É lançado o Alfa Romeo 156 Sportwagon

Um esportivo em forma de perua
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Antonio Geremias
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- Esta Alfa Romeo Sportwagon 156 que está sendo colocada no mercado brasileiro a partir do dia 21, tem todos os ingredientes para tornar-se mais um dos ícones da marca, que geraram e continuam gerando milhões de fãs em todo o mundo. É lindíssima, um design apurado, que integra todas as demandas contemporâneas a soluções de modelos anteriores, com rara oportunidade e sendo estético. Algumas das soluções, como a da frente, da porta do bagageiro e das portas traseiras, com recortes que facilitam o acesso e se traduzem em ganho de espaço, são brilhantes.

E este carro foi desenvolvido tendo-se em conta muito mais a esportividade que a adequação ao conceito de station wagon. Assim, algumas de suas características devem avaliadas a partir deste ponto de vista. E seus preços, ídem. O preço básico é US$ 34.900. Com revestimento de couro US$ 1.300, teto solar elétrico US$ 800 e pintura metálica US$ 210, vai a US$ 37.290. O kit esportivo, incompatível com bancos revestidos em couro, custa US$ 1.250.

Rodas, maçanetas, encaixes - tudo mostra um perfeccionismo que faz jus à marca. E, ao sentar-se no carro, o aficcionado não pode deixra de suspirar de prazer. Couro, o corpo encaixando em bancos anatômicos mas não esportivo, que impedem o deslizar pelo banco, em curvas mais rápidas; volante e alavanca de câmbio nas dimensões adequadas, encaixando nas mãos; instrumentos, de eficiência ergonômica e beleza retrô ímpares; controles do ar-condicionado que devem ganhar premios de desenho. Espelhos, interno e externos, embora pequenos, garantem boa visibilidade.

E aí, ligamos o carro e saímos, a paisagem da Barra da Tijuca, de São Conrado, no Rio, meio apagada pela chuva persistente e fina. Logo, logo, percebia-se que as suspensões, duras, adequavam-se ao que a marca pretendia - um esportivo no corpo de uma station wagon. Embora as oportunidades para curvas mais ousadas tenham sido raras num ambiente urbano, deu-se para sentir algo da potencialidade do carro.

O motor, um 2.0, 16 válvulas, com quatro cilindros em linha, produz 153 cv a 6.400 rpm, e dispõe de 19,1 kgm a 3.500 rpm, de torque. Os números absolutos são bons, mas a faixa de disponibilidade, não, muito elevada. Isso se traduz nas saídas e retomadas de velocidade. A Sportwagon simplesmente não dispõe de torque em rotações até 1.500 rpm - contudo, é fácil imaginar os fãs, injuriados com esta afirmação, dizendo que este carro não foi feito para andar em baixa - é um esportivo. Pode-se aceitar esta afirmação, pelo prazer que o carro confere em velocidades mais altas, mas o uso no trânsito urbano continuará sendo problemático.

Alguns outros pontos, que em um carro comum tornar-se-iam motivo de severas críticas, acabam sendo, nesta Alfa, mais motivos para limentar um mito. O rádio, por exemplo, destoa completamente do desneho do painel, clássico e arrojado. É feio e desajeitado. O limpador de pára-brisa faz barulho a cada passada. Os espelhos de corteisa distorcem as imagens. Atrás, em um espaço razoável mas o bagageiro é muito bom, podem acomodar-se duas pessoas adultas - que passarão algum calor, pois o ar-condicionado não leva a eficiência dianteira para aquelas regiões.

Mas estes pontos deverão passar por detalhe, pois estamos diante de um dos mais belos carros que já rodaram por ruas brasileiras, com suspensões excelentes, que ilumina bem, que freia muito bem, que recebe os ocupantes dos bancos dianteiros com conforto e elegância, e que tem alma. Alma Romeo.


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