Salvaguardas servem para ganhar tempo. A China já é uma realidade em autopeças no Brasil, mas não em automóveis. Ainda está cedo para falarmos em salvaguardas, mas tarde para falarmos de competitividade”.

Quando foi perguntado sobre se a queda de competitividade não passaria pela desatualização que os produtos brasileiros estão sofrendo, o presidente da Anfavea disse que “as causas e conseqüências se confundem”. Trocando em miúdos, que o Brasil pode vender menos ao exterior por estar com produtos desatualizados e que pode estar com produtos desatualizados porque exporta menos. Se os volumes não justificam o investimento em atualização, a tendência é que os modelos produzidos aqui entrem em descompasso com os comercializados em mercados mais maduros.
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