WM1 Responde: 10 dúvidas sobre o Volkswagen Fusca

Quanto custa, o que é um Fusca Itamar, e mais: tudo o que você precisa saber sobre o modelo clássico da marca alemã

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Evandro Enoshita
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O Volkswagen Fusca é mais que um carro. Em 2026, o clássico da marca ainda é um dos antigos mais amados e negociados no Brasil, unindo desde os colecionadores capazes de pagar pequenas fortunas por exemplares raros até aqueles em busca do estilo das décadas passadas.

Aproveitando que o Dia Nacional do Fusca é comemorado todo dia 20 de janeiro, o WM1 responde às 10 dúvidas mais frequentes na internet envolvendo o besouro da Volkswagen.

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WM1 Responde: 10 dúvidas sobre o Volkswagen Fusca

1. Quanto custa um Fusca em 2026?

O céu é o limite. E eu não estou de brincadeira. Aqui na Webmotors, você acha bons exemplares do Fusca na faixa dos R$ 20 mil. Mas há algumas raridades - como exemplares importados do Fusca conversível ou da edição limitada Série Ouro - por valores acima de R$ 100 mil.

Você achou caro? Pois alguns Fuscas chegam a ultrapassar a barreira do milhão. Como os raríssimos exemplares do conversível Hebmüller, do final dos anos 1940. Esse modelo tem um exemplar exposto aqui no Brasil lá no museu CARDE, em Campos do Jordão (SP).

O Fusca Hebmuller é um exemplar do besouro avaliado na casa do milhão... de dólares
Crédito: Evandro Enoshita/WM1
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2. O Fusca é econômico? Qual o consumo real?

Para os padrões atuais, não. É claro que, por se tratar de um antigo, fatores como a regulagem do carburador e a manutenção geral do veículo fazem muita diferença no consumo de combustível.

Mas, em condições ideais, mesmo um Fusca 1996, das últimas levas e já equipado com catalisador, registrava médias de consumo de "apenas" 8,4 km/l (cidade) e 9,7 km/l (estrada).

3. Dá para usar Fusca no dia a dia em 2026?

Dá, mas exige desapego. Além da óbvia falta de itens de conforto dos automóveis atuais, como direção assistida e ar-condicionado, você está falando de um automóvel projetado originalmente nos anos 1930 e que não mudou - pelo menos aqui no Brasil - de maneira considerável até o fim da produção.

Ou seja: é um automóvel com posição de direção diferente dos veículos atuais, além de menos silencioso e menos confortável de guiar. Por outro lado, compensa tudo isso com muito estilo. E aí? Vale a pena a troca?

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    O Volkswagen Fusca 1993 "Itamar" tinha algumas diferenças estéticas e mecânicas para os exemplares mais antigos
    Crédito: Divulgação
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    4. O que é o "Fusca Itamar"?

    Descontando os exemplares importados desmontados, o Fusca foi montado no Brasil entre 1959 e 1986. Mas em 1993, o então presidente da República Itamar Franco pediu o retorno da fabricação do modelo e... foi atendido pela Volkswagen.

    O Fusca então foi relançado pela marca alemã e produzido até 1996 nessa nova leva, que acabou recebendo o apelido de Itamar. O "novo" besouro tinha algumas diferenças em relação ao carro que saiu de linha em 1986, como a ausência dos frisos laterais cromados, pneus radiais, para-choques na cor da carroceria, várias peças de Gol e o motor 1.6 de dupla carburação equipado com catalisador.

    5. Qual o melhor motor: 1300, 1500 ou 1600?

    O melhor motor vai depender do que você espera. Do ponto de vista apenas do desempenho, o 1.6 (também conhecido como 1600) é a opção mais adequada para acompanhar o trânsito atual.

    Mas se você quiser um modelo específico e 100% original, terá que se contentar com o motor disponível para aquele ano e versão. Por exemplo: o motor 1.3 de 46 cv de potência (também conhecido como 1300) era o único disponível para o Fusca entre os anos 1967 e 1969. Algo que mudou em 1970 com a chegada do propulsor 1500, que levou o Fusca a ganhar o apelido de Fuscão.

    6. A manutenção do Fusca é realmente barata?

    Depende. O Fusca já foi referência em manutenção muito barata e grande disponibilidade de peças. Mas hoje, a história é um pouco diferente.

    Agora um clássico, o besouro já não é tão barato de manter assim. Principalmente, se você precisar de peças de acabamento ou algo mais específico. Mas o problema maior é achar mão de obra qualificada: já que nem todos os mecânicos estão capacitados a lidar com carburadores e as particularidades desses motores refrigerados a ar.

    O Fusca já foi referência em manutenção barata. Hoje, nem tanto...
    Crédito: Divulgação
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    7. Quais são os defeitos crônicos que devo olhar antes de comprar?

    Fuja de ferrugem! Principalmente nos exemplares mais antigos, a corrosão é um problema comum. Não só na carroceria mas também em elementos estruturais, com o cabeçote do chassi (o popular "chapéu de Napoleão").

    Um outro problema que pode ser uma luz vermelha para a sua compra é a folga do virabrequim (se puxar a polia e ela for para frente e para trás, o motor pode precisar de retífica).

    8. O que é a "folga axial" do motor?

    É o pesadelo dos fusqueiros. É quando o virabrequim ganha folga dentro do bloco. Esse problema até pode ser compensado com o uso de calços.

    Mas se a folga por grande demais - como os casos em que se ouve um - "tec-tec" ao mover a polia inferior para frente ou para trás -, provavelmente será necessário fazer uma retífica do motor.

    Apesar do nome, o Fusca TSI só tem visual semelhante ao do modelo clássico
    Crédito: Divulgação
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    9. O Fusca tem seguro?

    Seguradoras tradicionais dificilmente aceitam carros com mais de 20 anos para cobertura completa. Uma saída em 2026 são os seguros específicos para carros de coleção, que além da assistência 24h protegem o patrimônio, por exemplo, contra roubo e furto.

    10. Qual a diferença entre o Fusca TSI e o clássico?

    A única coisa em comum é o nome. O Fusca TSI foi vendido no Brasil entre 2012 e 2017 e combinava plataforma de Golf com o motor 2.0 turbo de 200 cv e o câmbio automatizado DSG. Ambos também eram usados no Jetta. Já o clássico é aquele besouro raiz.

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