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Tecnologia para o fim dos acidentes

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Fernando Calmon
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- No século passado, escritores de ficção científica, criadores de histórias em quadrinhos com a sua imaginação fértil e até cientistas previam que no começo do Século XXI os carros poderiam voar. Ainda estamos muito distantes disso, mas a tecnologia não pára de surpreender, em especial quanto à segurança. O melhor exemplo vem do Salão do Automóvel de Frankfurt, encerrado no último domingo.

Modelos de topo, como o Mercedes Classe S, estréiam a segunda geração de radares de controle de distância contra colisões. Computadores calculam a pressão correta sobre o freio, mesmo que o motorista deixe de fazê-lo. O sistema opera entre zero e 200 km/h. Ele pode fazer o carro parar completamente e acelerar até à velocidade pré-estabelecida, mantendo sempre um intervalo seguro em relação ao veículo da frente. A precisão vai de 20 cm a 150 m. O Honda Accord 2006, bem mais barato, tem um sistema semelhante, menos sofisticado, e inova no gerenciamento de transposição das faixas de estrada. Uma câmara monitora se o motorista não sinalizou a manobra, por esquecimento ou sonolência, e é capaz de agir sobre a direção elétrica para corrigir a trajetória.

As grandes companhias de autopeças deram um show à parte no salão alemão. A Autoliv desenvolveu, no novo Jaguar XK, o primeiro dispositivo europeu de proteção ao pedestre, disponível em março de 2006. Sensores identificam que as pernas estão se chocando com o pára-choque e em 60 milisegundos o capô levanta em 10 cm para mitigar as conseqüências. O Volvo C 70 conversível recebeu um novo tipo de airbag lateral para impacto lateral oblíquo. A mesma empresa também lançou, no BMW Série 7, a visão noturna por sensor térmico com alcance recorde de 300 metros.

O programa eletrônico de estabilidade da Bosch chegou à terceira geração com funções extras: secagem dos discos e pré-aumento de pressão do circuito hidráulico dos freios se o motorista levanta, repentinamente, o pé do acelerador. A Delphi anunciou que dentro de quatro anos concluirá uma estrutura única para coluna de direção, pedaleira e suporte de airbag de proteção de joelhos. Todo o conjunto é colapsível, em caso de acidente, como proteção ao motorista. A empresa ainda disponibiliza monitoramento de proximidade alcance de 3 a 6 metros, em torno do veículo inteiro, por um sistema inédito de raios infravermelhos, a custo baixo, e capaz de acabar também com pontos cegos.

Coube à Valeo confirmar que os faróis com leds diodos emissores de luz vão mesmo tomar o lugar das caras lâmpadas de descarga de xênon, até agora o supra-sumo em iluminação. Os leds, no momento, se restringem às lanternas. Outra novidade vem da Siemens VDO. O radar de proximidade substituído pelo lidar que, por utilizar luz no lugar de onda de rádio, diminui bastante os custos dessa tecnologia de ponta. Além disso, o dispositivo é embutido no pára-brisa, onde fica protegido, ao contrário do radar exposto aos elementos da natureza.

Dos carros mais caros aos mais baratos, a segurança aumentará muito. Até a chegada do acidente zero - ou quase - nos automóveis, é só questão de tempo.

RODA VIVA

VOLKSWAGEN desistiu do estudo sobre o carro muito barato, capaz de fazer frente ao Dacia/Renault Logan. Tratava-se do projeto 3K 3.000 euros de custo para países de condições de uso difíceis China, Índia e outros, encomendado à subsidiária brasileira. Preço final, com impostos, chegaria a 5.000 euros cerca de R$ 15.000,00 naqueles países. Rentabilidade para o fabricante seria insuficiente.

INDÚSTRIA mundial procura, cada vez mais, modelos que deixem margens maiores. Golf GT Twincharger, que acaba de sair na Alemanha, possui motor de apenas 1.400 cm³ e potência de 170 cv. Primeiro automóvel de série que utiliza, simultaneamente, compressor e turbocompressor. Coisa de mercados que pararam de crescer e só atrai compradores à custa de novidades tecnológicas.

COMO a coluna antecipou, a GM guardou para o Corsa seu flex de 1.000 cm³ mais potente: 79 cv álcool e 77 cv gasolina. Nenhum motor dessa cilindrada é tão potente em nível mundial. Agilidade do carro realmente impressiona bem, mas a diferença entre os dois combustíveis é pouco percebida. Acelerador eletrônico e mudanças nas válvulas ajudam na economia de até 7% no consumo de combustível, segundo a fábrica.

MAIS fortes também ficaram Corsa e Meriva 2006 com motor de 1.800 cm³ que recebeu alterações no acionamento e peso das válvulas. Destaque na aceleração de 0 a 100 km/h em 10,1 s Meriva, 11,2 s, informa a empresa. Agora são 114 cv/112 cv, mesmos números anunciados pela Fiat no Idea, que utiliza motor igual, dos tempos do acordo de produção conjunta. Este propulsor chega em breve para a família Palio/Siena/Weekend.

PARECE inacreditável, mas 10% da malha rodoviária fcaptional simplesmente não dispõe de nenhuma placa de sinalização, aponta a X Pesquisa da Confcaptionação Nacional do Transporte. Em estado deficiente, ruim ou péssimo estão 45.000 quilômetros ou 55% do total.


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E-mail: fernandocalmon@usa.net

Fernando Calmon é jornalista especializado desde 1967, engenheiro e consultor técnico, de comunicação e de mercado. Sua coluna Alta Roda, na WebMotors e na Gazeta Mercantil, está também em uma rede nacional de 26 jornais e 6 revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site americano The Car Connection

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