Só pra quem pode: veja as motos mais caras do país

Existem modelos que ultrapassam os R$ 300 mil. Para justificar o preço, têm incríveis recursos de conforto e segurança

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Alexandre Ciszewski
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Quais são as motos mais caras do país? O caro leitor aposta em uma superbike com motorização absurda, em uma esportiva-turismo cheia de recursos ou em uma touring mais confortável que o sofá de casa? Pois bem, acertou quem apostou nas duas últimas: apesar das superesportivas também terem preços superlativos no Brasil, as dez motos mais caras do país estão concentradas nas categorias esportiva-turismo, touring, big trail e superesportiva.

Essa lista contempla poucas marcas: BMW, Honda, Harley-Davidson, Husqvarna, KTM e Ducati. Alguns fatores em comum levam essas motos para o topo da lista, como o elevado nível de sofisticação, a profunda tecnologia embarcada, os motores enormes, e a variedade de recursos eletrônicos de ponta para conforto e assistência à pilotagem - o que botam esses modelos entre os mais seguros do mundo.

Confira a lista das 10 motos mais caras do Brasil:

Bmw K 1.60 Gtl
Discreta, elegante e com um fantástico motor de seis cilindros em linha. a BMW K 1.600 GTL é a moto mais cara à venda no Brasil
Crédito: Divulgação
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1. BMW K 1.600 GTL - R$ 309.500

A moto mais cara do Brasil é uma touring puro-sangue. Equipada com todo tipo de luxo que se pode imaginar (som, marcha a ré, farol de xênon, suspensões eletrônicas, baús com trava elétrica e muitos etc), ainda tem o grande barato de ser movida por um motor com nada menos que seis cilindros em linha e 1.649 cm³, que rende 160 cv de potência 7.750 rpm e 17,8 kgf.m de torque a 5.250 rpm. Se fosse um apartamento, seria uma cobertura duplex de frente para o mar.

Bmw K 1.600 Bagger 1
A K 1.600 "B" é uma versão "bagger" da GTL. Tem alguns recursos a menos, mas o motorzão é  mesmo
Crédito: Divulgação
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2. BMW K 1.600 Bagger -  R$ 306.500

A segunda moto mais cara de nossa lista é, não por acaso, uma versão da primeira. Em comparação com a GLT, a Bagger perde o tour pack (aquele baú traseiro para bagagens, por exemplo) e mais alguns equipamentos e dispositivos. E segue uma linha "bagger", com baús laterais e traseira baixa. O motor é o mesmo seis-em-linha da irmã mais elegante.

A japonesa Honda GL 1.800 Gold Wing Tour se junta às grandonas europeias e americanas na lista das motos mais caras e exclusivas
Crédito: Divulgação
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3. Honda GL 1.800 Gold Wing Tour - R$ 288.060

A terceira moto da nossa lista de mais caras é uma touring raiz. A Honda GL 1.800 Gold Wing Tour compete justamente com a BMW K 1.600 GTL e também com as Harley-Davidson CVO Road Glide Limited e Ultra Limited, que você também verá aqui nessa lista. Tem baús laterais e traseiro, muitos recursos eletrônicos de conforto e assistência à pilotagem e tamanho impressionante.

Seu grande diferencial é o motor boxer, enquanto o da alemã é em linha e o da americana, um V2 gigante. Aqui, são seis cilindros contrapostos, somando 1.833 cm³. A potência é de 126 cv a 5.500 rpm e o torque, de 17,3 kgf.m a 4.500 rpm. Quer mais? A transmissão é automatizada com dupla embreagem e sete marchas.

A Harley CVO Road Glide Limited tem pinturas e acabamentos feitos pela divisão de preparação da marca
Crédito: Divulgação
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4. Harley-Davidson CVO Road Glide Limited - R$ 246.700

Em quarto lugar na lista das motos mais caras do Brasil aparece a Harley-Davidson CVO Road Glide Limited, a moto topo de linha da marca norte-americana por aqui. Ela tem o maior motor feito pela Harley atualmente, o Milwaukee-Eight de 117 polegadas cúbicas - equivalente a 1.923 cm³ -, que rende 17,4 kgf.m de torque a 3.750rpm e potência estimada em 106 cv a 5.450 rpm.

A moto ostenta diversos luxos e comodidades, como manoplas aquecidas, farol dianteiro adaptativo e de LED, aprimoramentos de segurança otimizados para curvas, além do famoso sistema de som, que nesta moto apresenta alto-falantes Stage I do sistema de áudio Rockford Fosgate, para curtir uma boa música na estrada. Tudo com chancela da divisão de preparação da marca, a Custom Vehicle Operations (CVO).

Bmw R 1.250 Rt 1
Crédito: Divulgação
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5. BMW R 1.250 RT - R$ 203.900

Mais uma super-touring (e mais uma BMW) figurando na lista das motos mais caras do Brasil. Moto projetada para longas viagens, a BMW R 1.250 RT tem o já conhecido motor boxer de 1.250 cm³ e comando de válvulas variável, que rende 136 cv de potência a 7.750 rpm e 14,5 kgf.m de torque a 6.250 rpm. O câmbio tem seis marchas, com secundária por eixo cardã. Ela tem 2,20 m de comprimento e pesa 279 quilos a seco. A suspensão é do tipo Telelever na frente, enquanto a traseira é com balança monobraço apoiando um monochoque - as duas têm ajustes eletrônicos. As rodas têm aro 17", com pneu 120/50 e 180/55 atrás.

Além disso ela tem bancos e manoplas com aquecimento, sistema keyless (liga-se a moto por meio de um simples botão, sem necessidade de chave), preparação para GPS, som com Bluetooth, monitoramento de pressão dos pneus, farol dianteiro Pro e farol auxiliar em LED.

A Husqvarna Norden 901 é a primeira estradeira aventureira de alta cilindrada da marca sueca
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6. Husqvarna Norden 901 - R$ 165.000

A primeira big trail da lista das motos mais caras do Brasil nem é tão grande, mas marca presença. A Husqvarna Norden 901, moto aventureira baseada na KTM 890 Adventure, usa o mesmo motor bicilíndrico da KTM, que tem 889 cm³, 105 cv e 10,2 kgf.m de torque. O câmbio também é o mesmo, com seis marchas e embreagem assistida e antideslizante.

A Norden 901 tem ABS atuante em curvas e desligável, três modos de condução (rua, chuva e off-road) oficiais e um quarto configurável, além de possibilidade de trocas de marchas sem necessidade do uso da embreagem - o quickshifter é chamado pela empresa de "Easy Shift" -, monitoramento de pressão dos pneus, cruise control e distância livre do solo de ótimos 25,2 cm. Para completar, a Norden 901 tem um lindíssimo painel de instrumentos com tela de TFT, fácil de ler e de entender, e cujos setups são relativamente fáceis de fazer, além de iluminação full-LED.

Ktm 1.290 Super Adventure S (6)
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7. KTM 1.290 SuperADV S - R$ 164.900

Mais uma aventureira na lista das motos mais caras do Brasil, a KTM 1.290 SuperADV S é equipada com um motor V2 de 1.301 cm³, refrigerado a água e óleo - na linha 2022, com dois radiadores -, que rende 160 cv de potência máxima e 14 kgf.m de torque. O câmbio tem seis marchas e a secundária é por corrente, a habitual opção para este tipo de moto.

Na parte eletrônica, a moto tem um novo recurso instalado, uma espécie de "radar", que na verdade é um sistema de controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. Ela tem ainda controle de tração, ABS atuante em curvas e com função off-road e até regulagens da interferência do freio motor - mas este recurso é opcional. Para completar, as suspensões semi-ativas são fornecidas pela grife americana WP Apex - com 20 cm de curso na frente e atrás - e, opcionalmente, há pacotes Pro e Rally.

Ducati Panigale V4 S
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8. Ducati Panigale V4 S - R$ 162.990

A primeira superesportiva na lista das motos mais caras do Brasil é a Ducati Panigale V4 S. A motocicleta italiana é equipada com o motorzaço de quatro cilindros em V que rende 215,5 cv de potência e 13 kgf.m de torque. A Panigale V4 S apresenta um pacote eletrônico de última geração baseado em uma plataforma inercial de seis eixos que detecta instantaneamente os ângulos de rotação, guinada e inclinação da motocicleta.

O pacote eletrônico, com três modos de pilotagem (Corrida, Esportivo e Urbano), supervisiona todos os aspectos do percurso: alguns controles supervisionam o arranque, a aceleração e a frenagem, outros controlam a tração. São eles: ABS Cornering EVO, Ducati Traction Control (DTC) EVO 2, Ducati Slide Control (DSC), Ducati Wheelie Control (DWC) EVO, Ducati Power Launch (DPL), Ducati Quick Shift up/down (DQS) EVO 2, Engine Brake Control (EBC) EVO e Ducati Electronic Suspension (DES) EVO. É uma sopa de letrinhas a serviço do piloto!

A Honda CBR 1.000 RR-R Fireblade SP permite ao piloto ajustar vários parâmetros, sem modos pré-estabelecidos
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9. Honda CBR 1000 RR-R Fireblade SP - R$ 160.590

A Honda CBR 1000 RR-R Fireblade SP é a segunda motocicleta superesportiva na lista de motos mais caras do Brasil. A nova geração do foguete sobre duas rodas vem importada diretamente do Japão equipada com motor de 998 cm³ e quatro cilindros em linha, que entrega 216,2 cv de potência a 14.500 rpm e 11,5 kgf.m de torque a 12.500 rpm.

A moto foi desenvolvida sob o conceito de "controle total". Isso quer dizer que aceleração, curvas e frenagens agora têm muito mais ajuda de controles eletrônicos. Desta forma, os possíveis ajustes ficaram mais variados e minuciosos. Por exemplo, não há mais modos pré-selecionados, mas apenas três opções nas quais o piloto vai escolher os parâmetros para cada um dos dispositivos ajustáveis. Na Fireblade SP é possível ajustar entrega de potência e de torque, interferência do freio-motor, o controle anti-wheelie (antiempinamento), as suspensões, o amortecedor de direção, o quickshifter, o ABS e o controle de largada - e cada um em vários níveis.

A elegante Harley Davidson Ultra Limited é a mais clássica das touring
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10. Harley-Davidson Ultra Limited - R$ 158.200

Fechando a lista está a Harley-Davidson Ultra Limited. Como o caro leitor viu aqui, as touring estão com tudo nessa lista das motos mais caras do Brasil. A Ultra Limited é concorrente direta da BMW K 1.600 GTL que está no topo dessa parada. Na verdade é a versão mais sofisticada já feita da clássica Electra Glide, que há algum tempo mudou de nome.

Além dos dispositivos e recursos conhecidos (tela multimídia de TFT com GPS, som, iluminação full-LED Daymaker, baús laterais e traseiro), tem o segundo maior motor feito pela Harley atualmente, o Milwaukee-Eight de 114 polegadas cúbicas - equivalente a 1.868 cm³ -, que rende 16,7 kgf.m de torque e potência estimada em 88 cv a 5.020 rpm.

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