Repleto de lançamentos nacionais, 2011 marca sucesso dos importados

Porsche bate recorde e Mercedes Classe C ganha volume de sedã médio
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Rodrigo Ribeiro
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- O ano que passou foi marcado por lançamentos de grande volume, como o Fiat Palio, Nissan March/Versa e Renault Duster, que contrastaram com o ataque do governo com os importados exceto Mercosul e México. Mas mesmo com a discutível alta do IPI, os números de vendas comprovam que em segmentos superiores o consumidor está de olho mesmo em carros estrangeiros. De JAC a Ferrari, a maioria das importadoras subiu nas vendas.

Uma das principais afetadas pelas mudanças do governo, a JAC fechou 2011 com mais de 23 mil carros vendidos, equivalente a 0,9% do mercado. Pouco, até considerarmos que a marca tem somente três carros no catálogo e menos de um ano de vida no Brasil. E quanto maior o preço, menor o impacto da alta no IPI – daí o recorde de vendas da Porsche, com 1.134 carros, sendo 645 só de Cayenne, SUV que parte de R$ 319 mil. O sucesso dos esportivos é escancarado pelas 42 unidades vendidas da Ferrari 458 Italia, cujo valor somado ultrapassa os R$ 63 milhões.

Mais caro e popular
A maior oferta dos sedãs de luxo somada ao baixo desempenho de alguns lançamentos gerou alguns contrastes curiosos. O recém-reestilizado Mercedes-Benz Classe C, por exemplo, vendeu 6.303 unidades, um volume similar ao do Peugeot 408 6.563. A proximidade se dá tanto por mérito do sedã alemão – que superou todos os concorrentes diretos – quanto pelas baixas vendas do 408, cuja venda anual é similar ao volume mensal do líder Toyota Corolla 53.147.

O tsunami japonês também repercutiu na venda de carros fabricados por lá, como é o caso do Honda Accord, cujas 232 unidades vendidas superam por pouco o Porsche Panamera 197.

Vencedores e perdedores
Se o ano que passou foi motivo de comemoração para muitas fabricantes nacionais e importadas, para outras foram 12 meses para serem esquecidos. Quase desconhecida no Brasil, a chinesa MG emplacou apenas 18 vendas do 550 Roewe, sedã de luxo que tenta emplacar usando a fama do espólio inglês. Antigo carro mais barato do Brasil, o Effa M100 também patinou nas vendas, registrando módicos 702 carros vendidos – menos do que a Volkswagen vende de Gol em um dia.

E como se não bastasse o aumento do IPI, o Hyundai Veloster também sentiu os prejuízos provocados pela polêmica em torno de sua potência, despencando das 1.306 unidades faturadas em novembro para meros 466 carros em dezembro, uma queda de 65%.

Em outros segmentos a surpresa se repete, mas de maneira positiva. O novo Dodge Journey fechou 2011 com seis carros a menos vendidos em relação ao Freemont 2.247 contra 2.241. Detalhe: o crossover americano é mais caro e chegou ao mercado três meses depois do Fiat. A Land Rover também percebeu que nem sempre o mais barato é o que vende mais, pois o Discovery 4 termina o ano como o modelo mais vendido da marca. O título, contudo, provavelmente será perdido para o Evoque, que emplacou mais de 600 carros só em dezembro – volume superior à média do VW Tiguan.

Este ano também será repleto de lançamentos de peso, como os novos Fiat Siena e Ford EcoSport, e a reestilização do líder VW Gol. Mas também haverá a chegada de diversos importados, que vão do popular Chery S-18 até a Ferrari 458 Spider. Se depender das fabricantes sem produção local, nem a alta do IPI irá impedir boas vendas em 2012.



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