Hyundai ix35 ganha retoques no visual, cor berrante

Depois de 'tapa' no visual , Hyundai espera sobrevida para o SUV ix35

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Karina Simões
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O Hyundai ix35 é um modelo bem-sucedido dentro do line up da marca sul coreana - no Brasil o crossover de médio porte é o mais vendido entre seus concorrentes. Em outros países ele já foi substituído por um modelo novo em folha, que inclusive já aceleramos. Para encarar esta realidade e dar um pouco mais de fôlego ao SUV por aqui, a importadora da Hyundai no Brasil responsável pela fabricação do ix35 em solo nacional, Caoa, teve que mexer seus pauzinhos e dar ares de renovação ao modelo. Depois de alguns retoques no visual, na parte mecânica e de um remanejamento nos equipamentos que resultaram em três versões (desde 2010 era oferecida apenas uma), a Caoa colocou um “New” na frente do nome do modelo e espera que, assim, sua sobrevida esteja garantida.

Mais que isso, para que ele “aparecesse” um pouco mais, a montadora abriu espaço entre as cores sóbrias (preto, branco e prata) e passou a oferecê-lo na pintura laranja metálica. Nessa cor, o carro foi batizado de “Launching Edition” que se traduz em edição de lançamento, limitado a apenas 300 unidades - sendo 176 da versão intermediária e 124 para configuração top de linha. 

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Botox no ix35

A configuração básica manteve o mesmo valor da versão única comercializada anteriormente, R$ 99.990, mas perdeu equipamentos. Estratégia, no mínimo, corajosa da Caoa. Por esse valor, o SUV contempla as mudanças na dianteira, como a grade com três filetes foscos contornadas por uma moldura cromada hexagonal, farol com projetor e fita de led. No mais, ele vem com ar-condicionado analógico, CD player com MP3, comandos no volante, sensor de estacionamento, bancos parcialmente revestidos em couro e rodas aro 18″.

A versão intermediária custa R$ 109.990 e adiciona botão de partida, sistema de entrada sem uso de chave, piloto automático, central de entretenimento com câmera de ré e GPS integrados, rack de teto, ar-condicionado também com saída de ar para a segunda fileira. As primeiras 4.500 unidades da versão intermediária virão com e airbags laterais.

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A top de linha custa bem mais R$ 122.990. A marca justifica, ou tenta justificar, o valor salgado com a lista de equipamentos, que inclui bancos, volante e manopla de câmbio revestidos em couro, maçanetas cromadas, teto solar, ar condicionado digital, ajuste elétrico do banco do motorista e controle de estabilidade e tração (lembrando que o veículo não possui tração nas quatro rodas). Outro sistema exclusivo da versão é o assistente de descidas.  Na parte visual, a versão mais cara ganhou leds na lanterna traseira. De gosto duvidoso, o acessório aproxima o visual do SUV coreano de seus parentes da China. Pelo que você pode notar, as versões não tem nome - o que pode até facilitar as coisas na hora de escolher o modelo na loja -, mas na rua, é nos detalhes que diferenciamos uma da outra. 

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Como anda?

Todas as versões são equipadas com o motor 2.0 Flex de 16 válvulas acoplado a um câmbio automático de seis marchas. A motorização flex foi desenvolvida especialmente para o Brasil, no entanto, embora o SUV seja montado na fábrica do Grupo Caoa em Anápolis (GO), motor e câmbio vêm importados da Coreia do Sul.

O propulsor tem bom desempenho, mas não espere nada muito excepcional. Abastecido com etanol, ele entrega 167 cavalos a 6.200 rpm e torque de 20,6 kgf.m a 4.700 rpm. Com gasolina oferece 157 cv a 6.200 rpm e 19,2 kgf.m a 4.700 rpm. O câmbio se mostrou um pouco indeciso em certas retomadas, mas para sanar este problema pode-se realizar as trocas pelas borboletas atrás do volante para realizar as trocas. Embora o motor permaneça o mesmo, ele recebeu alguns ajustes visando eficiência. Houve melhorias na ECU e o catalisador é novo. Assim, ele está apto para atender as exigências da legislação quanto as emissões de poluentes.

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O interior teve itens melhorados, como a manopla do câmbio, que ganhou visual mais moderno, em contrapartida o painel continua o mesmo, esbanjando plásticos rígidos. Chama atenção o freio de estacionamento no pedal, enquanto alguns de seus concorrentes mais em conta já trazem freio de estacionamento eletrônico. O revestimento acústico foi melhorado, especialmente no porta-malas e caixas de roda, o que contribui para um maior silêncio na cabine.

Os ocupantes viajam confortáveis, com espaço razoável para as pernas, mesmo atrás. Tanto a calibração da suspensão como a direção com assistência elétrica progressiva também têm ênfase no conforto. A direção é levinha e precisa e a suspensão multilink na traseira filtra bem as imperfeições do asfalto, mesmo com rodas grandes aro 18. Os freios possuem discos duplos ventilados na dianteira e sólidos na traseira com ABS e EBD.

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Não dá pra fugir da plástica por muito tempo

Embora o SUV acumule cinco anos em seu registro de nascimento, não podemos negar que seu design ainda é atual. Todavia, a frustração está em saber que o facelift que chegou aqui apenas agora para este carro, foi lançado há dois anos na Coreia. E em dois anos o modelo já ganhou um substituto totalmente novo por lá. Se o ix35 está assim, o que dizer do Tucson de antiga geração que ainda é fabricado por aqui?

Mesmo com os paradoxos que envolvem sua trajetória no Brasil, o ix35 é um querido dos brasileiros. Na contramão do mercado, o utilitário esportivo apresentou alta de 15,9% nas vendas no primeiro semestre de 2015, quando comparado aos seis primeiros meses de 2014, passando de 7.025 unidades para 8.142 unidades. Ele está à frente até de seu irmão ultrapassado, o Tucson. Todavia, a Caoa está otimista com o modelo “renovado” e pretende vender de 1.700 a 1.800 unidades por mês. Resta saber se o consumidor vai aprovar as mudanças, principalmente as que refletem diretamente no bolso. Será? 

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