Continental elimina necessidade de estepe com SSR

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Gustavo Ruffo
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- A discussão sobre a melhor posição do estepe é dentro, sob o porta-malas ou até dentro do cofre do motor, como no Mille, em breve se tornará obsoleta. Sistemas que evitam a necessidade de andar com uma roda sobressalente no carro estão cada vez mais acessíveis ao consumidor. Um deles foi apresentado recentemente pela Continental Pneus no autódromo de Interlagos, o SSR Self Supporting Run-flat, ou sistema de autosuporte sem pressão.

Utilizado como item de série na linha BMW, o pneu SSR tem laterais reforçadas que fazem com que ele, mesmo vazio, pareça estar cheio. Com isso, a banda fica em contato permanente com o piso, permitindo manter a viagem até o posto de assistência mais próximo vulgo borracheiro.

Os limites do pneu são de 80 km de distância a um máximo de 80 km/h. Esse é o compromisso recomendado pelo fabricante. Teoricamente, pode-se andar mais rápido, mas o pneu vai se deteriorar mais depressa. Também é possível manter um ritmo mais vagaroso e ir mais longe. A desvantagem do sistema é que, passado esse limite, o pneu tem de ser trocado. Assim, a durabilidade é sacrificada em prol da mobilidade.

Não se pode dizer que seja exatamente uma tecnologia barata, já que cada pneu custa a partir de R$ 850 na medida 205/55 aro 16’’, mas é bem mais em conta do que todos os sistemas para rodar sem pressão apresentados até recentemente no mercado, com a vantagem de poder ser usado no aro de uma roda comum. Ela estará disponível a partir de junho deste ano.

Demonstração prática

A Continental utilizou uma perua BMW 325i Touring para demonstrar a tecnologia aos jornalistas. Em um primeiro momento, o carro rodou por um circuito de pouco mais de um quilômetro, em linha reta, com os pneus calibrados. Em seguida, um dos pneus dianteiros era completamente esvaziado e a perua seguia pelo mesmo caminho.

Sempre se diz que esses sistemas trazem a desvantagem de deixar o carro muito duro, já que o pneu, mesmo vazio, não murcha, mas isso não pôde ser comprovado na perua da BMW. A explicação é simples: a 325i Touring foi desenvolvida com esses pneus, o que garantiu a calibração correta da suspensão com os pneus mais duros. Com um veículo desenvolvido com pneus comuns, a maior dureza deve aparecer de algum modo.

Com o pneu dianteiro direito vazio, o percurso foi refeito. As únicas possibilidades de o motorista perceber que algo está errado são uma indicação no painel da 325i Touring, que detecta o problema depois de algum tempo de rodagem, e o fato de o volante puxar levemente para a direita, como se o veículo estivesse desalinhado. Carros que não tenham um sistema de detecção de pneu baixo de série podem comprar o oferecido pela Continental, ao custo de R$ 1.700.

Interessante teria sido testar um carro com tração dianteira para ver o compromisso de dirigibilidade que o esvaziamento de um pneu SSR na dianteira traria. Afinal de contas, todos os carros nacionais atuais, fora alguns utilitários, saem de fábrica com esse tipo de tração. É esse o mercado que a Continental almeja. A BMW 325i Touring é impulsionada pelas rodas traseiras.

De toda forma, o sistema provou ser efetivo e interessante para quem dispõe de R$ 850 para pagar por um pneu e quer mais segurança ao rodar. Ainda que em detrimento do investimento de R$ 850, que se perde, como já foi informado, em 80 km a 80 km/h.

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