Trânsito de SP: 30 bilhões de infrações por ano

Pesquisa revela quais são as mais comuns e quem mais desrespeita a lei
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Cesvi Brasil
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- A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego Abramet em parceria com a consultoria Hora H realizou uma pesquisa na cidade de São Paulo que revelou que os motoristas da cidade cometem 30 bilhões de infrações de trânsito durante todo o ano, no entanto apenas 0,1% desse total é autuado.

Segundo projeções da consultoria, o número foi estimado levando-se em consideração os 15 mil cruzamentos com semáforos da capital paulista, no período das 7 às 21 horas, em 250 dias úteis, 50 sábados e 65 domingos e feriados. Ao todo foram observados 41.340 veículos em três pontos fixos da cidade cruzamentos, em um período de 36 horas, quando foram identificadas 13.974 infrações.

De acordo com o especialista em Engenharia de Transporte e presidente da Hora H, Horácio Augusto Figueira, "São aproximadamente 5,8 milhões de infrações por hora, apenas em semáforos, com veículos estáticos. Se realizarmos uma pesquisa acompanhando veículos em um determinado trajeto, tenho certeza que esse número será bem mais elevado", declara.

Foram analisadas 11 tipos de infrações: não uso da seta ao realizar conversões 53,98% das infrações; não uso do cinto de segurança 30,40%; parar sobre a faixa de pedestre 5,95%; condutor com o braço para fora do veículo 3,41%; passar no sinal vermelho 2,5%; uso de celular 2,03% e crianças sem cinto 0,86%.

Entre os que mais cometeram algum tipo de infração, 79,35% dos veículos da Polícia Militar/Bombeiros - com a sirene desligada - desrespeitaram alguma lei de trânsito; 69,79% dos veículos de transporte escolar; 63,15% das motocicletas particulares e 61,94% dos ônibus.

Para o presidente da Abramet, Dr. Fábio Racy, os números revelam a necessidade de ser revista a metodologia de fiscalização e aumentar o número de ações preventivas e educativas, "Precisamos mudar a metodologia atual. A fiscalização está presente sempre nos mesmo pontos da cidade, facilitando a vida dos infratores. A fiscalização aleatória deve ser seriamente analisada. Além disso são necessárias ações educativas permanente nas ruas, com faixas e placas associativas às infrações mais comuns".

A pesquisa completa será apresentada durante o VI Congresso Brasileiro e IV Latino-Americano sobre Acidentes e Medicina de Tráfego, que acontecerá entre os dias 05 e 08 de outubro, em São Paulo. O tema será "Ciências em prol da vida", e reunirá especialistas nacionais e internacionais, que irão abordar temas relacionados à prevenção de acidentes envolvendo motociclistas, a segurança dos pedestres, a saúde dos motoristas, os cuidados com os idosos, crianças, gestantes e portadores de necessidades especiais, fiscalização e crimes no trânsito.

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