Veja 10 mitos e verdades sobre carros elétricos

Com crescimento de vendas de automóveis eletrificados, aproveitamos para esclarecer algumas dúvidas sobre esses veículos

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André Deliberato
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Embora a crise pandêmica do coronavírus deixe o mercado incerto, é fato que o número de licenciamentos de carros eletrificados (elétricos e híbridos) já cresce exponencialmente este ano. Só a versão híbrida do novo Corolla, conforme noticiamos nesta semana, puxou o segmento no primeiro trimestre, que mais que quadruplicou.

Mas os carros, especialmente os elétricos, ainda são cercados de muitos mitos. Resolvemos tirar algumas dúvidas a respeito desse tipo de veículo. Você já viu no WM1, por exemplo, que carro elétrico não dá choque em alagamento.

Smart Elétrico
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Legenda: Próxima geração dos carros da smart promete ser premium, elétrica e conectada
Crédito: Reprodução/Autologia

Agora, vamos esclarecer outras questões, algumas respondidas com ajuda de fontes ligadas ao setor de fornecedores. Veja 10 mitos e verdades sobre carros elétricos:

1 - É possível levar choque?

Mito. Os carros são preparados para receber esse formato de bateria e projetados para que isso não ocorra, assim como as próprias baterias, que têm uma selagem especial para evitar desastres. Além disso, a corrente é completamente cortada em caso de acidentes ou se o veículo identificar problemas como, por exemplo, entrada de água.

2 - Posso lavar meu elétrico/híbrido em lava-jato?

A pergunta é comum e a resposta é praticamente a mesma que a de carros elétricos na enchente: é completamente seguro, graças justamente ao "teste de encharcamento" que os fabricantes fazem com todo tipo de carro.

Nesse teste, na prática, as marcas aplicam condições de chuva pesada e alagamento no veículo para garantir que ele está totalmente vedado. Portanto, você pode lavar um carro elétrico ou híbrido em qualquer um dos métodos usados por lava-jatos.

3 - Carro elétrico ou híbrido é sem graça?

Outro mito. A gente poderia responder essa pergunta apenas citando o nome de alguns modelos, como Porsche Taycan, Jaguar I-Pace, BMW i8, Volkswagen Golf GTE e Tesla Model S. Mas vamos aos argumentos: carros elétricos ou eletrificados podem ser surpreendentes e extremamente divertidos.

Primeiro porque no caso dos elétricos a resposta do torque é instantânea, já que não há rotação do motor. O que faz com que uma arrancada, por exemplo, cole a nuca do motorista no banco.

 Porsche Taycan: 100% elétrico e 100% divertido
Legenda: Porsche Taycan: 100% elétrico e 100% divertido
Crédito: Divulgação

Já nos caso de híbridos, como Ferrari LaFerrari e McLaren P1, por exemplo, o carro se torna um esportivo fascinante. Afinal, oferece um baita desempenho aliado a consumo de combustível de carro popular.

4 - A bateria vicia? Pode ser reaproveitada?

Mentira. Segundo os fabricantes que já vendem carros elétricos e híbridos no Brasil (Renault, Nissan, Volvo, Jaguar, Chevrolet, Volkswagen, Ford e Toyota, entre outros) a bateria de um veículo eletrificado tem tanta tecnologia que esse tipo de problema - comum em celulares - não acontece.

Ainda não há capacidade, no entanto, de reaproveitamento. Mas sua vida útil tem durabilidade de 10 anos.

5 - A manutenção é mais barata?

De certo modo, verdade. Embora pague-se muito mais caro em um carro elétrico pelo fato de a bateria ser muito cara - um JAC iEV20, elétrico do J2, por exemplo, custa R$ 120 mil, sendo que o J2 beirava os R$ 30 mil quando era vendido no Brasil.

O carro elétrico deixa de ter uma série de componentes de um veículo com motor a combustão, como fluidos, bomba de combustível, radiador e outros itens.

Além disso, os freios podem ser poupados pelo modo de uso mais econômico e também precisam de menos manutenção que os de um carro comum. Já o carro híbrido é mais próximo de um carro com motor a combustão e, por isso, não tem manutenção mais barata.

6 - Dá para recarregar em tomada comum?

Verdade. Muitos carros elétricos ou híbridos plug-in são vendidos com carregadores especiais que podem ser instalados em casa, chamados normalmente de "Wallbox" - que são os mesmos encontrados em vagas para carros elétricos de shoppings e supermercados.

JAC iEV20 dendo recarregado
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Legenda: JAC iEV20 dendo recarregado em tomada 220V convencional
Crédito: André Deliberato/WM1

No entanto, a recarga de um eletrificado pode ser feita pela tomada convencional de 220V. O único ponto é que, dessa maneira, a recarga leva mais tempo para ser completa, podendo ser de 8 a 10 horas. Além disso, a tomada precisa ser aterrada.

7 - Recarregar em casa consome muita energia?

Verdade. O gasto de energia é considerável e a conta de luz certamente virá mais cara, mas ainda assim compensa, já que recargas diárias em tomadas de 220V custam, em média, o equivalente a 1/3 de um tanque cheio de gasolina por semana.

Dessa forma, o dinheiro gasto para reabastecer o carro de combustível pode ir para a conta de luz mais cara... E ainda vai sobrar.

8 - É difícil achar pontos de recarga fora de casa?

Verdade. Infelizmente a estrutura para carros elétricos ainda está limitada às metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Há muitas opções de recarregamento nestas cidades, em shoppings, supermercados e concessionárias, e gratuitamente.

Mas para quem não mora nas grandes capitais, a busca por um ponto de recarregamento se torna uma tarefa árdua.

 

Plugue de carregamento de um Nissan Leaf
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Legenda: Plug de carregamento rápido do Nissan Leaf. Modelo é uma das opções de elétricos à venda
Crédito: Divulgação

9 - Mais peso no carro consome mais energia?

Verdade. Essa resposta parte de um princípio básico da física: quanto mais pesado o carro, mais força e potência ele precisa para ser movimentado.

Desta forma, se um carro elétrico estiver cheio de passageiros, ele vai precisar gastar mais energia. E, consequentemente, demandar mais carga da bateria, que vai gastar mais energia para movimentar o automóvel.

10 - Carro elétrico é muito mais pesado?

Em parte. É verdade que um carro elétrico tende a ser mais pesado que carros convencionais justamente pelo peso da bateria. Em compensação, outros componentes podem ser mais leves, equilibrando a comparação.

Um exemplo: um motor a combustão de um carro convencional pode pesar entre 160 kg e 200 kg. Já um carro elétrico, de bateria pesada, tem motor que pesa entre 40 kg e 50 kg. No caso dos híbridos, normalmente, a tendência é de que a versão eletrificada seja mais pesada que a configuração com motor a combustão.

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