Honda Civic CRX

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Alexandre Ramos
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- Design maluco, portas que abrem para cima, teto removível por sistema computadorizado. É assim que podemos definir, em poucas palavras, o Honda Civic CRX VTi Targa 1993 trabalhado pela Tec Art, de São Paulo. No momento em que o competente Mário “Espanhol” Villaescusa fazia as fotos desse carro, deu para sentir o apelo fortíssimo do Hondinha, pois não foram poucos os que pararam para admirá-lo.

Sem dúvida o que mais chama a atenção são as portas, que tiveram o mecanismo de abertura modificado por meio da instalação de um kit – feito pela própria empresa – totalmente reversível e que custa cerca de R$ 3 mil. São as chamadas “Lambo Doors”, em alusão à Lamborghini, que popularizou esse tipo de solução. “Não há nenhuma mudança no veículo, pois as peças do kit são fixadas nas furações originais de fábrica. E leva apenas um dia para instalar”, explica Gláucio Ortega, dono da Tec Art.

Mas não é apenas aí que reside o charme do carrinho. Foi instalado um kit de carroceria, composto por pára-choque dianteiro com um belo par de faróis de neblina instalado e traseiro, além das saias laterais – conhecidas também por “side-skirts” – tudo executado “em casa”. Segundo o proprietário da Tec Art, cada pára-choque custa R$ 700 e as laterais R$ 300 o par. E como ele fez para o Hondinha, já tem o molde pronto. Quem quiser...

Os faróis dianteiros são para modelos Civic mais novos – de 1998 em diante – modelo TYC Altezza. Se observado com mais atenção, o CRX revela que não é pintura que reveste seu capô dianteiro, teto e tampa do porta-malas: é um aplique feito de fibra de carbono legítima, uma especialidade de Gláucio. Até mesmo a aleta que está sobre o braço do limpador recebeu um aplique padrão de fibra de carbono. Para completar, foi instalado um par de travas de capô funcionais, para evitar surpresas na hora de acelerar.

Na traseira, além do já citado pára-choque e das lanternas Altezza, destaque também para o grande aerofólio americano, também em fibra de carbono, que foi retrabalhado pela Tec art. Foram instaladas duas ponteiras Raceway com cano de três polegadas de diâmetro interno, de aço inox.

Mas este não seria um pacote completo se não contasse com umas rodas gigantes. E Gláucio optou por um modelo da TSW, a Pace, aro de 19 polegadas, calçadas com pneus 215/35 19 da Toyo.

Por dentro, o CRX é até discreto. Como se trata de um carro para uso diário “vou até ao banco e ao supermercado com ele”, diz Gláucio, a simplicidade dá o tom aqui. Os bancos são Sparco, envolventes; volante é da Momo e os protetores de soleira são Shutt. O pomo da alavanca do câmbio, além das pedaleiras e capa da alavanca do freio de mão são Isotta, italianos.

Na coluna esquerda está, de cima para baixo, um hall meter Beep Turbo, manômetro de óleo, manômetro de combustível e marcador de temperatura da água, todos da Auto Meter.

No console central está a chave geral do nitro e o injetor. Atrás do banco direito está a garrafa do óxido, com 13 kg. O painel de instrumentos é gringo também e permite mudança do tom de azul para verde, ambas fluorescentes.

A pintura desse CRX é coisa de maluco. O grafismo na lateral é pintado e Gláucio aproveitou como base a cor azul original do carro para aplicar mais uma camada da mesma cor, só que com metal flake, o que confere – sob a luz – um efeito de purpurina. Combinando tudo isso ao teto robotizado, que abre se apoiando nas colunas e acaba no porta-malas, não dá para ignorar esse oriental tunado.

Para a sonzeira, Gláucio partiu para soluções sem grandes recortes, contando com uma capa original escamoteável que faz parte do próprio painel e que recobre o DVD player CVA 1004 da Alpine. Foi instalado ainda um módulo Punch 300 e dois kits da Audio Lightning, para complementar o som. No assoalho, não podiam faltar os tapetes de metal.

Mecanicamente o CRX está com motor original, uma unidade de 1,6 litro VTEC, com potência 160 cv e mais 60 cv do Nitro. Gláucio instalou ainda uma barra anti-torção e filtro K&N, com tomada pelo filtro secundário que está na dianteira do pára-choque e que chega mais frio à admissão.

Perguntado se vende o carro, ele responde: “pagando bem, que mal tem?”
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