Mercosul: veja como fica o comércio de autos entre as nações vizinhas

Com mais um adiamento, o acordo de livre comércio entre Brasil e Argentina fica mais distante
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Fernando Calmon
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- Depois de uma série de cinco adiamentos, o livre comércio entre os países do Mercosul sofreu mais um e só começará em 2013. O Brasil atendeu aos reclamos da Argentina de que ainda há assimetrias a corrigir entre os dois países e de que precisa de mais tempo para atrair investimentos.

Nesse último acordo, que mantém a isenção de impostos no fluxo comercial, foi alterado o mecanismo compensatório, chamado de flex. De cada US$ 100 que o Brasil vender para a Argentina, o vizinho poderá exportar para cá US$ 250, em veículos e peças. Na mão inversa, de cada US$ 100 que a Argentina exportar, a indústria brasileira poderá vender US$ 195 do outro lado da fronteira.

Na prática, serve mais como salvaguarda, pois o comércio está equilibrado dentro das regras atuais. O Brasil se adaptou e já transferiu 100 mil unidades de produção anual para lá de modelos Chevrolet, Fiat, Renault, Peugeot e agora Volkswagen. A Honda, única até agora só presente aqui, inaugura a fábrica argentina do Fit Jazz sedã, o Aria em 2009.

Isso está ajudando a atender à demanda atual muito forte aqui, usando a capacidade ociosa do país vizinho. No fechamento de julho, o crescimento das vendas continua na casa dos 30% em relação a 2007: 2.86 milhões de unidades nos últimos 12 meses. A produção anualizada subiu 22%, para 3.34 milhões.

O cenário, no entanto, não é tão simples. Durante um recente seminário em São Paulo, Letícia Costa, presidente da filial brasileira da Booz & Company, frisou as incertezas da economia argentina em um quadro de inflação crescente represada artificialmente e de crise com o setor exportador agrícola, ao falar sobre a indústria automobilística regional.

No entanto, investimentos continuam a ser anunciados. A chinesa Chery, em parceria com o grupo argentino Socma, promete US$ 500 milhões para inaugurar em 2010 uma nova fábrica além da unidade uruguaia de baixíssima capacidade. Produziria até 150 mil veículos/ano, mas curiosamente a cidade ainda não está definida.

Com o fracasso da Rodada de Doha, a Anfavea e sua co-irmã e vizinha Adefa estão se afinando para propor um plano de ação aos dois principais governos da Mercosul, buscando uma série de acordos automotivos bilaterais, a exemplo do que já existe com o México e o Chile. É possível reabrir conversas com a União Européia. Na mira também estão países africanos Nigéria, Egito, do Oriente Médio incluindo Israel e Ásia Indonésia, Tailândia, entre outros.

Jackson Schneider, presidente da Anfavea, disse que “o acordo com a África do Sul já esteve mais próximo, porém agora o assunto esfriou por razões industriais. A situação não nos trará desânimo na busca por novos parceiros, inclusive na América do Sul”.

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