Aceleramos o Nissan Versa 1.6 automático CVT

Primeiras unidades chegam em junho; preços não foram divulgados

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Marcelo Monegato
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São José dos Pinhais (PR) Você poderá comprar apenas em junho, quando chega às concessionárias, mas a WM1 já testou o Nissan Versa com câmbio automático CVT. Apesar de as versões e os preços continuarem em segredo, trancados em um cofre do Departamento de Marketing, é possível atestar: os 'caras' da engenharia estão de parabéns! O casamento com o motor 1.6 16V Flex de até 111 cv de potência (gasolina/etanol) beira o primor e estabece um novo patamar de conforto e comodidade no segmento dos sedãs pequenos.

Para começo de conversa, a transmissão CVT utilizada no Versa é uma nova geração de uma caixa desenvolvida para veículos compactos, e que já é utilizada em modelos da marca nos Estados Unidos e na Europa. Não se trata de uma adaptação da caixa utilizada no Sentra, por exemplo. O principal trabalho da Nissan do Brasil foi retrabalhar o câmbio para as necessidade do motor bicombustível, algo que demorou, de acordo com Ricardo Abe, Gerente de Engenharia de Produto, aproximadamente seis meses. A transmissão é feita e importada do México.

Como disse anteriormente, o Versa CVT chega ao mercado brasileiro apenas em junho. Aproveitando o embalo, a Nissan fará, simultaneamente, o lançamento do March 1.6 com a mesma transmissão. Neste primeiro momento, porém, experimentamos apenas o sedã.

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Legenda: Nissan Versa Cvt Detalhe 4

Anda redondo e reanima...

Como as primeiras unidades começam a ser produzidas somente em maio, acveleramos um Nissan Versa CVT de pré-série, tanto que circulamos de placa verde (testes) e somente nas proximidades da fábrica da aliança Renault-Nissan, em São José dos Pinhais (PR), onde a marca japonesa mantém seu centro de desenvolvimento e produz a picape Frontier. O modelo ainda ganhará as caracterizações estéticas das versões automáticas e passará por alguns ajustes internos, como, por exemplo, novo revestimento acústico. No entanto, o mais importante neste momento está finalizado: a calibração da transmissão automática.

Alavanca no 'D' (Drive) e toco no acelerador de maneira gradativa. As primeiras respostas são normais como de qualquer outro veículo com o mesmo câmbio, como o Honda City LX 1.5 que por coincidência estava avaliando na semana passada. Piso mais forte no pedal da direita e a retomada surpreende positivamente. A morozidade imposta pelo CVT em determinados veículos é, no caso do Versa, mais sutil e com vigor na medida. Não espere um arrombo de performance, com seu corpo sendo arremessado contra o banco - esta não é a proposta do sedã familiar.

Chama a atenção a linearidade do conjunto mecânico regido pelo câmbio. Através do velocímetro é possível assistir a velocidade crescendo saudável, sem qualquer dificuldade. Rodando a 70 km/h, o conta-giros 'dorme' tranquilo na casa dos 1.500 rpm. A 120 km/h, as coisas não mudam muito e o motor trabalha calmo a 2.000 giros (muito bom!). E basta pisar fundo no acelerador que a velocidade vai aumentando: 130, 140, 150 km/h...

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Legenda: Nissan Versa Cvt Movimento Traseira

Do lado esquerdo da manopla, a Nissan instalou um botão chamado Overdrive, que tem a função 'Sport' em outros modelos automáticos. Ao acioná-la, o motor passa a trabalhar em rotações mais elevadas. Além de o ronco ficar obviamente mais alto, o Versa fica a 'ponto de bala' para um 'coice' no acelerador e a resposta ser imediata. Agrada também a maior atuação do freio-motor. Ao levantar o pé direito, a desaceleração mais intensa é nítida. Mostra que a descida da serra pelo túnel da Nova Imigrantes, agora, pode ser feita (talvez) sem precisar tocar o pedal do freio, economizando combustível e pastilhas...

Falando em economia de combustível, a Nissan informa que o Versa CVT tirou nota 'A' nas medições do Inmetro, com 11,62 km/l (g)/7,78 km/l (e) na cidade e 14,11 km/l (g)/10,03 km/l (e), na estrada. Números realmente interessantes, já que o CVT, quando não bem casado com o motor, tende a beber um pouco além da conta. E somente a título de curiosidade, os números de consumo do March 1.6 CVT foram: 11,67 km/l (g)/7,82 km/l (e) no perímetro urbano e 14,53 km/l (g)/9,75 km/l (e), na rodovia.

Conclusão

Não vou entrar aqui no mérito de que agora as vendas do sedã da Nissan vão decolar. Isso depende de muitas outras variáveis (preços, rede de concessionários e serviço pós-venda, por exemplo), que me impedem de brincar de ser Mãe Dina. No entanto, é possível afirmar que o Versa com transmissão automática CVT se impõe, mecanicamente falando, como um dos melhores sedãs pequenos do Brasil, pois entrega conforto, desempenho e bom nível de consumo em um segmento de entrada, que, em hipótese alguma, abre mão da racionalidade. Chevrolet Prisma, Renault Logan, Hyundai HB20S, Ford Ka Sedan e Volkswagen Voyage que se cuidem.

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