Perspectivas do mercado automotivo brasileiro para 2012

Aumento do IPI para importados e volta do crédito projetam um 2012 favorável para fabricantes nacionais
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– Os veículos nacionais e importados vinham em um crescimento equilibrado nos últimos anos. Ambos estavam em alta e contribuindo para o mercado nacional bater recordes de vendas. Enretanto, o ano que vem deve marcar uma desigualdade nessa conta. O aumento do IPI para importados, aliado à diminuição das restrições ao crédito, projetam que 2012 será claramente benéfico às marcas que têm fábrica no Mercosul e México. Além disso, de uma maneira geral, o Brasil deve retomar um crescimento maior do que no último ano. De acordo com a Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –, o volume de vendas no ano que vem deve ficar entre 3,77 milhões e 3,81 milhões de veículos. Isso significa uma alta entre 4% e 5% em relação a esse ano. Portanto, um crescimento maior do que o de 2011, que ficou na casa dos 3,3%. “Isso tudo considerando o crescimento da economia, a baixa dos juros e a oferta de crédito”, avalia Cledorvino Belini, presidente da Anfavea.

O otimismo do executivo – que também é presidente da Fiat do Brasil – está pautado no recuo da restrição aos financiamentos de veículos, que foi um dos motivos que mais inibiram o consumo neste ano. “O governo foi revertendo a política monetária, tirando a restrição ao crédito. Isso vai começar a fazer efeito no ano que vem. A expectativa é que início de 2012 seja com mercado mais morno, com um final de ano mais aquecido nas vendas”, prevê Célio Hiratuka, professor de economia industrial e da tecnologia do Instituto de Economia da Unicamp.

Além disso, 2012 é um ano chave para algumas novas fábricas de automóveis no Brasil. A BMW deve confirmar a sua unidade fabril por aqui, assim como a Volkswagen, que cogita uma nova planta. Os trabalhos em Goiana, em Pernambuco, para a nova linha de montagem da Fiat devem iniciar no ano que vem, enquanto a Hyundai vai terminar a sua unidade industrial em Piracicaba/SP no primeiro semestre. As chinesas Chery e Lifan – nas cidades de Jacareí/SP e Anápolis/GO, respectivamente – também estão com as obras de suas fábricas brasileiras adiantadas.

Somado à maior oferta de empréstimo, as fabricantes nacionais também vão se beneficiar com o aumento do IPI para automóveis importados de fora do Mercosul e México. Os 30 pontos percentuais a mais no imposto sobre produto industrializado atingiram em cheio as “marcas estrangeiras”, que tiveram um dos seus melhores anos no Brasil. E depois de muita briga entre Anfavea, Abeiva e executivos das importadas, o que ficou claro é que a participação dos veículos “de fora” deve cair em 2012. A Anfavea estima que a taxa caia de 23% para 21% no ano que vem. Apesar de aparentemente pequeno, é bom apontar que esse percentual também inclui carros importados pelas marcas que tem fábrica no Brasil e que trazem seus veículos de países parceiros. E são exatamente esses que representam a grande maioria dos automóveis vindos de fora do país. A diminuição de dois pontos percentuais, portanto, seria praticamente apenas nos carros de importadoras, abrindo mais mercado para as nacionais. “É impossível imaginar que esse aumento não gere fortes consequências. Ele mudou as contas para 2011, já que houve uma corrida pelos modelos sem aumento, e também para 2012, pois deve existir uma redução na procura”, lembra Henning Dornbusch, presidente BMW Group do Brasil.

O aumento do imposto alterou não apenas os negócios a curto prazo, com importados mais caros, como também a médio e longo prazos.

Isso porque, com etiquetas de preços maiores e margens de lucros menores, os planos das marcas mudaram drasticamente. A JAC Motors, por exemplo, uma das mais atingidas com a medida fcaptional, declarou que o projeto de fazer fábrica por aqui talvez seja adiado enquanto um novo decreto não for anunciado. “Ainda acredito que tudo isso será contornado. Surgirão novas ideias e novos acordos entre montadoras e governo fcaptional”, aposta Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive.

Mesmo com a taxa mais alta, ainda há espaço para montadoras estrangeiras que queiram crescer no Brasil. A Chrysler, por exemplo, vai usar 2012 para marcar a sua retomada no mercado nacional. Serão quatro modelos totalmente novos lançados e, consequentemente, mais investimentos. “Com isso, esperamos um crescimento de vendas de aproximadamente 50% em relação a 2011”, projeta Luiz Tambor, gerente de marketing e vendas da Chrysler.

Portanto, a expectativa para 2012 é boa. Com um crescimento maior, na casa dos 5%, a tendência é que o Brasil volte subir no ranking de vendas de automóveis mundiais.

Atualmente, o país ocupa a quinta posição geral – atrás de China, Estados Unidos, Japão e Alemanha –, mas ainda há bastante mercado para ser explorado. No Brasil, a taxa de habitantes/carro ainda é baixa, na casa dos sete para um, enquanto que em mercados mais maduros, como na Europa, esse número chega a dois para um. “Temos lugar para crescer mais. Não temos duvidas nenhuma. Tanto é que 2013 a previsão de crescimento é de 5% a 7%. Nossa posição geral é mais para o quarto lugar do que para o quinto”, acredita Marcos Munhoz, vice-presidente da General Motors do Brasil.

No lado negativo, apenas a delicada situação econômica da Europa, local da matriz de diversas marcas e de bancos, pode fazer com que as transações financeiras fiquem mais lentas e menos ousadas. “Faz parte de um pacote de coisas que deixam os bancos internacionais mais rígidos. O crédito continua vindo, mas fica um pouco mais difícil”, pondera Munhoz, da GM.

As opiniões expressas nesta matéria são de responsabilidade de seu autor e não refletem, necessariamente, a opinião do site WebMotors.
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