Citroën C4 Lounge ganha nova frente e versão PCD

Andamos no modelo reestilizado: confira as primeiras impressões. Configurações para não deficientes partem de R$ 93.920

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Redação WM1
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A Citroën vendeu apenas 3.313 unidades do C4 Lounge no ano passado, mais de 20 vezes menos que o líder  Toyota Corolla, e quer ampliar em 40% as vendas do sedã médio no varejo em 2018. Para atingir esse objetivo, a marca francesa acaba de lançar novidades visuais e de conteúdo para o modelo fabricado na planta de Palomar, na Argentina. As primeiras unidades chegam ao Brasil em abril.

As novidades se concentram na nova dianteira, que ganhou faróis (full-LED na versão mais cara), grade e para-choque redesenhados, enquanto as lanternas traseiras receberam lentes fumê e novo arranjo interno de luzes. Além disso, o C4 Lounge traz rodas de liga leve redesenhadas e, na cabine, exibe nova central multimídia, compatível com Android Auto e Apple CarPlay, em tela tátil de sete polegadas, enquanto o painel de instrumentos agora é digital. Para completar, os bancos de couro receberam novo revestimento preto, com aparência metalizada.

Três versões, mesmos motor e câmbio

De resto, não há quaisquer modificações mecânicas, mantendo o competente motor 1.6 THP turbo flex de 173 cv de potência e 24,5 kgf.m de torque e a transmissão automática sequencial de seis marchas da Aisin. São três versões, que também ganharam novos nomes: a de entrada Feel, com preço público sugerido de R$ 93.920, a topo de linha Shine, por R$ 102.790, e a inédita Live, para clientes PCD (pessoas com deficiência) e vendas diretas, por R$ 69.990 - valor que dá direito a isenção total de IPI e ICMS para esse público, o que reduz o valor para R$ 55 mil no estado de São Paulo.

São preços competitivos diante da concorrência, que por sinal está cada vez mais acirrada. A configuração Feel, por exemplo, já vem bem equipada, trazendo de série bancos de couro, rodas de liga leve de 17 polegadas, ar-condicionado digital de duas zonas, quatro airbags (frontais e laterais), central com GPS e câmera de ré e sensores de luz e chuva.

A opção mais completa Shine acrescenta dois airbags de cortina, totalizando as seis bolsas infláveis, mais os citados faróis full-LED, acabamento diamantado nas rodas, teto solar e sensor de chave.

Por fim, a configuração Live PCD troca as rodas de liga leve de 17 polegadas por unidades aro 16, também de alumínio, traz bancos de tecido e dispensa GPS e câmera de ré integrados na central multimídia. Fora isso, traz os demais equipamentos das outras versões, como ar digital bizona e iluminação das lanternas por LEDs.

Falando um pouco mais da nova central, ela conta com tela tátil capacitiva, permitindo gestos mais complexos como em smartphones, e, por ser compatível com Android Auto, permite acessar os aplicativos de rotas Waze e Google Maps, pareando o celular com o veículo via Bluetooth.

Painel é digital, mas...

A convite da Citroën, o WM1 teve um contato rápido com o lançamento em test-drive nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. A começar pelo visual, de fato a mudança mais perceptível está na dianteira, que ficou com uma aparência mais robusta, com luzes de condução diurna de LEDs integradas ao desenho da grade frontal cromada - que traz o logotipo da Citroën maior ao centro, idêntico ao utilizado na minivan C4 Picasso. Na traseira, as lanternas de LEDs trazem um arranjo de luzes mais sofisticado.

De acordo com Ana Thereza Borsari, a nova presidente das operações das marcas Citroën, Peugeot e DS no Brasil, a reestilização foi desenvolvida em conjunto pelos centros de estilo da Citroën em São Paulo, Paris e Xangai, na China. O novo C4 Lounge chega nos mercados brasileiro e argentino, sendo também lançado em países do Leste Europeu mais o mercado chinês. Em nossa região, a marca francesa está avaliando exportar o carro produzido em Palomar também para Uruguai, Venezuela e Paraguai.

Ar-condicionado na tela sensível ao toque

Na cabine, são poucas as mudanças. Além da central multimídia renovada, o painel digital é um esforço da Citroën para reforçar a imagem de carro tecnológico do C4 Lounge, porém a tela é pequena e monocromática - nada de personalizações nem de cores, tampouco de exibir os mapas do navegador GPS, como acontece na nova geração do Polo, por exemplo. Vale ressaltar que o painel do sedã da Citroën é de série em todas as configurações, enquanto no hatch da Volkswagen e também no Virtus, sua recém lançada versão de três volumes, ele é opcional, disponível em um pacote.

A outra diferença na parte interna é que, pelo fato de a tela da central multimídia comandar várias funções, inclusive os ajustes do ar-condicionado, o sistema de climatização quase não conta mais com botões físicos - existem apenas dois na fileira logo abaixo da central, um que serve de atalho para acessar as configurações de temperatura (são dois ajustes independentes), por exemplo.

O outro botão aciona a ventilação máxima do ar-condicionado. São recursos bem-vindos, que evitam a necessidade de navegar por vários menus na tela sensível ao toque para acessar essas configurações.

Prioridade é o rodar confortável

Nos cerca de 70 km que rodamos com o C4 Lounge 2018, pudemos constatar que, exceto pelas novidades citadas, o sedã mantém comportamento dinâmico idêntico ao anterior. O motor 1.6 turbo desenvolvido há alguns anos em parceria com a BMW é uma das melhores coisas do Lounge, entregando o torque máximo a apenas 1.400 rpm, o que proporciona bastante agilidade em acelerações e retomadas e faz o C4 brilhar diante de concorrentes tradicionais nesse quesito, como o Corolla e as versões aspiradas do Civic. A caixa de seis marchas da Aisin é competente e traz modos para uma condução mais econômica ou esportiva, como anteriormente - no primeiro, demora um pouco para fazer as trocas, mas nada que comprometa em um carro com proposta voltada mais ao conforto e ao (bom) espaço interno, especialmente no banco traseiro. De qualquer modo, o sedã conta com opção de trocas sequenciais, por meio da alavanca no console central - não há borboletas atrás do volante.

Por falar em conforto, o C4 Lounge segue idêntico nesse quesito, mantendo o ajuste bem suave das suspensões, que só eventualmente apresentam alguma batida mais seca ao passar por buracos e lombadas, muito por conta do grande diâmetro das rodas. Mas é inegavelmente um carro para rodar com tranquilidade, apesar do bom fôlego do motor. Em velocidades mais altas, no entanto, as suspensões mais suaves fazem o carro balançar um pouco mais que o desejável, mas nada que comprometa a dirigibilidade.

Nuno Coutinho, diretor de marketing da marca para o Brasil, projeta, como mencionado acima, ampliar em 40% as vendas a clientes pessoa física na rede de concessionárias, destacando que o desempenho registrado no ano passado poderia ter sido melhor, porém foi afetado pelas obras de modernização da planta de Palomar, que temporariamente reduziram sua capacidade produtiva.

C4 Cactus vem no segundo semestre

"Queremos crescer no varejo, acredito que podemos ampliar em mais de 40% as vendas a esse público", diz o executivo. Dona de pouco mais de 1% do mercado de automóveis no Brasil, a Citroën estima ampliar esse desempenho este ano não apenas com o lançamento do novo Lounge, como também com a chegada já confirmada da versão brasileira do C4 Cactus, SUV de porte médio-compacto que já teve a produção confirmada pela fabricante em Porto Real, no Rio de Janeiro, que hoje produz modelos da co-irmã Peugeot.

Coutinho também revela que a Citroën vai lançar no Brasil pelo menos mais uma novidade do segmento de veículos comerciais - que pode ser uma ou mais novas versões do Jumpy, furgão de médio porte montado no Uruguai que chegou ao mercado brasileiro há cerca de seis meses, com motorização diesel.

Para crescer, a fabricante também segue investindo no pós-venda, como o programa Novo de Novo, com financiamento do carro novo em até 30 meses e, após esse período, a garantia de recompra do usado, que pode ser usado como entrada para a aquisição de outro Citroën zero-quilômetro.

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