Vectra I – 1993-1996

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Alexandre Ramos
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- O Vectra começa sua viagem no Brasil em 1993, quando foi lançado – como modelo 1994 – em três versões: GLS, CD e GSi. Para que a GM do Brasil pudesse fabricá-lo aqui em curto espaço de tempo, apresentava alto índice de componentes importados 40% em valor, o que torna nos dias de hoje a manutenção dos modelos usados um tanto cara.

Era um carro para poucos. O “básico” custava cerca de US$ 28 mil, em valores da época, mas vinha completo: rodas de liga-leve, ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste da altura da coluna de direção, quatro encostos de cabeça vazados, banco traseiro rebatível para aumentar o espaço do porta-malas, vidros verdes, pára-brisa degradê, conjunto elétrico, vidros com sistema de acionamento um-toque de subida e descida e desembaçador traseiro estavam entre a longa lista de itens de série do GLS, que não terminava por aqui.

O motor era um quatro-cilindros de 2 litros e potência de 116 cv. Não havia opção de câmbio automático nessa versão de entrada. Mas em contrapartida o modelo tinha freios a disco nas quatro rodas, uma raridade na época.

Já o CD vinha com todos os itens encontrados no GLS e ainda interior bem mais aprimorado, contando até mesmo com apliques de madeira nas portas, forrações internas mais luxuosas, faróis de neblina, pára-choques pintados na cor da carroceria, rodas de liga-leve com outro desenho, ABS, volante forrado em couro e opção de câmbio automático de quatro marchas e teto solar com acionamento elétrico. Na traseira as lanternas apresentavam um complemento preto com área reflexiva, para diferenciá-lo do GLS. O preço era de US$ 30 mil para o CD sem opcionais, e US$ 34 mil quando completo.

Mas era a versão GSi que realmente deixou saudades, pois foi um dos últimos verdadeiros esportivos nacionais. E aqui estamos falando de esportivos mesmo, com mudanças mecânicas significativas, e não de veículos “fantasiados” que trazem a mesma motorização das demais versões.

O destaque estava no motor denominado C20XE, um 2-litros 16 válvulas de quatro cilindros, totalmente importado da Alemanha. Com pistões forjados e válvulas refrigeradas a sódio recurso que foi inaugurado no Brasil com os Alfa-Romeo 2000, de 1960, desenvolvia potência de 150 cv. Tinha, ainda, radiador de óleo, coletores de escape tipo 4X2 feitos de aço inoxidável, cárter de alumínio, duplo comando de válvulas com árvores ocas e dupla borboleta de admissão. O sistema de injeção era o então moderno Bosch Motronic M2.8.

Para acompanhar essa motorização mais "brava", a versão apresentava um discreto, mas eficiente conjunto aerodinâmico infelizmente muito difícil de ser encontrado para reposição nos dias de hoje. Além disso, as famosas rodas que equipavam o carro eram mais um diferencial. Com aro 15 e pneus de perfil baixo, até hoje são muito procuradas. Os pára-choques e espelhos eram pintados na cor do veículo e, na parte interna, apenas o GSi contava com volante de quatro raios forrado em couro.

Nos primeiros tempos o computador de bordo não era oferecido nem mesmo como opcional para o esportivo, mas o teto solar elétrico era de série. Com aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos e velocidade máxima acima dos 200 km/h, o GSi é um sério candidato a se tornar no futuro um clássico nacional.

O Vectra da primeira geração durou muito pouco e, por causa disso, não passou por grandes mudanças em sua curta existência. Vendido entre os anos de 1993 e 1996, passou apenas por uma mudança em 1995, quando as lentes dos indicadores de direção traseiros e respectivos apliques das versões CD e GSi passaram a ser “fumê”. No mais, permaneceram sem alterações.Na hora de adquirir um modelo desses usado, alguns cuidados são importantes não só devido a determinadas características do veículo, mas também pela idade dos exemplares à venda. O mais novo vai ter quase dez anos...

Dessa forma, a checagem vai além de uma observação cuidadosa da carroceria e parte inferior do chassi, à procura de sinais de acidentes e mau uso. Deve-se observar também a correia dentada e o respectivo tensionador, que em caso de quebra traz grandes prejuízos. Veja também como estão os coxins do motor e câmbio, que se estiverem desgastados ou com problemas podem causar uma movimentação excessiva do conjunto motriz ou problemas nos engates das marchas. Aliás, se o câmbio estiver com engates difíceis também pode ser indício de defeito no trambulador, uma ocorrência comum nesse modelo.

Ainda falando das particularidades do Vectra I, temos a suspensão dianteira, que merece uma boa examinada quanto ao estado das buchas e pivôs; a coluna de direção, que apresenta uma rótula que com o uso vai provocando uma sensação de falta de precisão e ruídos quando sobre pisos irregulares; o computador de bordo, se houver no carro, que apresenta problemas na tela de cristal líquido; e o check-control, que entra em pane por problemas nos vários sensores.

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