Santana: ele deve sair, mas quem vai entrar?

Veja quais são as estratégias da Volks para substituir o carro dos taxistas. Isto é, caso sua produção seja mesmo encerrada.
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- Tudo indica que o Santana vai mesmo deixar de ser fabricado este ano. A Volkswagen não garante a produção do velho sedã nem mesmo até o segundo semestre. Porém, o segmento de mercado atendido pelo carro ainda faz parte dos planos da montadora. No momento, ela estuda a melhor forma de continuar fazendo sucesso entre os taxistas. “Até o final do ano vamos decidir o rumo a ser tomado”, afirma Paulo Sérgio Kakinof, diretor de Marketing da empresa.

Se a fabricação do carro for realmente parar, a Volks vai lançar uma versão básica de um de seus outros sedãs – Bora, Jetta ou Polo. Segundo a montadora, o último seria o mais viável, a princípio, pois, além de já ser produzido no Brasil, ele conta com motor flex e tem um preço competitivo – R$ 42,5 mil. O valor do Santana não fica muito atrás. Equipado com motor 1.8, ele sai por R$ 42 mil. A versão Comfortline está cotada a R$ 49,2 mil.

O grande problema que impede os taxistas de comprar o Polo, segundo eles mesmos, é o seu custo de manutenção. É o caso de Walter Nelson Vilela, de 44 anos, que faz ponto no aeroporto de Congonhas. Para ele, as peças de reposição do Polo são muito mais caras do que as do Santana. “Além disso – disse o taxista à reportagem da AutoInforme – ele é um carro muito pequeno. Por isso muita gente tem preferido andar de Meriva e Palio Weekend.”

Alternativa

Outro caminho possível, de acordo com Kakinof, é continuar fabricando o Santana, mas em uma versão exclusiva para esse nicho, com motor bicombustível e pequenas modificações no acabamento interno. Se essa for a decisão da montadora, segundo o diretor, pode ser trazido para cá um modelo do carro produzido na China. Ele é cerca de 15 centímetros mais comprido do que o brasileiro e, por isso, mais voltado ao transporte de passageiros. O carro não seria importado, mas ganharia uma versão nacional.

Para Walter, o taxista, além do tamanho e do nível de conforto, outras coisas também poderiam melhorar no Santana. Uma delas é a lanterna, que “ilumina muito mal”. Outra é a posição do estepe. Segundo ele, o pneu deveria ser colocado em pé na lateral do porta-malas, e não no buraco em que ele fica.

Isso porque a maioria dos taxistas usa gás natural, e o cilindro seria muito bem encaixado na parte reservada para o pneu. “Quase todos os nossos colegas cortam aquela parte do carro, abrindo mais espaço para colocar o botijão, e deixam o estepe do lado. Assim ainda sobra uma área grande para colocar as bagagens”, explica.

Mercado

O Santana está em franca queda de vendas desde 2003. Naquele ano o sedã teve 9.490 unidades comercializadas, um volume menor do que a metade do atingido em 2002, quando foram negociados 20.187 carros. Em 2004 o número voltou a cair, chegando a 6.753. Em 2005 ficou em 4.772.
Neste ano, até fevereiro, foram vendidas apenas 242 unidades. Se continuar nesse ritmo, até o final de 2006 serão comercializadas pouco mais de 1.500 carros. Atualmente, 70% do total de vendas do Santana vai para os taxistas. O restante é direcionado aos frotistas.

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