Usados: cresce a fatia dos "velhinhos" em 2022

Veículos com mais de 13 anos de uso ganharam participação no mercado de veículos usados e seminovos, aponta a Fenauto

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Evandro Enoshita
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Um balanço divulgado pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) aponta que, em 2022, cresceu a participação dos usados "velhinhos" no mercado. Os veículos com mais de 13 anos de uso ficaram com uma fatia de 33,34% do mix de vendas.

Os "velhinhos" foram os que mais ganharam participação de mercado no ano passado. Em 2021, os veículos com quase uma década e meia de estrada registraram uma participação de 30,45% no total de unidades negociadas.

O mesmo movimento positivo foi notado nos seminovos (zero a três anos de uso), com participação que variou de 15,18%, em 2021, para 16,04%, em 2022.

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No sentido contrário, a participação dos "usados jovens" (de quatro a oito anos de uso) caiu de 29,88%, em 2021, para 26,46%, no ano passado. Assim como a dos "usados maduros" (nove a 12 anos de uso), que passou de 24,49% para 24,17%.

Em 2022, foram negociados no Brasil 13.297.958 de veículos seminovos e usados
Crédito: Divulgação
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Vendas de usados em 2022

Segundo a Fenauto, em 2022 foram negociados no Brasil 13.297.958 veículos seminovos e usados. Um volume 12% menor que o de 2021, quando o setor registrou a venda de 15.106.724 unidades.

Na divisão por segmento, o de carros de passeio registrou queda de 12,7% (8.322.174), enquanto o de comerciais leves teve retração de 13,5% (1.483.342) e o de pesados, 18% (330.660). Já a venda de motos usadas sofreu um impacto menor: redução de 9,4% nas unidades negociadas (2.949.934).

O resultado, porém, foi considerado positivo pela entidade. "Nossa previsão era a de que o ano terminasse com um total entre 13 e 13,5 milhões de unidades comercializadas, o que se confirmou. Apesar do total ser um pouco menor do que o de 2021, consideramos o resultado bom por conta das incertezas e instabilidades", destacou, em nota, Enilton Sales, presidente da Fenauto.

Sales explicou ainda que o aumento dos juros e uma maior restrição ao crédito estão entre os fatores que influenciaram negativamente no resultado em 2022. Mas que a expectativa é boa para 2023, com expectativa de melhora nos indicadores econômicos.

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