VW Gol Geração III

3º guia mostra os cuidados ao comprar um usado
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Alexandre Ramos
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- A chamada Geração III do Gol nasceu em 1999, como modelo 2000, com mudanças estéticas relativamente profundas, tanto na dianteira como na traseira. A VW mudou toda a parte dianteira pára-lamas, capô, grade, pára-choque, faróis, lanternas e painel dianteiro, além de realizar também mudanças na tampa do porta-malas do Gol, lanternas e pára-choque traseiro. Naturalmente rodas e calotas foram redesenhadas para essa nova "geração". Mas na verdade a estrutura básica do carro era a mesma do Gol Geração II. Ou seja, a carroceria era a mesma, como pode ser percebido pelos vidros, portas, teto e dimensões do carro.

Na parte interna talvez estivessem reservadas as maiores surpresas, com a adoção de um novo painel de instrumentos, mais moderno do que o anterior, além de novos bancos, forrações, console e acabamentos. Pena que a qualidade dos materiais empregados fosse ainda mais pobre que na Geração II.

Havia versões de duas e quatro portas, sendo que o Gol Geração II permaneceu em linha até este ano de 2005, sobrevivendo na versão Special. Não havia mais as versões tradicionais CL, GL, etc. Numa manobra ousada, a VW resolveu lançar "pacotes" de opcionais básico, Luxo, Conforto e Estilo que estavam disponíveis para qualquer motorização, o que gerou um verdadeiro inferno no mercado de carros usados. É que poderia haver um Gol 1.0 8V mais equipado – ou mais luxuoso – que um Gol 1.8. O que os diferenciava eram detalhes internos, forrações, faróis com refletores simples ou duplos, rodas de aro 15, entre outros equipamentos. Portanto na hora de comprar um usado, é necessário atentar para esse fato. O problema é que esse "pacote" não é identificado no documento...

Os motores eram o 1-litro com 8 válvulas e 16 válvulas, 1,6-litro a gasolina e um pouco depois do lançamento, a álcool, 1,8 e de 2,0 litros 8V e 16V. O ano de 2001 foi marcado pelo surgimento da versão 1,0 litro 16V Turbo. Este motor, embora com a mesma cilindrada de uma unidade já existente, era estruturalmente bem diferente, pois contava com reforços adicionais no bloco, jatos de óleo na parte inferior dos pistões e muito mais. Com isso chegou à fantástica marca dos 112 cv/litro!

O Gol Geração III foi produzido até recentemente, quando a VW lançou a chamada geração 4 para o ano de 2006. E novamente fez a mesma coisa: aproveitou o monobloco do antigo Geração II e redesenhou frente, traseira e interior. E assim o Gol vai seguindo como o carro mais vendido do Brasil desde 1987...
Devido à proximidade com o Gol Geração II em termos estruturais, o Gol Geração III tem as mesmas deficiências crônicas de projeto, talvez com exceção do mau alinhamento das peças de carroceria, pois este foi um defeito encontrado apenas nas versões fabricadas até 1995 devido aos problemas de produção com os robôs da linha de montagem.

Mas a necessidade de se verificar cuidadosamente a parte inferior, à procura de trincas na região da parte de baixo da parede de fogo, colunas das portas dianteiras e torres de suspensão dianteiras existe e deve ser levada a sério na hora de comprar um GIII usado.

A posição de dirigir, deslocada para a esquerda, fruto de uma característica ou falha? de projeto, persiste até mesmo na Geração 4, já avaliada pela equipe da WebMotors.

A qualidade dos plásticos empregados, que já não era boa nos Gol Geração II, no Geração III parece que ficou ainda pior. O problema de quebras e rachaduras dos apliques presentes sobre o painel é mais freqüente do que desejável, principalmente na região do botão de acendimento dos faróis e grades de ventilação. A tampa do porta-luvas é outra fonte de problemas. Mas os demais componentes também estão sujeitos ao desgaste acelerado, com a presença de ruídos e quebras nos componentes internos, caso de peças de painel, grades de ventilação, tampa do cinzeiro e componentes do console.

E, da mesma forma que os GII, até mesmo as maçanetas internas apresentam problemas de deformação e quebras. Outra herança do "Bolinha": os modelos equipados com vidros elétricos podem apresentar problemas de subida dos vidros, por causa de desgaste nas canaletas ou nas máquinas. Na hora de comprar seu Gol usado, verifique se os drenos de água localizados junto aos motores dos limpadores de pára-brisas não estão entupidos, pois são responsáveis pela entrada de água no interior do veículo.

Mecanicamente, câmbio com engates duros demais - sinais de problemas na embreagem ou no trambulador - também devem ser observados. A bomba de direção hidráulica pode apresentar vazamentos; cheque também se a bomba d`água não está com ruídos de funcionamento, o que indica a necessidade de troca do componente. Variações na marcha-lenta são de responsabilidade do motor de passo defeituoso, em virtude do óleo que vem do respiro localizado na tampa do cabeçote; motores fumaceando "fumando" podem estar com problemas nos anéis dos pistões ou vedadores de válvulas, ocorrência comum nos motores AP. E mesmo em motores novos é normal o AP consumir 1 litro de óleo a cada 1.000 km!

A partir do ano-modelo 2003 é possível encontrar os primeiros Total Flex, com seus motores de 1,6 litro flexíveis em combustível. Naquela época a VW produziu muitos desses Gol sem ar condicionado, mas com direção hidráulica, assim como fez com a versão 1,6 Power. Olho vivo na hora da compra, pois na hora da venda pode ser mais difícil se desfazer do carro. Boa sorte!!!

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