Mal chegou ao mercado o Renegade já conta com uma série especial, a Limited, pra atender um segmento que cresce em contraposição à crise, formado por consumidores de maior poder aquisitivo e que exige carros mais completos, mais equipados.
O Limited é feito em cima da versão Longitude, exatamente a topo de linha entre os modelos flex, e vem com rodas de 18 polegadas, bancos de couro, teto bipartido, sete airbags, quadro de instrumentos com tela de sete polegadas e custa R$ 6 mil a mais que o Longitude, ou R$ 90 mil.
“O mercado está puxando pra cima”, explicou um dirigente da FCA, indicando que, ao contrário do segmento de entrada, onde a crise é mais pesada, os compradores de carros topo de linha estão indo às compras e exigindo um produto mais sofisticado.
A fábrica da FCA em Goiana ajustou o mix de produção do Renegade para atender o crescimento da demanda para as versões topo de linha e a versão a diesel, cuja participação prevista era de 23%, já está em 30%.
O crescimento da versão à diesel ocorre, segundo os técnicos da FCA, porque o Renegade não tem concorrente direto: “nosso concorrentes são dois carros à gasolina, porque a diesel não existe: o Mitsubishi ASX e o Kia Sportage. Ou então as picapes médias, pra quem exige diesel”, disse um dirigente da montadora.
A empresa tem hoje 154 concessionárias e chega a 200 até o fim do ano, sendo que 45 vendem também as demais marcas da Chrysler. Em apenas cinco meses conquistou 1,2% do mercado interno, entrou na lista das dez marcas mais vendidas no Brasil deixando pra trás marcas tradicionais como Mitsubishi, Citroën e Peugeot e também colocou o Renegade entre os Dez Mais.
Os números de evolução das vendas este ano constatam a percepção dos dirigentes da FCA: enquanto as marcas que atuam na base do mercado apresentam quedas drásticas de vendas, como Fiat (-33,6%) Volkswagen
(-32,9%) e GM (-30,8%), outras que atuam no topo do mercado cresceram no período janeiro-setembro.
Mercedes-Benz (+44,3%), Audi (+40%) e Volvo (+17,4%) tiveram crescimentos, Assim como a Jaguar, que aumentou as vendas em 16,7%. A BMW um pouco menos, com aumento de 2,4% no ano, mas nada mal num período em que o mercado total caiu 20,9%.
Outras marcas de luxo, de menor volume de vendas, tiveram crescimento ainda maiores, caso da Lexus, com alta de 70,5%. A Smart (+81,3%) e a Subaru (+66%) também tiveram crescimentos espantosos.
Isso sem contar algumas marcas que entraram pra valer no mercado este ano, caso da Jeep, e de outras com números desprezíveis de venda, como a Geely. Ambas tiveram números estratosféricos de crescimento, que não devem ser considerados na comparação com as demais. Na mesma forma, algumas tiveram quedas assombrosas, como a Rely e a Shineray (veja ranking), empresas que trabalham com números ínfimos no mercado.
Com exceção da Honda, que cresceu 17,4%, as marcas de médio volume, posicionadas entre o 4º e o 13º lugar no ranking, também perderam vendas este ano, mas em sua maioria a queda foi menor do que a média do mercado, com as exceções da Citroën, que caiu 43,4%, da Peugeot, – 36,4 e da Mitsubishi, que teve queda de 25,3% no período.
As vendas da Ford caíram 7%, da Hyundai 10,3% e da Renault 19,8%. Já Toyota (-2,5%) e Nissan (-6,3%) tiveram quedas menores.
AS QUE MAIS CRESCERAM
Class
Marca
2014
2015
%
1º
Jeep
1.979
22.746
1.049,36
2º
Geely
86
481
459,3
3º
Troler
866
1.647
90,18
4º
Smart
284
515
81,33
5º
Lexus
173
295
70,52
6º
Subaru
730
1.212
66,02
7º
Mercedes-Benz
10.202
14.726
44,34
8º
Audi
8.906
12.439
39,66
9º
Volvo
2.387
2.803
17,42
10º
Honda
95.882
112.571
17,4
11º
Jaguar
288
336
16,66
12º
Lifan
3.333
3.700
11,01
13º
BMW
10.718
10.975
2,39
AS QUE MASI CAÍRAM
Class
Marca
2014
2015
%
1º
Rely
767
303
-60,49
2º
Shineray
723
316
-56,29
3º
Citroën
41.957
23.736
-43,42
4º
JAC
6.804
4.072
-40,15
5º
Peugeot
31.561
20.053
-36,46
6º
Chery
6.712
4.311
-35,77
7º
Fiat
516.405
342.737
-33,63
8º
Volkswagen
422.565
283.234
-32,97
9º
GM
417.971
289.040
-30,84
10º
Dodge
2.520
1.778
-29,44
11º
Kia
17.562
12.519
-28,71
12º
Iveco
2.809
2.014
-28,3
13º
Mitsubishi
43.493
32.497
-25,28