Especial: Câmbio Automático

Conheça os tipos, vantagens e cuidados que um câmbio automático exige

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Redação WM1
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Já não aguenta mais o pedal da embreagem durante os congestionamentos? Quer um pouco mais de conforto na hora de ir de casa para o trabalho? Então vale a pena você conhecer um pouco mais sobre os tipos, as vantagens e os cuidados que um câmbio automático exige na hora da manutenção. Esse tipo de transmissão está sendo cada vez mais procurada no Brasil e, se antes era coisa de carro de luxo, hoje muitos compactos já oferecem esse tipo de câmbio como opcional. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?

Um pouquinho de história 

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Legenda: Especial Câmbio Automático
Crédito: Especial Câmbio Automático

Basicamente o câmbio funciona como uma ponte entre a força (torque) produzida pelo motor até as rodas motrizes. O que poucos sabem é que o brasileiro José Braz Araripe, tio do famoso escritor Paulo Coelho, teve uma participação fundamental no aprimoramento desse tipo de transmissão, inventada em 1921 por Alfred Horner Munro utilizando um sistema a vapor. Foi Araripe quem criou o câmbio automático de acionamento hidráulico, sistema que é a base dos câmbios automáticos atuais. Segundo relato de Paulo Coelho, Araripe resolveu ir até os EUA e mostrou a ideia que havia desenvolvido para a GM. Interessada no mecanismo, a fabricante ofereceu ao brasileiro a quantia de US$ 10.000 ou US$ 1 a cada carro equipado com a inovadora transmissão. Araripe escolheu a primeira opção e, com certeza, deve ter se arrependido muito alguns anos depois...

É muito caro?

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Houve um tempo em que as transmissões automáticas além de arcaicas eram caras e destinadas somente a modelos mais caros. Hoje a realidade é bem diferente. Uma caixa automática convencional, com conversor de torque, costuma encarecer o carro em torno de R$ 5.000. Porém, uma alternativa mais em conta vai para as transmissões automatizadas, que somam em média R$ 2.500 no valor do automóvel quando usamos como base uma versão manual. As diferenças entre uma caixa automática e uma robotizada nós vamos mostrar a seguir.

Como o câmbio automático funciona

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Resumindo de uma forma bem simples, enquanto em um câmbio manual a gente encontra uma série de engrenagens fixas, em uma transmissão automática são utilizados conjuntos de engrenagens planetárias. E é justamente de acordo com o modo como essas engrenagens giram ou permanecem fixas é que são criadas as relações de marchas (1ª, 2ª, 3ª e por aí vai...) como você está acostumado (a) em um carro manual. Fazendo o trabalho entre o motor e a caixa de câmbio automática, existe um elemento fundamental chamado conversor de torque. Por meio de um acoplamento viscoso, é graças a ele que a força do motor chega até as rodas e o carro consegue se mover.

Nem tudo é automático

 Especial Câmbio Automático
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Crédito: Especial Câmbio Automático

Não é só porque o carro não tem o pedal da embreagem que ele é um automático, uma ideia que algumas montadoras querem passar... Atualmente é comum encontrar em modelos mais acessíveis a transmissão automatizada, que nada mais é do que um câmbio manual, porém com uma boa parafernalha de atuadores hidráulicos comandados eletronicamente que têm a função de acionar a embreagem e realizar as trocas de marchas. Também existem as transmissões automáticas de relações continuamente variáveis, conhecidas pela sigla CVT, e as automatizadas de dupla embreagem, famosa pela agilidade nas trocas já que a marcha seguinte à selecionada já fica pré-engatada no conjunto, ocorrendo, com isso, menos perdas por atrito como em um câmbio com conversor de torque.

Um tipo de câmbio automático pode ser melhor que outro?

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Dentro do universo das transmissões automáticas o que existem são diferentes propostas mais adequadas ao perfil do veículo no qual ela vai figurar. As caixas de dupla embreagem, por exemplo, geralmente estão presentes nos esportivos pela rapidez nas mudanças de marcha. Já as transmissões CVT valorizam a economia de combustível, por isso você as encontra com frequência em híbridos como o Toyota Prius. Se a ideia é entregar mais robustez ou quando é necessário trabalhar em conjunto com sistemas de tração 4x4, geralmente os escolhidos são câmbios automáticos convencionais. A ressalva vai para os automatizados, que não oferecem o mesmo nível de conforto dos outros tipos de câmbio citados aqui em especial devido aos “soluços” a cada troca de marcha. Logo, é bom você sempre fazer um test-drive e verificar qual é aquele que melhor lhe agrada.  

Sopa de letrinhas

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Você já deve ter reparado que, ao contrário de um câmbio manual, em um automático você vai encontrar uma série de letras ao lado da alavanca, certo? O significado de cada uma delas é muito simples. A letra P, do inglês Park, é onde a alavanca deve ficar posicionada logo depois que você estaciona um carro automático. A função “trava” o câmbio e ajuda a manter o veículo imóvel. Alguns modelos, por questões de segurança, não deixam sequer você tirar a chave do contato se a alavanca não estiver em P.

Nesse “alfabeto cambial”, logo abaixo do P você encontrará a letra R (Reverse) utilizada para acionar a marcha à ré e, continuando de cima para baixo, a posição N (Neutral) é o nosso famoso ponto morto. A ordem segue uma convenção global adotada pelas fabricantes. Por fim, se você notar que o seu câmbio traz algumas indicações de marchas (3-2-1, por exemplo), isso significa que se você posicionar a alavanca em 2, o câmbio só fará as trocas até a segunda marcha e por aí vai.

Dirigindo um automático 

Dirigir um carro automático é algo extremamente simples e não tem mistério. Alguns modelos oferecem a opção de trocas sequenciais ou por meio da alavanca ou nas famosas borboletas posicionadas atrás do volante. Lembre-se: não é preciso tirar o pé do acelerador ou do freio para realizar as trocas, já que o sistema faz tudo sozinho. Alguns câmbios mais avançados simulam até mesmo o famoso punta-tacco nas reduções, lhe conferindo ares de piloto... Mas fique atento (a)! Para preservar o motor e outros componentes, alguns câmbios automáticos, mesmo no modo sequencial, só realizam as trocas se o regime de rotações do motor for condizente com a marcha que você deseja selecionar.  

Alguns cuidados importantes

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Os câmbios automáticos contam com mecanismos de defesa para evitar a quebra, mas é interessante você tomar alguns cuidados que vão ajudar na conservação do conjunto. Uma delas é sempre aguardar a parada completa do carro para alternar entre as posições D (para frente) e R (para trás), em especial durante as manobras. Além disso, é interessante você acionar o freio de estacionamento do carro com o câmbio ainda na posição N e só então correr a alavanca até P. Dessa forma você não sobrecarrega o sistema de transmissão para manter o carro parado.

Câmbio automático dá manutenção?

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Por se tratar de um sistema fechado e com pouca interferência humana na operação, ao contrário de um carro manual onde o motorista precisa lidar com o pedal de embreagem, a caixa automática tende a apresentar uma durabilidade elevada. Em termos de manutenção, o que você precisa ficar mais atento (a) é com a lubrificação do câmbio. Cada fabricante trabalha com períodos específicos para a troca do óleo da transmissão, que podem ser consultados no manual do proprietário.  

Alavanca em Drive e seja feliz!

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Crédito: Especial Câmbio Automático

Como você conferiu, o câmbio automático não é nenhum bicho de sete cabeças. Se você ainda roda muito na cidade e encara alguns congestionamentos com frequência, vale a pena dar uma chance para esse tipo de transmissão. Você verá como seus deslocamentos se tornarão mais tranquilos e menos estressantes. Uma vez em um automático, dificilmente você vai querer voltar para um carro manual.

Para te dar uma mãozinha na escolha, testamos o automático mais barato do Brasil. Assista:

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