Operar é preciso

Quem pratica operação sabe que não se confunde nem com manutenção nem com fiscalização.
  1. Home
  2. Bolso
  3. Operar é preciso
Roberto Scaringella
Compartilhar
    • whats icon
    • bookmark icon

- A evolução do pensamento rodoviário brasileiro a partir do advento da empresa concessionária explicitou uma deficiência histórica, qual seja a praticamente inexistência da atividade de operação das rodovias.

Assim, as autoridades rodoviárias, apesar de nem sempre praticarem níveis técnicos adequados, entendiam as fases de planejamento, projeto, obra, manutenção e fiscalização.

Não consideravam, portanto, não praticavam e, em boa parte, ainda não praticam a atividade de operação que tem sido confundida, algumas vezes, com manutenção, outras com a atividade de fiscalização feita pelas Polícias Rodoviárias cuja formação e objeto não contemplam as técnicas de operação propriamente ditas, especialmente de engenharia rodoviária.

Quem pratica operação sabe que não se confunde nem com manutenção nem com fiscalização.

As centrais de controle operacional informatizadas demonstram visual e fisicamente essa verdade e a importância de operar com apoio tecnológico compatível.

A detecção instantânea de problemas, eventos e condições de tráfego, através de meios de tecnologia de informação e equipes de campo devidamente equipadas, possibilitam um ciclo de resposta também quase instantâneo.

Com relação à gestão das cidades tem ocorrido situação semelhante.
Estamos ainda vivendo um modelo em que são buscadas soluções dos problemas, em especial daqueles que tratam da mobilidade, exclusivamente aquelas de capital intensivo um modelo calcado no hardware urbano e pouco se evoluiu nas medidas operacionais software urbano.

Acredito que as cidades brasileiras de certo modo estão vivendo uma transição de um para outro modelo, mais por uma realidade de redução da capacidade de investimento nas grandes obras do que por uma cultura de se operar com eficiência a infra estrutura já implantada.

As centrais informatizadas de controle de tráfego, como as que existem na operação do trânsito de São Paulo e também nas rodovias concessionadas representam o núcleo vivo da operação beneficiando a fluidez, a segurança e o meio ambiente.

Integram o controle eletrônico do tráfego: circuito de TV, fiscalização eletrônica, comunicação interna e externa. O relacionamento com os demais órgãos da administração pública funciona diuturnamente e representa um grande avanço no nível de atendimento da sociedade.

E-mail: rstransito@terra.com.br

Roberto Scaringella é engenheiro e jornalista e trabalha na área automobilística desde 1968. Foi fundador e primeiro presidente da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo, órgão ao qual está de volta, novamente como presidente, na atual gestão Municipal. Scaringella foi também Diretor do Metrô e Presidente do Conselho Nacional de Trânsito.

______________________________________

Veja nossa seção de Colunistas

Comentários

Ofertas Relacionadas

logo Webmotors