Monitor de pressão dos pneus é item de segurança

Alerta para pneu baixo é obrigatório na Europa e EUA, e começa ser oferecido em cada vez mais veículos no Brasil

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Redação WM1
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Item de segurança obrigatório nos países da União Europeia e nos Estados Unidos, o monitoramento da pressão dos pneus, também conhecido pela sigla TPMS, começa a ser oferecido em um volume maior de automóveis no Brasil, onde ainda não há essa obrigatoriedade. O equipamento já está presente em modelos considerados de entrada, como Chevrolet Onix e Fiat Uno, e também está disponível em lançamentos recentes em faixa de preço intermediária, como Fiat Argo e Volkswagen Polo - este último a chegar em novembro.

Em carros mais caros, o TPMS já é bem mais fácil de ser encontrado, como no Golf e no Jetta, da Volkswagen, no Focus e no Fusion, da Ford, e no Renegade e no Compass, da Jeep, para citar apenas alguns exemplos.

Na maioria dos casos, o sistema consiste em uma luz de alerta no painel de instrumentos, na cor amarela e com o sinal de um pneu murcho, que permanece acesa após a ignição do motor, apontando que um ou mais pneus estão com a calibragem mais baixa que a especificada em pelo menos quatro libras, em geral. É assim no Onix e no Uno. Alguns modelos, em geral mais sofisticados, são capazes de informar a pressão individual de cada pneu, como acontece na Fiat Toro e nos dois modelos citados da Jeep, que compartilham plataforma e vários componentes com a picape da Fiat.

De acordo com Leandro Vanni, engenheiro do CTTI (Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal), o monitoramento da pressão dos pneus não é apenas um recurso tecnológico a mais, e sim um item importante para manter a segurança a bordo e evitar gastos desnecessários com manutenção e combustível.

"Não é só um adereço. Pneu com baixa pressão expõe os ocupantes do veículo a riscos, pois compromente a estabilidade, aumentando a distância de frenagem, especialmente em piso molhado, e elevando o risco de aquaplanagem com chuva", alerta o especialista, destacando que pneu murcho aumenta a superfície de contato com o solo, elevando o atrito e o consumo de combustível. Além disso, a calibragem baixa reduz a vida útil dos pneus, que sofrem desgaste prematuro e são mais sujeitos a danos e rasgões, sobretudo nas laterais e nos chamados "ombros" (as extremidades da banda de rodagem).

A opinião é compartilhada com Antonio Fiola, presidente do Sindirepa, que representa a indústria de reparação do estado de São Paulo. "Monitor de pressão do pneu hoje é algo muito mais útil e importante que o marcador de temperatura do motor no painel, que está caindo em desuso. A pressão dos pneus afeta muito mais coisas que você imagina, envolve toda a área de contato do veículo com o solo", destaca.

Segundo a própria DPaschoal, pneu com calibragem correta pode ter a durabilidade ampliada em 25% e um estudo da Continental aponta que, a cada 3 psi abaixo da especificação, o gasto de combustível sobe 2%. A fabricante complementa, afirmando que, a cada 30.000 km rodados com pressão baixa, você desperdiça aproximadamente 55 litros de combustível - um tanque, praticamente.

Vale destacar que pneu com pressão muito alta também não é indicado, pois concentra o desgaste na parte central da banda de rodagem e ainda por cima sobrecarrega a suspensão.

Por outro lado, o tipo de tecnologia usada no TPMS também vai determinar a forma como é utilizado e também sua manutenção. Veículos da Volkswagen como o novo Polo, o Jetta e o Golf trazem sistema do tipo indireto, que usa os sensores de rotação de cada roda presentes no ABS para identificar se um ou mais pneus estão com a calibragem baixa - quando mais vazio o pneu, menor o seu diâmetro e mais rapidamente ele vai rodar. Os sensores conseguem a diferença de velocidade entre as rodas de cada deixo e, assim, "percebem" o problema.

A vantagem do TPMS indireto é que ele não precisa praticamente de manutenção. A desvantagem é que, a cada calibragem, o sistema requer ser reiniciado, geralmente apertando um botão com a inscrição "Set" junto ao painel ou no console central - o procedimento também é necessário ao trocar um pneu ou mudar suas posições, no caso do rodízio.

O outro tipo de monitoramento da pressão é o direto, utilizado no Onix, por exemplo. Nessa modalidade, a válvula de pressão de cada pneu, popularmente conhecida como ventil, tem embutido um sensor com bateria, responsável por aferir a pressão. Esse sensor é capaz de enviar por rádio os dados para a central eletrônica do veículo, que emite o alerta luminoso no painel em caso de calibragem baixa.

Na teoria, a vantagem do monitoramento direto é a maior precisão, por medir a pressão real e de forma individual, mas isso varia de modelo a modelo de veículo. No entanto, alguns inconvenientes são certos: para começar, é preciso ter mais cuidado na hora da desmontagem de pneus para não danificar a válvula e/ou o sensor - é possível trocar somente a parte externa da válvula, porém, se por necessário substituir o conjunto, não espere gastar menos de R$ 120 por roda. Quando acaba a bateria, o sensor também deve ser trocado e sua vida útil em média é de dois anos, segundo Leandro Vanni.

Ele alerta que, no TPMS direto, ao trocar o conjunto de válvula e sensor, é necessário fazer uma reprogramação da peça nova, com o uso de um equipamento específico de calibragem, que pode ser encontrado em oficinas especializadas ou concessionárias. A reprogramação também é exigida, por exemplo, ao realizar o rodízio de pneus, uma vez que a posição dos sensores é alterada.

O monitoramento de pressão dos pneus também pode ser instalado em veículos que não saem de fábrica com o equipamento. Há kits no mercado paralelo (foto acima), compostos pelos sensores e respectivas válvulas e uma central de controle com tela, exibindo a pressão individual, por cerca de R$ 500.

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