Equipamentos semi-autônomos têm manutenção?

É preciso fazer reparos e calibragens em caso de peças quebradas que possam afetar sensores, radares e câmeras

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Fernando Miragaya
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Os itens de assistência ao motorista começam a ficar comuns e a aparecer até mesmo no segmento de compactos. Mas se você bater mais forte com o carro, será que o acidente pode afetar o funcionamento dos dispositivos semi-autônomos?

A resposta é sim, porém conforme a intensidade e o local da batida. Isso porque radares, sensores e câmeras que monitoram e operam os equipamentos semi-autônomos geralmente têm lugares "padrões" de instalação - e que recebem tratamento especial para serem resistentes a pequenas colisões e aos efeitos do clima externo.

Veja onde ficam e quando é necessário fazer o conserto desses itens. E, apenas uma regra: os serviços devem ser executados sempre na concessionária com peças originais e mão de obra especializada na marca e na tecnologia.

Frenagem autônoma e ACC

O controle de cruzeiro adaptativo (o ACC) e a frenagem automática de emergência funcionam por meio de radares e câmeras que monitoram o veículo que está à frente. Com base nessas informações, eles efetuam a aceleração e desaceleração - ou parada total.

Para-brisa trincado
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Legenda: Para-brisa trincado pode afetar o funcionamento e precisão das câmeras
Crédito: iStock

Neste caso, batidas frontais fortes podem afetar o dispositivo. Isso porque o radar principal do sistema pode estar na grade dianteira ou na barra de impacto atrás do para-choque. Ou seja, se uma colisão afetar a frente ao ponto de exigir serviço de funilaria, é necessário fazer o alinhamento desse radar na concessionária.

Olho vivo

No caso de radares posicionados na logomarca do fabricante - como no Mitsubishi Pajero Sport - é preciso ficar atento ao estado da peça. Se for necessário trocá-la, caso esteja ressecada ou rachada, é preciso substituí-la por componente original e instalado na concessionária.

Câmeras

As câmeras de vídeo que fazem parte do ACC ou de outros dispositivos semi-autônomos - como o estacionamento automático - normalmente ficam posicionadas no para-brisa, próxima ao retrovisor interno. Aí, é preciso observar o estado do vidro.

Mesmo trincas ou fissuras que pareçam inocentes podem mudar a geometria da superfície e alterar os parâmetros dos equipamentos de monitoramento. Além disso, se for necessário trocar o para-brisa é importante fazer a calibragem original da câmera após a instalação do vidro novo.

Monitoramento de faixa

Alguns carros trazem as câmeras de monitoramento de faixa na estrutura dos espelhos externos, onde também, geralmente, fica o alerta de ponto cego. Quebrou ou bateu o retrovisor? Vá na revenda, compre um espelho original novo e contrate a instalação com mão de obra especializada da marca.

Sensores de obstáculos

toyota corolla 2018 acessorios sensor estacionamento frente
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Legenda: Sensores de estacionamento geralmente ficam na estrutura dos para-choques ou das saias
Crédito: divulgação

Os carros que tem só o “pi-pi-pi” dos sensores de estacionamento também merecem atenção. Geralmente os detectores estão instalados nos para-choques ou saias inferiores. Se essas peças estiverem soltas, quebradas ou rachadas, o aparelho não vai funcionar com a mesma precisão.

Autodiagnose

Em geral, esses equipamentos de assistência ao motorista têm sistema de autodiagnose, ou seja: detectam algum problema ou mau funcionamento e desabilitam a função com um alerta no quadro de instrumentos ou na central multimídia do carro.

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