Custo-benefício na alta performance

Subaru WRX e WRX STI têm desempenho acima da média por preço na média

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Marcelo Monegato
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Confirmados no mês passado – para alegria dos admiradores dos esportivos japoneses (como nós da WebMotors) -, a Subaru apresentou oficialmente nesta sexta-feira, em Indaiatuba (SP), os novos WRX e

">WRX STI, que custam R$ 147.900 e R$ 194.400, respectivamente. Como quem nos acompanha já teve a oportunidade de conhecer de perto o ‘cabuloso’ STI (confira vídeo abaixo), vamos falar primeiro do menos abastado, WRX.

Como estamos falando de um modelo feito para devorar asfalto com maestria, vamos direto ao ponto: o Subaru WRX é equipado com motor quatro cilindros boxer 2.0 DOHC 16V turbo (injeção direta de combustível – gasolina), que desenvolve 270 cv de potência a 5.600 rpm e torque de 35,7 kgf.m entre 2.400 e 5.200 rpm. A velocidade máxima é de 240 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 6,3 segundos. A transmissão é automática CVT que simula até 8 marchas (existe a opção de trocas manuais pelas aletas atrás do volante), mas a Subaru já garantiu: o modelo terá câmbio manual, assim como o STI. A tração integral (nas quatro rodas).

Para se ter uma ideia, o Volkswagen Golf GTI, que parte de R$ 111.680, mas que completo chega aos R$ 151.999, também é equipado com motor 2.0 16V turbo de quatro cilindros e injeção direta de combustível (gasolina) que entrega 220 cv (entre 4.500 e 6.200 rotações) e os mesmos 35,7 kfg.m de torque (entre 1.500 e 4.400 giros). A velocidade máxima é de 244 km/h e o 0 a 100 km/h fica nos 6,5 segundos. Ou seja: números extremamente próximos.

O design do WRX é invocado – deixa o GTI com cara de bom moço. Destaque para a dianteira, que traz sobre o capô uma ampla entrada de ar (para o intercooler). Os faróis afilados e os vincos no para-choque realçam o visual de poucos amigos. Até as entradas de ar menores, fugindo de uma tendência do mercado, cai bem ao ‘japa’. A traseira tem seu charme com um amplo difusor e quatro saídas de escape. No entanto, perde (muito) da ousadia com um spoiler discreto, principalmente se comparado com o do WRX STI. As rodas de liga-leve de 18 polegadas (pneus 245/40 R18) complementam o charme.

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O interior prima pela sobriedade, destaque para o volante multifuncional de excelente empunhadura, painel de instrumentos com velocímetro e conta-giros em destaque absoluto, e para o leitor sobre o console, que traz dados interessantes – para quem curte uma pilotagem mais ‘apimentada’ –, como a pressão do turbo (abençoados sejam os viciados em track day). Os bancos são esportivos e o acabamento – materiais e encaixe das peças – são muito bons.

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PARA PISTA

O WRX tem bons recursos tecnológicos para se tornar ainda mais intenso ao volante. Entre eles está o Subaru Intelligent Drive (SI-DRIVE), que permite ao motorista escolher entre três configurações: ‘Intelligent’, ‘Sport’ e ‘Sport Sharp’. Elas alteram a resposta do acelerador, o mapeamento do motor, entre outros parâmetros para entregar conforto e economia de combustível, ou esportividade. Outro seletor que mexe diretamente com o comportamento do WRX é o Vehicle Dynamics Control (VDC), que também entrega três possibilidades: Normal, Traction e Off – esta última desabilita completamente os controles de estabilidade e tração.

RECHEADO

O WRX não tem opcionais, o que não chega a ser um problema, já que entrega uma lista bem completa de equipamentos: sensores crepuscular e de chuva, teto solar elétrico, bancos e volante revestidos em couro (costuras vermelhas), ajuste elétrico para o banco do motorista, travas e vidros elétricos, ar-condicionado de duas zonas, central multimídia com tela sensível ao toque, câmera de ré, direção com assistência elétrica, airbags frontais, laterais, tipo cortina e de joelho (condutor), sistema ISOFIX de ancoragem para cadeirinha infantil, freios com ABS e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem). Sim faltou o GPS...

WRX STI

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Além de um visual (ainda) mais arrojado, pontuais diferenças no acabamento e a mesma lista de equipamentos de série (sem opcionais), o Subaru WRX STI é consideravelmente mais temperamental (nós agradecemos). O motor é de quatro cilindros, boxer e turbo, mas a capacidade cúbica é de 2,5 litros e a injeção de combustível (gasolina) não é direta, mas sim eletrônica sequencial multipoint. O resultado é o seguinte: 310 cv de potência máxima a 6.100 rpm e torque de 41,5 kgf.m a 4.000 giros. A velocidade máxima é de 255 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h demora rápidos 5,2 segundos. A transmissão – para deleite dos puristas – é manual de seis marchas e a tração, assim como o WRX, é integral.

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