Chevrolet Tracker

Prato de sempre, com tempero novo
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Luís Figueiredo
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- O Chevrolet Tracker está de volta ao mercado brasileiro, um ano após ter sido “tirado de linha”. Vendido aqui de 2001 a 2004, o utilitário esporte deixou de ser comercializado em 2005. Problema: seu alto preço, em torno de R$ 80 mil, o tornava pouco atraente e as vendas eram baixas.

Agora é justamente o preço seu maior atrativo. Por R$ 58.990,00, o Tracker traz de série airbag duplo, sistema antitravamento dos freios ABS, com distribuição das forças de frenagem EBD, ar-condicionado e direção hidráulica. Além disso, é equipado com tração 4x4 de uso temporário e reduzida. A GM coloca como concorrentes o Ford EcoSport 4WD, que é tão equipado quanto o Tracker, mas custa R$ 65.600,00 e não tem reduzida – sua tração integral opera sob demanda, de forma eletrônica e automática, podendo-se travar a divisão de força entre os eixos 50/50% por meio de botão no painel; e o Mitsubishi Pajero TR4, ainda mais caro: R$ 73.990,00, com os mesmos equipamentos de série, porém dotado de tração 4x4 mais moderna.

O motor quatro cilindros de 2 litros a diesel de 108 cv foi trocado por um de igual cilindrada, multivalvulado 4 válvulas por cilindro, duas de admissão, duas de escape, porém a gasolina. É mais potente, com 128 cv a 5.900 rpm, porém tem menor torque, que ocorre em faixa mais alta de rotação: 17,7 kgfm a 4.300 rpm contra os bons 25,5 kgfm a 1.750 rpm do turbodiesel. Combinando-se as quatro válvulas por cilindro à faixa de rotação do torque máximo, além do peso 1.430 kg tem-se como resultado um carro de retomadas vagarosas.

De toda forma, o desempenho melhorou. A aceleração de 0 a 100 km/h baixou para 11,9 segundos antes, 13 segundos e a velocidade máxima é de 168 km/h, 5 km/h a mais do que a versão antiga. O consumo, no entanto, piorou. Segundo dados de fábrica, com o motor a diesel o Tracker percorria 12,5 km/l na cidade. Agora são 10,1 km/l. Na estrada a diferença é ainda maior: 17,2 km/l com diesel e 11,5 km/l com o novo motor a gasolina. A autonomia, que com o tanque de 66 litros antes era de 1.135 km, caiu para 759 km.

Mudou o motor, mas o câmbio permanece o mesmo, com pequenas alterações nas relações e no diferencial, encurtado em relação ao da versão diesel. Seus engates são duros e requerem esforço – o preço da robustez necessária a um veículo utilitário. Essa característica provavelmente desagradará o público feminino, responsável por quase metade das compras no segmento, de acordo com a GM.

O Tracker tem suspensão dianteira independente, tipo McPherson, e por eixo rígido na traseira, com cinco braços. É um conjunto bem acertado, como foi possível perceber na breve avaliação no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba, a pista de testes da GM. Em curvas a carroceria inclina razoavelmente, mas é uma reação comum a esse tipo de veículo – nada que surpreenda o motorista ou passe insegurança. Sua direção tem boa resposta, com assistência hidráulica adequada. O volante, de empunhadura razoável, poderia ter diâmetro pouco menor.

Agrada pelo acabamento interno, sensivelmente superior ao do EcoSport, que tem nesse ponto um de seus percalços. Embora defasado, seu painel é limpo e traz os instrumentos básicos e necessários. Posição de dirigir é adequada, auxiliada pelos grandes retrovisores, e há bom espaço para passageiros. Peculiar é a abertura do porta-malas, em que está preso o estepe: lateralmente, da esquerda para a direita, em vez do contrário, que seria correto.

Fabricado no Japão pela Suzuki o Tracker é a versão de gravata do Grand Vitara e montado na Argentina, tem visual ultrapassado, o mesmo de cinco anos atrás Na última foto da coluna ao lado, o modelo 2002. Até as rodas de 16 polegadas têm mesmo desenho. Traz apenas detalhes, como o friso cromado na grade dianteira e as lentes translúcidas nas lanternas traseiras. Esse poderá ser seu maior empecilho – o sabor de prato requentado com molho novo. A expectativa da GM é modesta, apenas 300 unidades vendidas por mês. Resta saber se o tempero – o preço baixo – vai agradar ao consumidor.

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