Willys: para enfiar na lama ou deixar na garagem

O velho jipe tem públicos bem distintos, dos colecionadores de raridades aos aventureiros que gostam de fazer trilhas e trafegar fora de estrada
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- Como todo carro antigo, o jipe Willys pode ser um item de coleção nas mãos de muitos apaixonados pelo carro. Porém, mais do que isso, ele pode também ser uma alternativa para quem tem espírito de aventura e quer andar pelas trilhas esburacadas e cheias de lama.

Essa característica do Willys faz com que haja uma divisão dentro dos próprios grupos de jipeiros. “Geralmente o colecionador considera louco alguém que coloca um carro desses no meio do mato”, afirma Fabio Dal Fabbro Filho, presidente do Clube do Jeep do Brasil. No entanto, a convivência entre os dois é pacífica. “Eles participam das mesmas tribos e estão sempre nas exposições. Apenas usam o carro de maneira diferente.”

Seja o típico aventureiro de sábado e domingo ou somente um admirador do jipão, quem pensa em comprá-lo precisa ter dinheiro sobrando. E não é nem por ele ser caro afinal, seu preço varia de cinco a 40 mil reais, mas pelo alto custo da manutenção, que deve ser feita constantemente. “É difícil ficar um mês sem fazer algum reparo”, conta Fabio. “Eu mesmo, que sou um apaixonado pelo carro, não tenho um Willys por falta de dinheiro.”

Outro tipo de público que gosta do velho jipe é o de pessoas que vão atrás dos chamados “monstrinhos” jipes totalmente modificados. Segundo o presidente do clube, eles não valem menos do que os originais, mas têm um público mais específico. “Tem gente que prefere ter um modelo reformado, com pneus maiores e outros detalhes”, explica. Ele conta também que dentro do próprio grupo algumas pessoas não gostam do jipe com sua verdadeira cara.

É difícil definir uma tabela de preços para o Willys. Aqueles que são itens de coleção têm como aliados a boa conservação. “O mais caro que eu já vi custava 37 mil reais, mas estava impecável”, conta Fabio.

Para colocar a placa preta no carro, que o identifica como antigo, o proprietário tem de levá-lo ao clube. Lá ele será analisado e, se estiver com 80% de originalidade, entrará para o hall dos colecionáveis.

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