Geely Motors estreia no Brasil com sedã EC7

Marca chinesa chega ao País com planos de vender 3.500 carros em 2014; Hatch GC2 chega em abril
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Daniel Magri
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(Itu/SP) - Mais uma marca chinesa ingressa no mercado brasileiro. A Geely Motors iniciou de forma oficial na última terça-feira (21) suas operações no País.

 

O primeiro lançamento da marca é o sedã EC7, que chega às lojas em março. Ainda sem preço definido, vem para brigar com modelos da mesma categoria na faixa dos R$ 50 mil e R$ 55 mil.

 

O EC7 traz sob o capô um motor 1.8L, a gasolina, que entrega 130 cv e torque máximo de 16,9 kgm a 4.400 rpm.O propulsor trabalha em conjunto com uma caixa de transmissão manual de cinco marchas. A Geely já prometeu uma versão com motor flex para o próximo mês de julho. Já a opção com câmbio automático chega somente em 2015.

 

Em abril é a vez do hatch GC2 começa a ser vendido. O simpático modelo que notabiliza-se pelo design com “cara de panda” terá motor 1.0L flex, de três cilindros, capaz de entregar 68 cv de potência máxima.

 

A Geely - que é a atual dona da Volvo - apresenta um plano discreto para 2014, mas que torna-se mais ambicioso a partir de 2015. Neste ano, a marca pretende emplacar 3.500 unidades. Deste total, 60% vão para o GC2 e 40% ficarão a cargo do EC7. Já para o ano que vem, a marca quer ver seu número de licenciamentos no Brasil subir para 20 mil carros. Trata-se de 90% da produção da fábrica no Uruguai responsável pelos modelos que virão para o Brasil.

 

Para atingir seus objetivos, a Geely inicia suas operações com 15 concessionárias, focadas nas regiões Sul e Sudeste. Até o fim de 2014, o número de lojas deve subir para 25.

 

EC7 - Primeiras impressões

 

A diferença entre o EC7 e outros modelos chineses começa já no acabamento, ponto sempre criticado entre as montadoras asiáticas. No sedã da Geely, as peças são bem encaixadas, sem rebarbas e o material mostra-se de um nível mais elevado. Ainda fica devendo em relação aos concorrentes ocidentais, mas já nota-se um cuidado maior.

 

Receita que não muda em relação às colegas chinesas é a farta lista de equipamentos. Oferecido em versão única, o EC7 traz ar condicionado com controle eletrônico, direção hidráulica, coluna de direção com regulagem de altura, computador de bordo (funções de autonomia, velocidade média e odômetro parcial), destravamento do porta-malas, travas elétricas nas quatro portas, entre outros.

 

Com dimensões semelhantes às do Corolla - 4.635 e 1.870 mm (comprimento), 1.789 e 1.280 mm (largura) e 1.470 e 1.150 mm (altura), e o entre-eixos de 2.650 mm - o EC7 oferece bom espaço interno. Seu visual, principalmente na traseira, dá uma primeira impressão de ser uma mistura entre Mercedes-Benz Classe C e Nissan Versa. As lanternas, por sua vez, lembram as da geração passada do Fusion. Mas nada que desmereça o trabalho dos designers da Geely, que atribuíram ao sedã linhas sóbrias e fluídas. As rodas são de liga de alumínio de 16 polegadas. 

 

Em teste promovido pela Geely nas estradas do interior de São Paulo, o sedã não decepcionou. O motor responde bem às investidas no pedal e trabalha em perfeita harmonia com o câmbio. Segundo levantamento da fabricante, o EC7 faz de 0-100 km/h em 12 segundos e a velocidade máxima é de 185 km/h.

 

Um ponto negativo, no entanto, é a exagerada “leveza” do volante. Acima dos 100 km/h e, principalmente nas curvas, a sensibilidade dos movimentos é alta e transmite uma sensação de que o carro não está totalmente “na mão”.

 

 

 

 

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