Executivo da Land Rover nega fábrica no Brasil

Diretor de vendas globais da marca,Phil Popham afirmou que o novo IPI afetou os investimentos do grupo no País
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Rodrigo Ribeiro
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– Genebra, Suíça – O mercado brasileiro é saudável e, de longe, o maior da América do Sul. As palavras de Phip Popham, diretor de vendas globais da Land Rover, indicam que o país é um terreno fértil para novos investimentos indo-ingleses. Mas o próprio executivo afirmou, em entrevista exclusiva ao WebMotors, que isso não é o suficiente para investir em uma fábrica por aqui. Popham também falou sobre o novo IPI, o Evoque e o futuro dos novos modelos da Land Rover.

Investimentos paralisados

Quando questionado sobre o que a diretoria da Land Rover achou do novo IPI, Popham foi enfático: “eles ficaram surpresos, ninguém esperava por essa mudança”. O executivo também afirmou ser contra impostos de importação, apesar de ter afirmado estar enfrentando entrave semelhante na Índia. “Estamos aguardando uma decisão do governo para o longo prazo para traçarmos nossos próximos investimentos no País”, apontou Popham.

As dificuldades na Índia, contudo, não afetaram a relação da marca com a Tata, gigante indiana que comprou a Land Rover e a Jaguar da Ford em 2009. “Nossa parceria é tão frutífera quanto a que tivemos com a Ford, pois ambas as empresas são grandes conglomerados”, aponto Popham. O executivo também afirmou que o grupo de Ratan Tata permite que a Land Rover invista todo o seu lucro dentro de si mesma para desenvolver novos produtos.

Menor, com certeza. Híbrido? Pouco provável

Aliás, a nova linha de produtos da marca seguirá duas tendências. A primeira é a chegada de modelos menores, com motores mais eficientes movidos a gasolina e diesel. “O Evoque nos indicou uma nova direção a se seguir, trazendo novos consumidores para a marca”, revelou Popham, pontuando que mais de 80% dos compradores do Evoque nunca compraram modelos da marca.

O sucesso do SUV compacto, contudo, não afetará o resto da linha Land Rover. “Nossos clientes são muito fiéis e esperam que continuamos a desenvolver o que fazemos de melhor: SUVs aptos para o puro fora-de-estrada, mas sem deixar o luxo de fora.” Por isso Popham tranqüiliza os puristas: “os próximos Discovery e Range Rover seguirão nossa nova identidade, mas serão uma evolução, e não uma revolução”. A postura se repete na opção por investir em uma nova linha de propulsores de quatro cilindros e atualizar os blocos em V. “A tecnologia híbrida é muito interessante para o trânsito urbano, mas ainda há um custo financeiro e ambiental muito alto no que diz respeito à tecnologia e descarte de baterias”, concluiu Popham.

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