Mercado brasileiro registra recorde histórico de vendas no primeiro trimestre de 2011

Ainda mais na comparação deste primeiro trimestre com o do ano passado, em que havia queda de IPI e crédito mais restrito para o consumidor
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- Tudo levava a crer que o surpreendente crescimento do mercado automotivo brasileiro nos últimos dois anos, com o recorde histórico da indústria brasileira em 2010, iria arrefecer. Ainda mais na comparação deste primeiro trimestre com o do ano passado, em que havia queda de IPI e crédito mais restrito para o consumidor. A maior parte dos especialistas apontavam um início de 2011 bem mais “tímido” nas vendas. Não foi nada disso. “Para 2011 era esperado um crescimento mais dentro de uma normalidade de mercado”, revela o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive.

Os números do primeiro trimestre mostram que o mercado brasileiro de automóveis segue aquecido e, aparentemente, inabalável. O trimestre somou um recorde histórico de 777.725 automóveis e comerciais leves vendidos, segundo dados da Fenabrave – Fcaptionação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Este número expressivo representa um aumento de 3,5% em relação aos três primeiros meses de 2010, quando foram vendidos 750.500 veículos.

Atribui-se o bom resultado obtido nos primeiros meses do ano à estabilidade da economia e ao otimismo da população. “As pessoas acreditam que vão manter seus empregos e isso transmite segurança para comprarem carros”, explica Sérgio Bessa, professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. E, aparentemente, esse otimismo é crescente. Março foi até agora o melhor mês em vendas do ano, apesar dos juros elevados e do Carnaval nos primeiros dias do mês – o que reduziu o número de dias úteis no período. Em relação a fevereiro de 2011, as vendas em março foram 11,68% maiores. Isso representou 32.017 novos veículos a mais – no total foram 288.758 unidades.

É um ótimo número. Ainda mais porque sucede uma boa sequência. Mas ainda ficou muito longe do recorde mensal histórico, que pertence exatamente a março do ano passado. Foram nada menos que 337.381 veículos comercializados. Na comparação direta, houve um recuo de 14,4%. Isso é justificado pelo fato de março de 2010 ter sido atípico, com as vendas extremamente aquecidas diante da ameaça do retorno do imposto sobre produtos industrializados às alíquotas pré-crise. “Todo mundo correu para comprar carros”, conta Sérgio Reze, presidente da Fenabrave, sem disfarçar a alegria pela boa lembrança.

A expectativa para 2011 é que o mercado automobilístico nacional siga crescendo baseado nas condições positivas da economia, como maior oferta de emprego e a renda em alta. E nesse panorama, nem as medidas do Governo Fcaptional, como a elevação do depósito compulsório das entidades financeiras para diminuir o volume de crédito no mercado, parecem prejudicar o futuro das fabricantes de veículos no Brasil. “Nossa projeção é de que este ritmo forte de vendas se mantenha, convergindo para um crescimento do mercado em torno de 5% no ano”, revela Lélio Ramos, diretor Comercial da Fiat. Confiante no crescimento do setor automotivo no Brasil, a marca italiana vai investir R$ 10 bilhões até 2015 na expansão da capacidade produtiva – tanto em Betim, Minas Gerais, quanto na nova planta, em Pernambuco.

Para os economistas, o mercado brasileiro ainda tem uma demanda reprimida de novos consumidores, que devem comprar veículos aproveitando a expansão da renda e as taxas e prazos atraentes de financiamento. “Mesmo sem incentivos governamentais, os preços dos automóveis continuam mais baixos. Isso indica que as montadoras comprimiram algumas margens de lucro para vender mais”, esclarece Alexandre Andrade, economista da Tendência Consultoria. “O Brasil ainda não esgotou a entrada de boa parte da classe C no mercado e o crédito ainda está muito disponível”, ressalta Marcos Munhoz, diretor geral de comunicação e de relações governamentais da General Motors.

Instantâneas

# A Fiat é líder na soma das vendas de automóveis e comerciais leves no trimestre com 172.010 unidades comercializadas, o que representa 22,12% do mercado nacional.
# O Volkswagen Gol foi o modelo mais vendido do trimestre, com 68.542 unidades. Na sequência vêm Fiat Uno/Mille, com 61.520 unidades, e Volkswagen Fox/Crossfox, com 36.458.
# Hoje o setor automobilístico responde por mais de 5% de toda a atividade industrial no país e por 10% do PIB – Produto Interno Bruto – segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea.
# A Anfavea estima que o mercado brasileiro em 2015 vai atingir a marca anual de 6 milhões de unidades.

Patinho feio

A crise de 2008 foi realmente uma “marolinha” para a indústria automotiva brasileira. Mas para o mercado de seminovos foi um tsunami. Na procura de uma reabilitação, o segmento volta a ganhar força aos poucos – apesar da dificuldade da concessão de crédito e das excessivas taxas de juros dos bancos. “Ainda que apresente um bom movimento, o mercado de seminovos caiu muito. Hoje o consumidor prefere financiar um carro zero-quilômetro”, explica Sérgio Bessa, professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Com juros mais altos e critérios em excesso, o cliente realmente acaba descobrindo maior vantagem em financiar um veículo novo, mesmo que ele tenha de pagar algumas prestações a mais no final do parcelamento.

Segundo a Assovesp, Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo, as 119.070 unidades vendidas nos dois primeiros meses deste ano representam uma queda de 4,2% nas vendas de usados em comparação com o mesmo período de 2010. “Hoje é possível identificar as agências de usados vendendo carros zero-quilômetro para sair deste aperto”, esclarece o professor Sérgio Bessa. No entanto a perspectiva é de que o segmento volte, mesmo que aos poucos, aos bons tempos. “A tendência é que o mercado de seminovos acompanhe bem de perto o mercado de novos”, projeta Alexandre Andrade, economista da Tendência Consultoria.

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