Muita atenção ao marcador de temperatura do motor

Muitos carros já dispensam o item no painel. Saiba se isso é um problema e aprenda a cuidar do sistema de arrefecimento

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Redação WM1
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Boa parte dos carros novos, principalmente modelos considerados de entrada, como Chevrolet Onix, Ford Ka Renault Sandero, para citar alguns exemplos, já não trazem mais o marcador de temperatura do motor no painel de instrumentos - apenas a luz de advertência, aquela vermelha com o desenho de um termômetro, que acende quando a temperatura está elevada, indicando que é hora de encostar o veículo no primeiro local seguro, desligá-lo e chamar ajuda.

Essa tendência é observada inclusive em automóveis mais caros, como Honda Fit e City, que também dispensam o marcador e, além da luz vermelha, também contam com uma luz de alerta azul, igualmente ilustrada com a figura de um termômetro, que liga ao virar a chave de ignição e permecece acesa até o propulsor antigir a temperatura ideal de funcionamento.

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Alguns modelos acessíveis como o Gol, por exemplo, só trazem o marcador nas versões mais equipadas e remove o equipamento das mais básicas. Esse corte pode fazer muitos clientes pensarem: isso significa algum risco ou prejuízo durante o dia a dia com o carro? O WM1 consultou especialistas e ouviu deles que a resposta é... não.

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Crédito: ford_ka_br-spec_15.jpeg

"Quando a luz de alerta acende, o motorista deve parar o carro imediatamente, assim que encontrar um lugar seguro para estacionar e desligar o motor. Se ele fizer isso, não haverá nenhum preduízo aos componentes do propulsor por conta da temperatura. Então é preciso chamar socorro mecânico para verificar a causa do problema, que pode estar relacionada a algum vazamento do líquido de arrefecimento", explica Celso Samea, engenheiro membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE Brasil.

De acordo com o especialista, a retirada de itens do veículo, como o marcador de temperatura, seja com ponteiro ou com escala em tela digital, é uma medida para cortar custos e ganhar competitividade, sobretudo no segmento de veículos de entrada, determinada pela opinião de clientes. "A cada lançamento de automóvel, as montadoras realizam clínicas nas quais exibem um carro que irá para o mercado para saber quais itens os clientes estão dispostos a pagar. O marcador de temperatura não é um deles. Muita gente ignora, não sabe como usar ou não faz ideia o que significa aquele medidor. Daí, a decisão de removê-lo", avalia Samea.

"Hoje, não é um item considerado essencial, como o medidor do nível de combustível, e sua instalação exige, além do marcador, sensor e outros componentes que acabam encarecendo o preço final", opina Antonio Fiola, presidente do Sindirepa (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo).

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Com ou sem medidor de temperatura, a dica dos especialistas é conhecer minimamente o próprio veículo lendo o manual do proprietário, que explica o funcionamento da luz de alerta referente ao arrefecimento insuficiente do motor. "A luz acende ao girar a chave e deve apagar em seguida. Se ele acender com o carro em funcionamento, não insista e pare o quanto antes. Assim, você não vai correr o risco de danos ao cabeçote ou à junta do cabeçote, os primeiros componentes a apresentar problema se expostos de forma prolongada ao calor excessivo, ou até prejuízos mais graves, como cabeça de pistão fundida", alerta Celso Samea.

Tanto ele quanto Fiola destacam que o usuário não precisa de preocupar com a situação oposta: motor frio. Ambos dizem que não há prejuízo em ligar o carro e já sair rodando, mesmo com a luz azul ainda acesa, no caso dos citados modelos da Honda. Até porque a maioria dos carros sem marcador de temperatura também dispensam a luz relativa à baixa temperatura do propulsor "Basta dosar o pé no acelerador, sem muita carga, até que o motor esquente e atinja a temperatura ideal", recomenda Samea. "Carro antigo, de fato, precisa funcionar com o motor quente, senão engasga, mas modelos atuais não exigem isso, embora esperar esquentar antes não traz prejuízo e até ajuda a reduzir o consumo de combustível, diz Fiola.

Para evitar prejuízo ou o susto de ver a tal luz vermelha acender, o importante é monitorar regularmente as condições do sistema de arrefecimento. Confira algumas dicas dos especialistas.

MANTENHA O CARRO NA TEMPERATURA IDEAL

De olho no nível: Os carros modernos em geral não exigem manutenção do sistema de arrefecimento, como troca da água e do fluido do radiador, pois a vedação das tubulações do líquido responsável por refrigerar o bloco do motor evita evaporação. No entanto, algum vazamento pode reduzir o nível. Verifique uma vez por semana esse nível, que deve estar entre a marcação mínima e a máxima no vaso de expansão, o reservatório onde o líquido é colocado.

Cuidado na reposição: Se for preciso completar o nível, nunca ponha apenas água. Siga a recomendação presente no manual do veículo para misturar em proporção correta a água com o aditivo de arrefecimento, responsável por aumentar a temperatura de ebulição, evitar o congelamento em regiões mais frias e também para prevenir a formação de corrosão das partes internas do motor que estão em contato com o líquido.

Limpeza nos antigos: Carros mais antigos e rodados podem apresentar com o tempo um aspecto turvo e escurecido no líquido de arrefecimento. Nesse caso, o ideal é esgotar todo ele, em uma oficina de confiança, e trocar o líquido, sempre com o cuidado de fazer a mistura correta de água e fluido. Depois da troca, se a "água" do radiador voltar a ficar escura com poucos meses de uso, leve o carro para um mecânico de confiança para uma inspeção detalhada do sistema de arrefecimento

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