Mercedes-Benz fará um Asa-de-Gaivota elétrico, o SLS eDrive

Previsto para ser vendido em 2015, esportivo terá quatro motores elétricos que geram total de 532 cv e 880 Nm
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Gustavo Ruffo
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- A Mercedes-Benz se decidiu a não contar apenas com sua parceria com a Tesla, fabricante dos elétricos Roadster e do futuro Model S, para entrar no mercado de veículos de emissão zero. Além do smart EV, destinado a um público mais sensível a preço, a marca da estrela de três pontas também pretende conquistar aquele que não se importa em nada com o custo. Para isso, ela usará o SLS eDrive, versão totalmente elétrica do esportivo SLS AMG, o sucessor do Asa-de-Gaivota.

Desenvolvido sobre a mesma base do esportivo com motor V8 a gasolina de 6,2-litro, o M159, de 571 cv, o SLS eDrive deve ser mais pesado do que o esportivo, que, mesmo feito de alumínio, chega a 1.620 kg. Isso não o impedirá, entretanto, de acelerar de 0 a 100 km/h em 4 s, em boa medida por conta do enorme torque de 880 Nm.

A velocidade máxima ou a autonomia do automóvel ainda não foram divulgadas, mas, segundo a revista britânica Autocar, que não erra uma, ela poderá chegar a 180 km. A velocidade, por sua vez, será de até 200 km/h. Mais do que isso comprometeria a carga das baterias e a autonomia.

Como não tem um motor, mas quatro, um para cada roda, o SLS eDrive dispensa o uso de eixo-cardã. É em seu túnel que vai instalada a bateria, de 40 A a 400V e uma capacidade energética de 48 kWh. Desenvolvida em parceria com a Deutsche Accumotive GmbH & Co. KG, ela ainda deve ser bastante aprimorada até a apresentação oficial do veículo, previsto só para 2015, segundo a Autocar.

No que se refere aos motores, eles não são instalados nas rodas, como acontece, por exemplo, no Lightning GT ou no Venturi Volage, mas perto delas, dentro do próprio carro. Isso, segundo a Mercedes-Benz, evita o problema do peso da massa não suspensa, que interfere bastante na aderência do carro ao solo, especialmente em pisos irregulares. Frenagens e acelerações podem ser seriamente prejudicadas se o peso nas rodas for muito alto, assim como o conforto ao rodar.

Para cada eixo há uma transmissão, que atua em cada roda por meio do sistema Torque Vectoring, que acelera cada uma das rodas dependendo das condições de dirigibilidade e do modo de conduzir do motorista. Como todos os componentes do trem de força do SLS eDrive são colocados no assoalho do carro ou bem perto dele, o comportamento dinâmico também é auxiliado por meio de um centro de gravidade mais baixo.

Com apresentação prevista para o Salão de Frankfurt deste ano, o SLS promete inspirar tantas histórias e tanto fascínio quanto o modelo original, que se destacou por ser o primeiro carro a usar injeção direta de combustível no motor, tecnologia que só agora, pouco mais de 50 anos depois, começa a ser empregada em modelos mais acessíveis ao público. Tomara que os modelos elétricos levem menos tempo para se popularizar.

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