Ao longo da sua trajetória, o Civic sempre foi um dos sedãs médios preferidos do país. A boa dinâmica ao volante, a confiabilidade da mecânica e o bom acabamento interno são algumas das características que sempre fizeram o carro ser bem avaliado pelos fãs da marca.
O visual também entraria nessa lista, mas nem todas as gerações do três volumes japonês foram unanimidade nesse quesito. Uma delas, aliás, passou sem atrair muitos olhares.
Lançada em 2012 por aqui, a nona geração do sedã dividiu a opinião de muitos pelas linhas da dianteira e também pela traseira. Atrás, o modelo tinha as lanternas que traziam parte do arranjo das luzes em um segmento na tampa do porta-malas. No geral, o visual parecia mudar pouco para uma virada de geração.
Não durou
Apesar desse "problema", a nona geração teve uma vida longa por aqui: foram quatro anos. Mas o visual questionado mudou logo. Dois anos depois de chegar, em 2014, o sedã recebeu retoques no para-choque dianteiro, que ganhou um desenho mais ousado.Sob o capô
Além disso, o Civic também passou a ter equipamentos de segurança como airbags de cortina e controles eletrônicos de estabilidade e tração nas versões intermediárias. A mecânica evoluiu com a inclusão do tanquinho de partida a frio nos motores 1.8 e 2.0.Nos dois primeiros anos, a linha era vendida em três versões distintas - LXS e LXL, ambas com câmbio manual e automático, e a topo EXL, que era vendida apenas com a transmissão sem pedal de embreagem. Todas as configurações usavam o mesmo motor 1.8 aspirado de 140 cv. Na linha 2014, o modelo passou a ter apenas motor 2.0.
Falem mal, mas falem de mim
O design mal falado e as poucas inovações não interferiram nas vendas do sedã médio. Pelo contrário, foi nessa geração que o Civic conseguiu superar seu principal rival, o Toyota Corolla, nas vendas do segmento, em 2013. A marca foi importante, visto que o sedã da Honda amargava um jejum desde 2008.As vendas se refletiram nas ruas e na quantidade de unidades dessa geração que ainda são vistas rodando por aí. Faz sentido, visto que o sedã da Honda sempre teve predicados interessantes, como o espaço interno.
Alternativa ao zero
Quando comparado com os principais sedãs compactos disponíveis atualmente, o Civic ganha sempre na medida de entre-eixos. O Fiat Cronos, por exemplo, tem 2,52 m, enquanto o três volumes da Honda marca 2,66 m. O sedã médio só perde na capacidade do porta-malas.Outros fatores, como mecânica confiável e acabamento interno, contudo, dependem da condição de cada carro. Ainda assim, vemos a nona geração do Civic como uma boa oportunidade para quem quer um sedã médio, mas não quer investir os mais de R$ 100 mil cobrados nos modelos desse segmento atualmente.
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