Alfa Romeo 8C Competizione: diversão para poucos escolhidos

Superesportivo honra marca do Cuore Sportivo e ainda pretende levá-la de volta aos EUA
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Richard Bremner
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- Há momentos, enquanto o Alfa Romeo 8C Competizione se empurra sem descanso para o próximo fuso horário, em que seu escapamento cospe um som como o de um tiro. O ruído grave, staccato, dispara atrás do carro quando se troca as marchas, uma atividade causada por não mais do que um toque de polegar em uma pequena aleta de alumínio, a troca de engrenagens ocupando apenas um quinto de segundo. Há uma momentânea hesitação antes que o carro carregue novamente, com nossas orelhas eletrizadas pela cacofonia musical das partes mecânicas em choque. Esse carro soa glorioso, uma lembrança do fantástico prazer físico que se pode extrair de dirigir um carro lindo, barulhento e viril. E de dirigi-lo rápido.

Há divertimento equivalente quando encontramos uma curva, um evento que costuma chegar rapidamente. Este Alfa é construído para devorar trechos sinuosos, com seu motor e transmissão instalados à distância um do outro para uma distribuição de peso mais eficiente e um comportamento mais equilibrado nas curvas, com suas rodas de aro 20” regiamente calçadas para uma performance de grudar no chão pela estrada adiante. Não leva muito tempo para concluir que o 8C Competizione foi construído para o prazer de dirigir e nada mais, especialmente se considerarmos o tamanho ridículo do porta-malas.

O 8C é um cupê caro, potente e sensual do qual serão produzidas apenas 500 unidades. Todos já têm um dono certo, sendo 84 deles destinados aos EUA, para servir de ponta de lança do retorno da marca ao maior mercado do mundo, em 2009. Apesar de receber mais pedidos do que isso, a Alfa não fará nenhum veículo a mais. Não dessa versão cupê, pelo menos, mas ela terá ainda uma versão conversível, a 8C Spider.

8C significa “otto cilindri”, com seus oito cilindros deslocando 4,7 litros, sendo que o motor é uma versão com pistões e cilindros modificados do motor Maserati 4,2-litros. Seus 450 cv chegam a 7.000 rpm, precedidos por 480 Nm de torque a 4.750 rpm, e é movido por uma transmissão seqüencial montada junto ao eixo traseiro, de onde vem a tração. Se isso parece familiar, é por conta de a transmissão também vir da Maserati, cujo GranTurismo é a fonte da estrutura de metal contra acidentes na dianteira, suspensão e uma série de outras peças. A Maserati também completa a montagem do automóvel.

Em suma, então, essa é uma versão encurtada, mais leve e de fibra de carbono do GranTurismo, mas com um caráter mais cru. Um caráter que é magnífico, incrivelmente evidente quando se seleciona o modo esportivo do 8C, que abre duas das quatro saídas de escape e permite que o V8 urre como uma besta agitada na floresta. O modo esportivo aguça o mapa de aceleração e corta o tempo de trocas para 0,2 milisegundos apesar de um Ferrari F430 Scuderia cortar isso pela metade mais uma vez, mas mantém a suspensão convencional inalterada.

Tudo isso faz de uma volta com pé embaixo em direção ao horizonte um negócio estimulante, como o motor empurrando com a urgência de pressão sanguínea acima dos 3.500 rpm e disposto a mostrar a estabilidade do Alfa em alta velocidade na pista da empresa, em Balocco. Agradeça à sustentação negativa por isso.

Apesar de parecer duro em irregularidades, o 8C inclina notavelmente quando entra em uma curva de modo entusiasmado considerando que você não seja bruto para seguir seu caminho com uma obediência barulhenta. Mas o pé direito pode causar uma séria impressão em sua trajetória, provocando subesterço se você entrar muito forte ou saída de traseira se você sair com entusiasmo. Este não é um carro simples de controlar no limite da aderência. Esse estado é ainda mais difícil de atingir com o volante, que, apesar de preciso, carece de sensibilidade.

Se tudo isso parece desapontar levemente e vai desapontar, diante do Audi R8, mais barato e inacreditavelmente impressionante, este Alfa continuará a oferecer uma condução maciçamente divertida. Muitos disso vem de sua saída e da música que ele emite quando vai, mas ele também é uma coisa fabulosa para dirigir.

O painel com a malha de fibra de carbono exposta é delicadamente adornado com alumínio e os bancos-concha com estrutura também de carbono parecem soberbos com seu couro finamente costurado. Há espaço apenas para duas pessoas e algumas maletas modestas no espaço atrás dos passageiros, mas quem liga para isso?

Este Alfa, como tantos outros, é levemente imperfeito, mas é um carro com a aparência e o caráter necessários para seduzir. Profundamente. Coloque seu nome na lista por um Spider se você gosta da proposta. Alguns ainda não foram vendidos. Se você preferir o cupê, talvez você consiga trocar.

The New York Times Syndicate


Tradução de Gustavo Henrique Ruffo


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