BMW Motorsport

Por trás de uma simples letra está a poderosa divisão esportiva da BMW que produz alguns dos mais desejados carros do mundo
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Alexandre Ramos
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- Estamos em 1972. Na Alemanha é criada a Motorsport, divisão esportiva da BMW. Inicialmente a recém-fundada empreitada contava com 35 funcionários, sendo comandados por Jochen Neerpasch, ex-piloto de testes da Porsche e ex-diretor esportivo da Ford.

Já no ano seguinte, 1973, surgem os primeiros frutos da Motorsport, na figura do BMW 2002 para rali, que pesava 950 kg e contava com motor de 240 cv lembre-se, isso faz mais de trinta anos e o famosíssimo 3.0 CSL Coupe Sport Light, ou cupê esporte leve. Com apenas 1.092 kg, estava equipado com um motor de seis cilindros em linha e nada menos do que 360 cv. Com essas credenciais, logo de cara papou o Campeonato de Turismo Europeu. Aliás, até 1979, esse BMW conquistou todas as edições da competição.

Em 1974 surgem os primeiros carros de rua com preparo Motorsport. A Série 5 530, 533i e 535i foi escolhida para receber o veneno, com o qual os modelos tinham “cara” de grandes sedãs, mas desempenho surpreendentemente esportivo. Em 1976 a divisão apresentou um CSL com motor de 3,2 litros, seis cilindros biturbo, para pista. A potência atingia estratosféricos 750 cv.

O primeiro produto Motorsport chegaria em 1978 - o M1. Desenhado por Giurgiaro, em colaboração com a Lamborghini, o M1 apresentava motor central e tinha apenas 1,14 metro de altura. A traseira era marcada pelas lanternas largas e pela presença de dois logos da BMW, um em cada extremidade do veículo. A potência variava de 227 cv para a versão de rua até 470 cv para o M1 de pista. Seu desenho é considerado moderno até hoje e na época causou grande impacto.

Em 1982 a BMW entra para a Formula 1 e cabe à Motorsport desenvolver o motor que equiparia a Brabham, sua parceira nessa empreitada. Partindo de um bloco utilizado em carro de rua, de quatro cilindros e apenas 1,5 litro de cilindrada, o propulsor – turbinado – chegou aos 800 cv. Mas, embora o brasileiro Nelson Piquet acreditasse no projeto, os resultados não vieram e o ano serviu para o desenvolvimento do conjunto.

Já na temporada seguinte, o motor M12/13 “empurraria” Piquet ao seu segundo título Mundial na F1. O brasileiro se tornaria o primeiro campeão da chamada “Era Turbo” da Fórmula 1.

No ano de 1984 a divisão apresenta o M635 CSi e a primeira geração do M5, com 286 cv extraídos de um seis cilindros em linha. Em 1986 é a vez do M3, feito inicialmente para pistas e depois para as ruas.

Já em 1987 ganhou a única edição do Campeonato Mundial de Turismo, além de inúmeras outras provas. O M3 é o maior campeão da categoria Turismo da história. Mas não foi apenas nas pistas que o modelo se deu bem, e as 17 mil unidades "de rua" vendidas comprovam isso.

Em 1988 é lançada a segunda geração do M5, com motor de seis cilindros em linha e 315 cv. Mais tarde, em 1992, essa potência subiria para 340 cv. No mesmo ano em que chega a inédita versão Touring perua do M5.

Quatro anos depois é apresentada a segunda geração do M3, baseada na chamada E36. O motor da versão européia tem 286 cv de potencia e a da americana, 240 cv. Uma curiosidade está no M3 GT, conhecido por poucos. Trata-se de uma série limitada de apenas 356 unidades todas pintadas de British Racing Green, sendo que 50 delas foram feitas com a direção do lado direito, para o mercado britânico e pintadas de vermelho. Era mais potente 295 cv e 110 kg mais leve se comparada à versão normal.

Mudança radical em 1993: a divisão Motorsport passa a se chamar simplesmente “M”. Em 1995 o M3 ganha motor mais potente, com 321 cv e câmbio de seis marchas ou o SMG. A versão americana, porém, permanece com 240 cv. O motor V12 preparado pela M ganha as 24 horas de Le Mans. Em 1997 são apresentados os Z3 M Roadster e Coupe.

Em 1998 chega a terceira geração do M5, com motor V8 de 400 cv. Um BMW 320 a diesel, preparado pela M, ganha as 24 Horas de Nürburgring. É a primeira vez que um carro a diesel ganha uma prova dessa importância.

No ano seguinte, o M V12 LM ganha as 24 Horas de Le Mans. Em 2000 é apresentada a nova versão do M3, com motor de seis cilindros em linha e 343 cv de potência. Em 2002 chegaria o novo M3 CSL, 125 kg mais leve – graças à retirada de tudo que se considerava “esportivamente desnecessário”, como ar-condicionado, equipamento de som e bancos com regulagem elétrica; além disso, o modelo contava com teto e capô feitos em fibra de carbono. Seu motor entregava potência de 355 cv.

Ano passado a BMW apresentou os novos M5 e M6, com motor V10 de 507 cv e câmbio SMG de terceira geração. E logo, logo, chega o novo M3. O que será que eles estão preparando?
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